Celebremos a iniciativa da Sociedade Civil "na pessoa da Fundação Francisco Manuel dos Santos" e o rigor e força inteligente de António Barreto, que se materializou no lançamento do site www.pordata.pt.
A partir de agora já posso dizer aos meus amigos portugueses e estrangeiros: acreditem no que aqui virem e desconfiem do que lá não estiver porque pode ser uma face oculta da gestão de dados e informações sobre Portugal e os Portugueses.
Ergo a minha taça com champanhe comprado nas lojas do grupo Jerónimo Martins enquanto aguardo o florir dos jacarandás.
FVRoxo
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Portugal caiu em 2010 para o 39º lugar no ranking de e-Government das Nações Unidas
Paradoxalmente, esta queda ocorreu logo a seguir a termos alcançado o 1º lugar no benchmarking da União Europeia promovido pelo IDABC em 2009 e encomendado à CapGemini.
É curioso que de acordo com o ranking das Nações Unidas, e considerando apenas os 31 países incluidos no benchmarking da UE, Portugal ficaria em 25º lugar na Europa, apenas ultrapassando a Grécia (41º), o Chipre (42º), a Eslováquia (43º), a Bulgária (44º), a Polónia (45º) e a Roménia (47º).
Folha de cálculo já disponibilizada pelas Nações Unidas
Ver também:
Alcançámos o 1º Lugar na Europa em e-Gov!!!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Inovação

Inovar não significa construir uma solução inédita para um determinado problema, por vezes uma modificação de processos ou a utilização de novos instrumentos na solução de um problema recorrendo às funções sistémicas de criação, da memorização, do tratamento e da transmissão da informação constitui inovação.
Quando vim trabalhar para Lisboa - 1968 - existia uma zona na Baixa com condicionamento de estacionamento de viaturas denominada Zona Azul.
A CML vendia um quadrado de cartão azul, onde estava inserido um circulo de cartolina, no qual estavam inscritos os períodos de estacionamento, que rodava sob duas janelas rectangulares.
Numa das janelas visualizava-se a hora de início do período e na outra a hora de termino do período. Um agente da autoridade podia assim controlar o estacionamento e multar o proprietário da viatura em transgressão.
Nessa época as pessoas trabalhavam na Baixa de Lisboa.
Por exemplo o Service Bureau da Regisconta estava instalado na R. Serpa Pinto e os transeuntes viam o computador, periféricos e pessoas a trabalhar através de uma janela de vidro muito ampla.
O meu Mini, os 2CV, os R4 estacionavam no largo do Teatro de S. Carlos. É evidente que o período de trabalho e o período de estacionamento não coincidiam.
Surgiu assim uma nova profissão "ajustadores de disco de Zona Azul". Por uma gorgeta individual diária de 5$00 (0,025€) o "ajustador" - tinha na sua posse a chave da viatura -, período a período modificava os dados para o novo período.
Muito perto situava-se o Governo Civil de Lisboa e o Comando Central da PSP cujos trabalhadores utilizavam os serviços dos "ajustadores de disco de Zona Azul".
A notícia que "disparou" esta recordação foi publicada no Local da edição do Publico de 20FEV2010 da qual envio imagem.
A Emel inova a Zona Azul na sua forma electrónica, mas na cor amarela.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Indicadores do Plano (do Portugal) Tecnológico, ao serviço da diferença reconhecida
Alguem me ajuda a encontrar no site do Plano Tecnológico os indicadores para as medidas por destinatário?
Os indicadores para as medidas por eixo estratégico ainda lá estão alguns (e em especial dados "em grande" na página de entrada do site www.planotecnologico.pt para além de um vídeo sobre o Portugal tecnológico 2009) mas o que eu considerava importante e queria não estava nem "à mão" nem "ao pé".
Sendo assim: E que tal a APDSI lançar uma recolha sistematizada de dados e informações, a partir de várias fontes, sobre os segmentos : Cidadãos/administração Pública, Organizações(sobretudo empresas)/Administração Pública e Empresas/Investigação e Desenvolvimento, enquanto combinação simples (no meu entender)para medir resultados e melhorar acções "final user oriented"?
Era mais directo e em termos de cross analysis mais esclarecedor.Tipo 2.0 (no minimo).
Três exemplos para ilustrar aquilo que procuro identificar:
1-Que medidas tomou a ADP Central e Local e que se repercurtiram sobre a melhoria da relação com os cidadãos (Dados elementares e sintéticos e alguma informação deles resultantes) para áreas como a saude, educação,segurança interna, justiça, economia -sobretudo indústria- mas tambem agricultura e pescas?
2-Que medidas tomou a ADP Central e local e que se repercutiram sobre a melhoria da produtividade, qualidade e rentabilidade das Organizações em geral e das empresas em especial, organizadas por sectores primário, secundário, terciário e do terceiro sector (dados elementares e sintecticos e alguma informação deles resultantes)?
3- Quem fez e quanto custou em 2009 a Investigação e Desenvolvimento e que resultados teve em 2009 (sobretudo a que já vinha desde, por exemplo, o inicio do Plano Tecnológico.E a que se fechou em 2009, logo que possível)?
Que se pode concluir do comércio internacional portugues como resultado desta acção? (dados elementares, sintecticos e informações posssiveis)
Nota complementar:
Naturalmente que, quanto à Correlação PRACE /Acções do Plano Tecnológico,tambem não era dificil fazer algo simples e esclarecedor...Mas o momento não é certamente propicio devido ao deficit de disponibilidade mental mais crise oriented neste momento.
FVRoxo
Em domingo chuvoso e a lamentar a tragédia da Madeira que põe de lado, por motivos bem tristes, o longo tempo perdido com a discussão da lei das finanças Regionais.
E parece que um radar metereológico não existe na Madeira...Pena que com tanto dinheiro investido no turismo Madeirense e com tão bons resultados obtidos, um elemento da segurança de um arquipélago no meio do Oceano como é um Radar Meteriológico, não tivesse sido contemplado no Plano Tecnológico do Turismo (há algum?).
Somos "bons" nas formulações de estratégias .Mas apenas bombeiros nas implementações das mesmas.
Os indicadores para as medidas por eixo estratégico ainda lá estão alguns (e em especial dados "em grande" na página de entrada do site www.planotecnologico.pt para além de um vídeo sobre o Portugal tecnológico 2009) mas o que eu considerava importante e queria não estava nem "à mão" nem "ao pé".
Sendo assim: E que tal a APDSI lançar uma recolha sistematizada de dados e informações, a partir de várias fontes, sobre os segmentos : Cidadãos/administração Pública, Organizações(sobretudo empresas)/Administração Pública e Empresas/Investigação e Desenvolvimento, enquanto combinação simples (no meu entender)para medir resultados e melhorar acções "final user oriented"?
Era mais directo e em termos de cross analysis mais esclarecedor.Tipo 2.0 (no minimo).
Três exemplos para ilustrar aquilo que procuro identificar:
1-Que medidas tomou a ADP Central e Local e que se repercurtiram sobre a melhoria da relação com os cidadãos (Dados elementares e sintéticos e alguma informação deles resultantes) para áreas como a saude, educação,segurança interna, justiça, economia -sobretudo indústria- mas tambem agricultura e pescas?
2-Que medidas tomou a ADP Central e local e que se repercutiram sobre a melhoria da produtividade, qualidade e rentabilidade das Organizações em geral e das empresas em especial, organizadas por sectores primário, secundário, terciário e do terceiro sector (dados elementares e sintecticos e alguma informação deles resultantes)?
3- Quem fez e quanto custou em 2009 a Investigação e Desenvolvimento e que resultados teve em 2009 (sobretudo a que já vinha desde, por exemplo, o inicio do Plano Tecnológico.E a que se fechou em 2009, logo que possível)?
Que se pode concluir do comércio internacional portugues como resultado desta acção? (dados elementares, sintecticos e informações posssiveis)
Nota complementar:
Naturalmente que, quanto à Correlação PRACE /Acções do Plano Tecnológico,tambem não era dificil fazer algo simples e esclarecedor...Mas o momento não é certamente propicio devido ao deficit de disponibilidade mental mais crise oriented neste momento.
FVRoxo
Em domingo chuvoso e a lamentar a tragédia da Madeira que põe de lado, por motivos bem tristes, o longo tempo perdido com a discussão da lei das finanças Regionais.
E parece que um radar metereológico não existe na Madeira...Pena que com tanto dinheiro investido no turismo Madeirense e com tão bons resultados obtidos, um elemento da segurança de um arquipélago no meio do Oceano como é um Radar Meteriológico, não tivesse sido contemplado no Plano Tecnológico do Turismo (há algum?).
Somos "bons" nas formulações de estratégias .Mas apenas bombeiros nas implementações das mesmas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Ideias e propostas rumo à próxima década
Estamos em época de Carnaval. Ninguém leva a mal. No entanto, julgo ser a data mais propícia do ano para centrarmos a nossa atenção no essencial e deixarmos o acessório.
Três razões principais. A primeira é a de já ninguém quer ouvir falar de crise. O fim da crise já foi anunciado por muitos. A nós cabe-nos dar forma e conteúdo para que seja efectivamente assim. A segunda razão prende-se com o início do ano. É verdade. O Janeiro já passou e parece que ainda não descolámos de alguma apatia reinante. A terceira razão diz respeito aos programas de estímulo económico e de inovação existentes. Talvez estejam a passar ao lado de muitos de nós.
Três ideias que a APDSI pode ajudar a desenvolver com sucesso:
1. Tendo o Governo assinado, no passado dia 6 de Fevereiro, em Vila Viçosa, a adjudicação dos contratos das Redes de Nova Geração (RNG) para as zonas Norte, Centro/Alentejo e Algarve, com o objectivo de promover a coesão social e territorial e da igualdade de oportunidades no acesso a serviços de alta qualidade que devem estar ao alcance de todos os portugueses, independentemente da região do País onde vivam ou trabalhem, será que não podemos desenvolver um estudo especial, dedicado a esta nova geração de infra-estruturas que terá de suportar a nova Economia e as novas necessidades, quer sociais, quer a nível da educação e desenvolvimento para a Sociedade da Informação e do Conhecimento?
2. Estando o Conselho Europeu a querer debater o futuro da Estratégia de Lisboa, participando na discussão o nosso associado Prof. Carlos Zorrinho, actual Secretário de Estado da Energia e da Inovação, ao que se sabe, a reflexão vai ser baseada em dois documentos “Estratégia para um crescimento e emprego sustentáveis” e ”Sete Medidas para concretizar a estratégia europeia para o crescimento e o emprego”, talvez exista a capacidade de discutirmos, no seio da APDSI, algumas propostas para os anos que se seguem, com conteúdo, numa estratégia renovada para o crescimento que precisamos e como devem as empresas e organizações preparar a próxima década?
3. Tendo a Comissão Europeia lançado recentemente um convite à apresentação de candidaturas para a constituição de um Painel de Peritos sobre Inovação nos Serviços, sendo propósito analisar os actuais desafios da política de inovação aos vários níveis (União Europeia, nacional e regional), identificando os meios (políticas e/ou instrumentos, incluindo financeiros) a utilizar, conhecemos em Portugal quem (Administração Pública, Empresas, Universidades, Institutos de Investigação e Consultoras) tenha um entendimento profundo das políticas de inovação, em particular, o domínio de serviços inovadores?
Esta última ideia, poderá ser discutida pelo Grupo de Trabalho “Ciências dos Serviços, Gestão e Engenharia” que o Luís Vidigal lidera.
Três razões principais. A primeira é a de já ninguém quer ouvir falar de crise. O fim da crise já foi anunciado por muitos. A nós cabe-nos dar forma e conteúdo para que seja efectivamente assim. A segunda razão prende-se com o início do ano. É verdade. O Janeiro já passou e parece que ainda não descolámos de alguma apatia reinante. A terceira razão diz respeito aos programas de estímulo económico e de inovação existentes. Talvez estejam a passar ao lado de muitos de nós.
Três ideias que a APDSI pode ajudar a desenvolver com sucesso:
1. Tendo o Governo assinado, no passado dia 6 de Fevereiro, em Vila Viçosa, a adjudicação dos contratos das Redes de Nova Geração (RNG) para as zonas Norte, Centro/Alentejo e Algarve, com o objectivo de promover a coesão social e territorial e da igualdade de oportunidades no acesso a serviços de alta qualidade que devem estar ao alcance de todos os portugueses, independentemente da região do País onde vivam ou trabalhem, será que não podemos desenvolver um estudo especial, dedicado a esta nova geração de infra-estruturas que terá de suportar a nova Economia e as novas necessidades, quer sociais, quer a nível da educação e desenvolvimento para a Sociedade da Informação e do Conhecimento?
2. Estando o Conselho Europeu a querer debater o futuro da Estratégia de Lisboa, participando na discussão o nosso associado Prof. Carlos Zorrinho, actual Secretário de Estado da Energia e da Inovação, ao que se sabe, a reflexão vai ser baseada em dois documentos “Estratégia para um crescimento e emprego sustentáveis” e ”Sete Medidas para concretizar a estratégia europeia para o crescimento e o emprego”, talvez exista a capacidade de discutirmos, no seio da APDSI, algumas propostas para os anos que se seguem, com conteúdo, numa estratégia renovada para o crescimento que precisamos e como devem as empresas e organizações preparar a próxima década?
3. Tendo a Comissão Europeia lançado recentemente um convite à apresentação de candidaturas para a constituição de um Painel de Peritos sobre Inovação nos Serviços, sendo propósito analisar os actuais desafios da política de inovação aos vários níveis (União Europeia, nacional e regional), identificando os meios (políticas e/ou instrumentos, incluindo financeiros) a utilizar, conhecemos em Portugal quem (Administração Pública, Empresas, Universidades, Institutos de Investigação e Consultoras) tenha um entendimento profundo das políticas de inovação, em particular, o domínio de serviços inovadores?
Esta última ideia, poderá ser discutida pelo Grupo de Trabalho “Ciências dos Serviços, Gestão e Engenharia” que o Luís Vidigal lidera.
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