segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ciberataques a soluções de código-aberto devem aumentar este ano



À medida que o código-fonte aberto se está a tornar cada vez mais popular em aplicações comerciais e pessoais, o número de ataques assentes nas vulnerabilidades que ainda apresenta, deve aumentar 20% em 2017. A previsão é da Black Duck Software, empresa que recolhe estatísticas sobre projetos de open source.

Segundo dados da empresa, o número de projetos comerciais de software compostos por 50% ou mais de software livre e de código aberto subiu para 33%. Uma aplicação comercial média usa mais de uma centena componentes de código aberto e dois terços têm software com vulnerabilidades conhecidas.

Uma das questões mais preocupantes, salienta o documento com a previsão, tem a ver com o facto de o utilizador final, raramente saber quais são os componentes de código aberto no software que adquirem. Só alguns dos grandes compradores empresariais têm poder negocial para pedir aos fabricantes a divulgação completa e a verificação por terceiros, referem os responsáveis da Black Duck.

A mesma fonte ainda refere que entre duas mil a quatro mil novas vulnerabilidades de código aberto são descobertas todos os anos.

Há cerca de dez anos já a APDSI se preocupava em apresentar publicamente as "Expectativas e Realidades" do software livre.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Smart Connected Kitchen: o futuro da domótica apresentado em Nova Iorque


Foi apresentada esta semana durante o "Retail's BIG Show", em Nova Iorque, uma nova solução de robótica para móveis e eletrodomésticos de cozinha conectados, acionados por voz, assentes na Internet das Coisas (IoT).

O Smart Kitchen Commerce, bem como a tecnologia que opera nos bastidores, resulta de uma parceria entre a NCR Corporation, líder global em soluções pluricanal, e a Freshub. A nova tecnologia permite estabelecer uma ligação entre os mundos físico e digital, e cria uma cozinha controlada por tecnologias de voz e movimento mas sem esquecer as preferências e as lojas de referência dos consumidores conectados.

Outra novidade é que a combinação da tecnologia de serviço de pedidos da NCR Retail ONE com a Smart Connected Kitchen, da Freshub, dá aos comerciantes a oportunidade de fazerem parte do universo dos aparelhos domésticos, permitindo a conexão de bens de consumo, como frigoríficos e fogões ligados à Internet, aos produtos e preferências pré-definidas. Cada um de nós pode, em qualquer altura, fazer uma encomenda, sem nunca usar as mãos.

A Freshub, líder de tecnologias para a Smart Kitchen Commerce, é o primeiro fornecedor de soluções a integrar-se completamente com tecnologia NCR Retail ONE - ecossistema de aplicações para o comércio inovador - e a permitir soluções da IoT para os comerciantes se ligarem aos clientes.

De recordar que o futuro das cidades e das casas foi um dos temas abordados pela APDSI em junho do ano passado no debate sobre o futuro, intitulado "O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

15.º Fórum da Arrábida: relatório e conclusões


A Arrábida foi, pelo 15.º ano consecutivo, o local escolhido pela Direção da APDSI para debater questões da atualidade relacionadas com Privacidade, Cibersegurança e Regulação Económica a 7 de outubro de 2016.

Raul Mascarenhas, presidente da Direção da APDSI, abriu os trabalhos da 15.ª edição do Fórum salientando a importância deste encontro realizado desde 2002, a que chamou "um ponto alto de reflexão, este ano dedicado a uma troika" e apresentando aos participantes o livro que sumariza as conclusões obtidas nos 10 anos de Fórum da Arrábida. De recordar que a publicação foi aqui apresentada, pela primeira vez, em outubro de 2012.

Para o arranque de trabalhos foi lançado o desafio de cada um dos três grupos identificar problemas e recomendações ao "estabelecer a relação entre temas para termos uma perspetiva mais geral". Para a sessão plenária ficaram reservados os resumos dos trabalhos do dia.

Em jeito de conclusão dos trabalhos, coube a Raul Mascarenhas deixar umas palavras para "a proteção daqueles que não são capazes de ter controlo na sua decisão, como os infoexcluídos e os menores; alguém tem que os defender". Outro aspeto falado teve a ver com os mecanismos regulatórios, em analogia ao que se verificou no âmbito ambiental nos últimos anos, com várias intervenientes a apontarem o caminho para a certificação. O problema pode passar pelo facto de muitas das apps serem gratuitas e de a certificação só abranger aquilo que é vendido.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ChildDiary em Portugal: «Os profissionais de educação dizem que lhes poupamos em média uma hora por dia em papelada»


Foi há cerca de três anos que um casal de portugueses, por mais surpreendente que pareça, se cansou do sol português e decidiu ir para a Irlanda. Lá, a chuva acabou por os inspirar a criarem a ChildDiary - uma plataforma de comunicação entre pais e educadores de infância que também se constitui como uma ferramenta para os profissionais da educação poderem, de forma mais rápida e eficaz, documentar o progresso individual de cada criança.

Depois de se ter tornado um sucesso na Irlanda e começar a conquistar os Estados Unidos, a ChildDiary quer, em 2017, chegar a Portugal em força, apesar de já trabalharem com a Creche e Aparece, no Parque das Nações, em Lisboa.

Na ChildDiary os educadores de infância podem fazer o registo de rotinas diárias que, normalmente, são feitas em papel, além de terem na ferramenta um meio de comunicação mais dinâmico para interagirem com os pais, seja através do envio de fotografias, vídeos ou quaisquer outras informações.

O lado feminino da ChildDiary é assegurado pela educadora de infância Vanessa Biléu que começou o ano novo a fazer uma visita a Portugal e aceitou explicar melhor à APDSI como funciona esta espécie de creche dos tempos modernos.




APDSI - Vanessa, temos falado sempre em projeto e em plataforma. A ChildDiary é uma plataforma online ou existe através de aplicação mobile?
Vanessa Biléu - A plataforma é online. Cada utilizador tem uma password e pode aceder ao site da ChildDiary a partir de smartphones, tablets, computadores, etc.

APDSI - Qual foi o problema ou a lacuna que encontraram no sistema educativo que vos levou a criar a ChildDiary?
VB - Foi um pouco da nossa história: eu sou educadora de infância e quando viemos morar para Galway, uma pequena cidade muito chuvosa na costa Oeste da Irlanda, senti que a comunicação entre pais e educadores era muito pobre. Eu e o João, o meu marido, íamos ao final do dia dar passeios pelos jardins da faculdade de Galway e eu ia reclamando disso. Como era possível os pequeninos começarem, por exemplo, a comer pelas próprias mãos e eu, ao final do dia, ter que estar a falar com os pais sobre cocós e sestas ou, tantas vezes, nem ter tempo para falar com os eles individualmente? O João, que é engenheiro informático, pensou que poderíamos criar uma solução para isto. E foi assim que, durante um ano, nos dedicámos a desenvolver a ChildDiary que começou por ser uma plataforma de comunicação para partilha de fotografias e informações. Como fui continuando a trabalhar em creches e jardins-de-infância, mais tarde em Dublin, fui sentindo o "peso" da papelada que nos era diariamente exigida pelos inspetores e assim adicionámos à ChildDiary a componente do registo das rotinas diárias e das avaliações ligadas ao currículo. Hoje em dia a ChildDiary e um portfolio digital que facilita a vida das educadoras e auxiliares de educação e permite aos pais fazerem parte da educação dos filhos de uma forma mais ativa.

APDSI - Quais os feedbacks que já tiveram por parte de quem já a adotou?
VB - Já temos clientes na Irlanda desde 2015 e desde há três meses em Portugal também! O feedback tem sido muito positivo. Os profissionais de educação dizem que lhes poupamos em média uma hora por dia em papelada, já nos disseram que fomos a melhor coisa que aconteceu na educação de infância! Os pais estão maravilhados, sentem mais confiança nos profissionais com quem deixam os seus pequenos e partilham a ChildDiary com familiares que vivem longe. Sabemos de avós que vivem na Polónia e pais que trabalham em Manchester que acedem diariamente ao site para ver e partilhar fotografias das suas crianças. Isto deixa-nos mesmo muito felizes! Os inspetores aqui na Irlanda também gostam da ChildDiary e dizem que somos uma inovação bem-vinda.

APDSI - Têm planos a médio prazo para a plataforma? Por onde gostavam de a ver crescer?
VB - Temos muitos planos... o que não nos faltam, na verdade, são ideias para a plataforma! Estamos sempre a melhorar a ChildDiary e sabemos que daqui a um ano a plataforma oferecerá ainda mais do que aquilo que oferece hoje. Acima de tudo queremos ouvir os pais e educadores, perceber quais as suas necessidades e atuar de acordo com elas. De momento, estamos concentrados nos mercados Irlandês e Português, não nos fazia sentido desenvolvermos uma plataforma de educação e não a explorarmos no nosso país. Depois, queremos ver a ChildDiary crescer pelo mundo fora. Não há limites!

De recordar que, em julho de 2014, a APDSI já se debruçava sobre os perigos e as oportunidades que as redes sociais oferecem em contexto escolar, nomeadamente no diálogo entre professores e alunos e entre professores e encarregados de educação. Recorde aqui o Pequeno-Almoço "Educação 2.0".

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Brisa lança concurso de inovação para a mobilidade




Estão a decorrer, até ao próximo dia 15, as inscrições para o prémio Brisa Mobilidade 2017. A iniciativa, promovida pela Acredita Portugal e Brisa, pretende estimular e promover a criação de serviços e produtos para inovar o setor da mobilidade.

O objetivo do prémio é distinguir um projeto relacionado com serviços e/ou soluções tecnológicas que contribuam para melhorar a eficiência e a integração dos sistemas de mobilidade, para criar novas ofertas de mobilidade ou, ainda, que contribuam para a inovação na conectividade digital dos sistemas de transportes, urbanos e não-urbanos, de passageiros e comerciais.

Para participar, a inscrição tem de ser submetida on-line, aqui, de forma gratuita, estando aberta apenas a cidadãos de nacionalidade portuguesa, cidadãos descendentes em primeiro ou segundo grau de parentesco de nacionais portugueses, e cidadãos que residam em território português com título válido de autorização de residência.

O vencedor só vai ser, no entanto, conhecido a 2 de junho, durante a Gala Acredita Portugal. Depois disso, será incubado pela Brisa, que dá apoio à nova ideia durante a fase Go To Market.

Para a Brisa, esta iniciativa insere-se na missão de «proporcionar mobilidade eficiente dando especial atenção às necessidades dos cidadãos».

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pedro Veiga propõe cargo de CISO nos ministérios



Pedro Veiga, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança desde abril do ano passado, defende a criação do cargo de Chief Information Security Officer (CISO) nos ministérios. A revelação foi feita em entrevista à Computerworld.

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) está a procurar recuperar de atrasos na sua atividade, já comprovados com o lançamento, no final de 2016, de um novo website do organismo.

Pedro Veiga admite que a estabilização da equipa técnica do CNCS não tem sido fácil, devido à escassez de recursos humanos e ao patamar de vencimentos possível na Administração Pública, mas afirma que está a desenvolver uma nova estratégia do organismo muito centrada na capacitação das pessoas. «Na parte técnica tem sido bastante desafiante. Na jurídica é mais fácil. O objetivo é ter 32 pessoas, mas isso não será possível nos próximos seis meses, por escassez de recursos humanos. Talvez depois. Como o centro tem a incumbência de transpor a diretiva europeia NIS, o corpo jurídico já está estabilizado», descreve à publicação.

A reformulação que o coordenador está a levar a cabo inclui formação para o cargo de Chief Information Security Officer nos ministérios.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Smartphones cada vez mais usados em Portugal para aceder à Internet



Os smartphones e tablets estão a tornar-se cada vez mais populares e, segundo dados de novembro, já são usados em 35% das visitas a sites em Portugal. Os resultados são avançados pela Marktest.

Os computadores continuam a liderar nos acessos à Internet (65%), mas o número de portugueses que usa os dispositivos móveis para navegar online tem vindo a crescer (8% comparativamente com o período homólogo do ano passado).

Em novembro, 35% das páginas dos sites auditados pela Marktest foram acedidas através de telefones ou tablets. Entre os dispositivos móveis, os smartphones representam 30% dos acessos mensais, enquanto os tablets foram responsáveis por 5% das páginas visitadas.