sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ERC lança o ebook "Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs"



No Dia da Internet Mais Segura 2018, a ERC disponibilizou o ebook "Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs" que agrega reflexões sobre o modo como as crianças mais novas estão a crescer em contacto com a tecnologia digital, os usos que fazem dos ecrãs, as competências e literacias que vão adquirindo, as situações de perigo que podem experimentar e os modos como as famílias intervêm na socialização digital. Pode descarregá-lo gratuitamente aqui.

O ebook integra textos de especialistas e de profissionais nacionais e internacionais.

Este estudo constitui mais um contributo no âmbito da terceira edição do projeto da ERC "Públicos e Consumos de Media", desenvolvida em parceria com uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa coordenada pela professora Cristina Ponte, e sucede à publicação "Crescendo entre Ecrãs - Usos de Meios Eletrónicos por Crianças (3-8 Anos)", de fevereiro de 2017.

38% das crianças dos 3 aos 8 anos acedem à Internet. O acesso cresce significativamente com a idade: 22% das crianças de 3-5 anos e 62% das crianças de 6-8 anos. Crianças de famílias com estatuto socioeconómico alto são as que mais usam a rede. Os principais usos desta tecnologia são lúdicos: ver desenhos animados e filmes, jogar jogos, ouvir músicas.

O título interrogativo do ebook procura destacar a ambivalência entre usos e projeções de risco. Apesar de mais de dois terços dos pais serem utilizadores da Internet, o estudo evidencia que se preocupam muito mais com esta tecnologia do que com a televisão, meio a que a maior parte das crianças assiste todos os dias.

Cristina Ponte, responsável pela coordenação científica do estudo, salienta que «na televisão os pais têm a sensação que controlam. Nos outros meios digitais sentem uma fragilidade nas suas competências de observação e controlo. Daí a importância de as competências digitais (…) fazerem parte de uma agenda de formação e informação parental e das próprias crianças, capacitadora de saber lidar com riscos e de tirar partido das oportunidades».

O estudo "Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs" está dividido em sete capítulos.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Saphety organiza evento sobre Faturação Eletrónica na Administração Pública



A Saphety, empresa do grupo Sonae especialista em contratação pública e faturação eletrónica, está a organizar um evento sobre as novas regras de contratação para a Administração Pública em Portugal, de acordo com o Novo Código dos Contratos Públicos. O encontro realiza-se no dia 27 de fevereiro no Centro de Congressos de Lisboa.

O evento organizado pela Saphety em parceria com a IDC intitula-se "Faturação Eletrónica na Administração Pública" e tem como principais destinatários a Administração Pública e os seus Fornecedores. Temas como a nova legislação da fatura eletrónica, soluções tecnológicas disponíveis no mercado e a partilha de casos de sucesso, em Portugal e noutros países, são a agenda principal deste encontro de especialistas.

O programa do evento conta com vários oradores da Saphety, tais como o seu CEO, Rui Fontoura, e também Miguel Zegre, Pedro Costa, Jorge Teixeira, Nuno Matos e Pedro Sepúlveda, todos eles diretores e responsáveis de diferentes áreas ligadas ao tema em análise, assim como vários oradores convidados, tanto da Administração Pública como de Fornecedores, tais como, Nuno Loureiro, do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Susana Fonseca, da Câmara Municipal de Loures e Mário Pires, da GeoStar. O evento conta ainda com a participação especial de Francisco Jaime Quesado, economista e especialista em inovação e competitividade.

O programa completo, formulário de inscrição e outras informações úteis encontram-se aqui.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Portal da Queixa recebeu 80.939 reclamações em 2017



Aquela que é considerada a maior rede social de consumidores de Portugal registou um aumento de 85% face a 2016 e, no ano passado, recebeu 80.939 reclamações. Os números foram divulgados em comunicado enviado à imprensa.

O número divulgado atesta que os portugueses estão a reclamar mais e que preferem as plataformas digitais na hora de reclamar.

Apesar de não intervir na relação dos consumidores com as marcas, não efetuando qualquer mediação do conflito entre as partes, o Portal da Queixa, enquanto canal de comunicação digital ao serviço do consumo, tem registado a preferência dos consumidores na altura de reclamar.

Em contrapartida, e ainda segundo as informações divulgadas, as associações de consumidores tradicionais assistiram a uma redução do número de consumidores que as procuraram no ano transato, ora porque não conseguem dar resposta em tempo útil, «ora porque têm custos associados e apresentam mecanismos obsoletos». Consequentemente, a convergência na Internet pelo novo consumidor resulta na crescente opção da via online para registar e dirigir as suas reclamações e ganha, cada vez mais, adeptos por ser «mais direta, mais rápida, sem recurso a mediadores ou intermediários e pode ser efetuada em qualquer lugar com acesso à rede».

Na opinião de Pedro Lourenço, CEO & Founder do Portal da Queixa, «as redes sociais e plataformas digitais, assumem-se hoje como ferramentas poderosas ao dispor dos consumidores. Ninguém quer perder tempo a escrever uma reclamação que ninguém lê, nem pagar por um serviço de mediação de conflitos quando os próprios consumidores têm ao seu alcance o poder da partilha de opinião, experiências e conseguem influenciar outros. Aqui, quem perde são as marcas se não optarem por estar onde estão os consumidores».

Os dados recolhidos referentes às reclamações recebidas em 2017, permitiu ainda ao Portal da Queixa traçar um perfil dos consumidores portugueses que reclamaram através da plataforma:
- 54% são homens;
- 54% têm entre os 25 e os 44 anos;
- residem nos principais centros urbanos de Lisboa (30%), Porto (17%) e Setúbal (10%).

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Atividades dos Grupos de Trabalho em janeiro



Roteiro para a ação
Grupo "Território e Urbanismo Inteligente"

O Grupo "Território e Urbanismo Inteligente" da APDSI está a desenvolver um Roteiro para a Ação e reuniu em janeiro com o Secretário de Estado da Proteção Civil, a Secretária de Estado da Justiça, o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado e com o Ministro da Agricultura. Os objetivos destas reuniões são a criação de um programa nacional de governação de informação georreferenciada sobre o território, disponibilização de serviços online de consulta e gestão de informação georreferenciada sobre o território português, usando um formato open data, e democratizar o acesso à informação, assegurando simultaneamente uma maior transparência e validação da qualidade da informação por parte do cidadão (crowd auditing).

Estão previstas, durante o mês de fevereiro, reuniões com outras entidades relevantes e com os vários grupos parlamentares. Para 2018 está também agendada uma conferência em colaboração com a União Europeia, sobre a Diretiva Inspire, intitulada "Portugal é um só".


Tomada de Posição

O Grupo Competências, Qualificação e Empregabilidade Digital, constituído no final do ano passado, está focado, por agora, em produzir uma Tomada de Posição sobre a iniciativa nacional Portugal INCoDe.2030 e submeter um Plano de Ação para o ano de 2018 e seguintes. O Grupo criou um espaço de ação colaborativa e avançou com a produção de documentos de referência de edição nacional, europeia e internacional. Está criado também um Referencial de Indicadores, nacionais e europeus, sobre a temática, que permite à APDSI emitir opinião, posição e acompanhamento da evolução dos mesmos.


Era GRAP... passa a "Democracia, Administração e Políticas Públicas"

O Grupo Permanente "Democracia, Administração e Políticas Públicas", reformulado a 24 de janeiro na sequência do anterior GRAP, refletiu sobre a Estratégia TIC 2020 e a necessidade de se contribuir civicamente para a criação de uma macro-arquitetura de dados e processos, centrados nos eventos de vida dos cidadãos e agentes económicos, e na partilha e interoperabilidade de dados sobre pessoas, empresas, território ou veículos.

Este grupo pretende mobilizar, através da sociedade civil, uma maior colaboração entre ministérios e níveis de governo, recentrando  os seus processos nas necessidades dos cidadãos e das empresas, quebrando os atuais silos e vaidades institucionais geradoras de burocracia e custos inúteis. Está prevista, no âmbito do grupo, a organização da Conferência "e-Gov 2018" e a atribuição do respetivo Prémio Anual.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Workshop: Introdução à Vida Artificial - Construção de Ecossistemas Artificiais



A APDSI vai realizar um workshop exclusivo para sócios que se interessam pela problemática ligada à construção de sistemas inteligentes. O encontro está marcado para quinta-feira, dia 22 de fevereiro, entre as 9h00 e as 18h30, na sede da APDSI, em Telheiras, Lisboa.

O workshop tem como principal objetivo introduzir a temática da Construção de Ecossistemas Artificiais, fornecendo, simultaneamente, o suporte teórico e a perspetiva prática necessários para o desenho e implementação de Ecossistemas Artificiais. 

Serão abordados os aspetos teóricos fundamentais relacionados com esta temática, nomeadamente algoritmos genéticos e redes neuronais artificiais. No final será desenhada a arquitetura completa e concreta de um Ecossistema Artificial.

Este é um evento exclusivo para sócios da APDSI e está limitado a 30 pessoas. A inscrição é gratuita mas obrigatória e pode fazê-la aqui

Programa: 

Part 1 - Introduction to Artificial Life (1h)

1.1 Basic Principles: The Natural, the Artificial and the Synthetic
1.2 Life and Evolution
1.3 Genotypes, Phenotypes and Mutations
1.4 Individual Fitness and Natural Selection
1.5 Reproduction and Death
1.6 Artificial Life as a Way for building Artificial Intelligence Systems
      Evolution and Emergence in Artificial Life

Part 2 - Modeling of Artificial Life Systems (7h)

2.1 Strategies: GA; ANN; Automat Theory, Agent Theory...
2.2 An example of building an artificial ecosystem
2.2.1st draft
       An introduction to neurocomputation
2.2.2 2nd draft
       An introduction to Genetic Algorithms
2.2.3 GO live !!

*O workshop é dinamizado em português

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Robôs podem roubar cinco milhões de empregos


A automatização pode vir a roubar cinco milhões de empregos e afetar 800 milhões de pessoas nos próximos 13 anos.

As contas foram feitas num estudo do Fórum Económico Mundial que também aponta para o crescimento da desigualdade salarial entre homens e mulheres nos setores tecnológicos de 15 economias globais líderes. Sem surpresa, as mulheres serão as mais afetadas nesta nova revolução tecnológica - já chamada de 4.ª Revolução Industrial.

Por outro lado, o estudo "Towards a Reskilling Revolution: A Future of Jobs for All", prevê que cerca de 95% dos trabalhadores afetados vão conseguir um novo emprego se passarem por processos de requalificação.

A 48.ª reunião anual do Fórum Económico Mundial realizou-se em Davos-Klosters de 23 a 26 de janeiro e o tema deste ano é "Criar um futuro partilhado num mundo fracturado".

Em 2014, a CIONET e a Comissão Europeia, em colaboração com a APDSI, APDC, TICE.PT e ISACA, organizaram, a Grand Coalition for Digital Jobs Summit. Um dos principais temas da cimeira passou pela contradição entre a existência, em Portugal, de um elevado grau de desemprego, e em particular entre os jovens, e o aumento da falta de competências no sector das TIC.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lançamento do cenário “No Limiar da Autodeterminação da Inteligência Artificial?”



A APDSI, Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vai apresentar o cenário "No Limiar da Autodeterminação da Inteligência Artificial?" no dia 20 de fevereiro, às 14h30, no pequeno auditório da Culturgest, em Lisboa.

O encontro é uma organização do Grupo "Futuros da Sociedade da Informação". Este contexto agora apresentado vem na sequência do “Aprofundamento da era Digital - Um Cenário para 2030”, de 2016. 

Ainda estamos a tempo de impedir a auto - determinação da IA em desenvolvimento? Se se confirmar a autodeterminação da IA e se o “Valor Acrescentado Artificial” for superior ao “Valor Acrescentado do Humano”, para que servirá o Homo Sapiens? Estas são algumas questões a que a APDSI vai procurar responder na sessão de 20 de fevereiro.

Como ponto de partida estabelecemos que estamos numa Sociedade da Informação e do Conhecimento avançada, em que é maior a apetência dos cidadãos pela utilização de tecnologias de informação e outras com elas interligadas. Independentemente do que vier a acontecer, o processo seguido até aqui constitui também uma tentativa de dar sentido a um futuro que é incerto, mas também de promoção de algum pensamento criativo face ao conhecimento  convencional.

Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico, vai falar sobre "O Futuro Digital e o Cenário Apresentado", numa intervenção seguida de debate.

A participação no lançamento do cenário é gratuita mas de inscrição obrigatória que pode fazer aqui. Aqui encontra o programa.