quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Docente da Universidade de Coimbra lidera Consórcio Europeu para a Matemática na Indústria



Adérito Araújo, docente e investigador do departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), é o primeiro português a liderar o European Consortium for Mathematics in Industry (ECMI), um consórcio de empresas e instituições académicas que visa promover e apoiar o uso da modelação, simulação e otimização matemáticas no tecido empresarial europeu.

Fundado em 1987, o ECMI tem contribuido para fortalecer a matemática industrial na Europa, através de várias iniciativas, tanto no campo da investigação, como no ensino ou na transferência de tecnologia, facilitando o acesso das empresas ao conhecimento e ao know-how existente na academia.

O objetivo do seu mandato passa por realizar atividades que visem o desenvolvimento da Matemática Industrial, nomeadamente, promover e facilitar as relações estratégicas entre os investigadores da área, promover a participação de matemáticos em projetos estratégicos em colaboração com a indústria, bem como aumentar a confiança e o interesse da indústria na comunidade matemática, por exemplo.

Adérito Araújo encara a sua eleição como "o reconhecimento pelo trabalho que, nos últimos anos, tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da Matemática Industrial em Portugal" e frisa que o facto de um português assumir a presidência do ECMI "constitui uma oportunidade, não só para que a comunidade matemática nacional se possa afirmar como protagonista no processo de desenvolvimento da Matemática Industrial a nível europeu, mas também para colocar a Universidade de Coimbra e o país mais próximo dos centros de decisão das políticas europeias relacionadas com a investigação e transferência de tecnologia nesta área científica".

A Matemática Industrial, sublinha o novo presidente do Consórcio Europeu para a Matemática na Indústria, "desempenha um papel fundamental no estímulo do crescimento económico da Europa. O constante desenvolvimento tecnológico e os ciclos de inovação cada vez mais frequentes exigem respostas simples e eficazes para problemas complexos enfrentados pelo mundo empresarial. Neste contexto a Matemática assume particular relevância".

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

itSMF debate Estratégias de Cloud Computing



Na edição de 6 de dezembro do IT’S TIME TO TALK ABOUT, a itSMF debateu as várias Estratégias de Cloud Computing que existem e podem vir a existir no mercado.

As pequenas e grandes organizações começam já a utilizar soluções de cloud para gerir os seus negócios, contudo, Abel Aguiar, da Altice, salienta que apenas 14% das PMEs têm alguém responsável por esta área; as restantes recorrem a outras lojas e serviços igualmente pequenos para prestarem uma assistência e um apoio que começam a já não ser suficientes para a resposta que o mercado exige. «As burocracias são também um problema; uma barreira de adoção de cloud computing. As organizações têm que se transformar para tirarem partido desta realidade», admite Abel Aguiar.

A previsão do quadro de especialistas que integrou a mais recente edição do IT’S TIME TO TALK ABOUT aponta para um futuro a médio prazo no qual vamos passar muito tempo em clouds públicas e privadas a conviverem em simultâneo. «O desafio atual passa por fazer algo que seja mais simples do ponto de vista da gestão destes vários ambientes. Os quadros legais vão atrás dos quadros tecnológicos; as empresas vão otimizar o que faz sentido estar na cloud pública ou privada», prevê Abel Aguiar.

O cenário é particularmente desafiante se tivermos em conta que 30% das PMEs ainda não tem um website nem página de Facebook. A observação sobre este tema diz-nos que as empresas adotam menos rapidamente as tecnologias do que o utilizador comum.

Vasco Afonso, da Claranet, desmistifica o receio deste processo de transição para a cloud ao esclarecer que é muito fácil ligar uma cloud pública a uma privada: «Em organizações como a banca os mainframes são o core do negócio e há ali muitas aplicações que estão preparadas para ir para a cloud. O mindset tem de passar a ser: a cloud em primeiro lugar».

As clouds que dão suporte a sistemas de saúde e de apoio à vida, por exemplo, não podem estar muito longe (nunca mais de 10 milissegundos de demora no acesso) senão vão ter problemas de desempenho. Para contornar este problema o que se está a fazer é converter essas aplicações num sistema que seja suportado na cloud.

Falando sobre a cloud da Microsoft, João Tedim reconhece que há determinadas evoluções que só se podem fazer se forem aplicadas em determinada escala: «Um datacenter da Microsoft tem um conjunto de medidas de segurança que só se podem ter quando há escala porque custam muito dinheiro. Há inovação que também só posso ter se tiver escala e as parcerias certas. As organizações é que vão ter de alavancar o modelo que existe para potenciarem os seus negócios». 

A Microsoft, que tem oito datacenters na Europa, tem visto as empresas trazerem as tecnologias para a sua agenda de prioridades porque a inovação tecnológica, tarde ou cedo, acaba por impor-se.

João Tedim afirma que, se explorarmos a questão da segurança com factos, facilmente se percebe que não há razão para receios: «O nosso negócio depende da confiança que os clientes depositam em nós. Se, nalgum momento, houver uma brecha de segurança e os datacenters da Microsoft permitam aceder aos dados dos clientes de forma ilegal, o nosso negócio morre e nunca mais ressuscita».

Na empresa há equipas que todos os dias têm como missão atacar e outras equipas que têm por missão defender-se; são a blue team e a red team. 

O debate contou com a moderação de José Carlos Martins. O IT’S TIME TO TALK ABOUT regressa em 2018.

APDSI completa 16 anos



A APDSI está a assinalar o seu 16.º aniversário de existência.

Para agradecer e todos os sócios e colaboradores pelo empenho em mais um ano de trabalho e parceria, convidamo-lo a passar nesta terça-feira, dia 12, pelas instalações da Associação, a partir das 18h00, para celebrarmos mais um aniversário da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação mas, acima de tudo, para darmos as boas-vindas a todas as novidades que estamos a preparar para 2018.

Todos os nossos parceiros são responsáveis pelas nossas conquistas. Esperamos poder contar com o trabalho de todos por mais um ano, enquanto celebramos com uma fatia de bolo os 16 anos de vida da APDSI.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

APDSI apresenta o estudo "O Business Intelligence na transformação da Administração Pública"


A APDSI, Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vai apresentar publicamente o estudo "O Business Intelligence na transformação da Administração Pública" no dia 14 de dezembro, às 10h30, no auditório atmosfera m, em Lisboa.

No âmbito do seu plano de atividades, a APDSI tem vindo a efetuar um estudo sobre o Business Intelligence (BI) na Administração Pública. Este estudo procura analisar quais os impactos positivos que a utilização dos sistemas de BI pode ter no processo de modernização e transformação digital da Administração Pública. O estudo é sustentado por um questionário dirigido a mil entidades do setor público administrativo e respondido por cerca de 300.

O trabalho foi desenvolvido por quadros da Administração Pública, sob coordenação de João Catarino Tavares, e constitui um valioso contributo para a melhoria da gestão da informação no setor público. As mais de 40 páginas do relatório mostram como o BI pode responder aos desafios que se colocam à Administração Pública. O documento inclui também a visão de mercado de algumas empresas com produtos e serviços nesta área.



A participação na sessão de apresentação é gratuita mas de inscrição obrigatória que pode fazer aqui.

A APDSI, Associação para a Promoção e o Desenvolvimento da Sociedade da Informação é uma associação sem fins lucrativos com o estatuto de utilidade pública, que tem por objeto a promoção e o desenvolvimento da sociedade da Informação e do conhecimento e a transformação digital do nosso país.




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

"IT'S TIME TO TALK ABOUT" de 6 de dezembro: Estratégias de Cloud Computing


A próxima edição de "IT'S TIME TO TALK ABOUT", da itSMF, terá como tema as Estratégias de Cloud Computing e vai realizar-se amanhã no ISCTE, em Lisboa, entre as 17h00 e as 19h00.

A computação em nuvem ou cloud, tem auxiliado muitas organizações a transformar as suas práticas e operações no que se refere ao TI. Poderá mesmo dizer-se que a "nuvem" se afirmou como uma revolução tecnológica para as organizações. A rapidez no uso de plataformas tecnológicas, serviços ou aplicações e o custo relativo à sua utilização, suporta esta revolução que tendencialmente se cristaliza na vida quer das empresas quer dos cidadãos.

Numa primeira fase as organizações fixaram-se nas potencialidades da nuvem, como uma forma rápida e a mais baixo custo de obterem acesso a infraestruturas tecnológicas (IaaS), o que permitia implementações muito céleres e práticas. No entanto à medida que a nuvem foi amadurecendo, as organizações perceberam que a cloud poderia oferecer muito mais que infraestrutura, poderia fornecer software e aplicações ou serviços.

Ao conceito de modernização tecnológica inicial proporcionado pela cloud começa a sobrepor-se o conceito de inovação e transformação digital, levando a que as organizações olhem para a nuvem como uma forma de potenciar e fazer crescer o seu negócio.

As pequenas e grandes organizações, começam já a utilizar soluções de cloud para gerir o seu negócio. Através de estratégias bem alinhadas com o negócio, obtendo melhores resultado na gestão, na melhoria de processos, nas áreas financeiras, marketing, e vendas.

Apesar da afirmação da nuvem, existem ainda algumas organizações que ainda olham para a cloud com alguma incerteza, muito por fruto da incapacidade de definição de uma estratégia de alinhamento do seu negócio com as potencialidades que a nuvem podem oferecer e perceber quais os retornos efetivos que podem potenciar com esta "adesão".

Estratégias de Cloud Computing. Como estar preparado para abordar esta realidade? Como é que as organizações podem aproveitar convenientemente as soluções em nuvem? Como podem interrelacionar de forma mais eficaz a o seu negócio com a nuvem? Quais os grandes desafios que se colocam às organizações que aderiram à nuvem?

Estas e outras questões, serão abordadas por especialistas em Cloud Computing, no próximo It’s Time to Talk About que se realiza amanhã, dia 6, no auditório 0NE01 do ISCTE. As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e podem ser feitas aqui.

Agenda:

17h00: Receção dos participantes e café de boas vindas

17h15: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal

17h20: Mesa de debate: "Estratégias de Cloud Computing"

Moderador: José Carlos Martins, IT'S TIME TO TALK ABOUT

Painel:
Abel Aguiar, PT Telecom
João Tedim, Microsoft Portugal
Vasco Afonso, Claranet

19h00: Encerramento

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Protótipo para exploração subaquática de minas terrestres do INESC TEC testado com sucesso


O projeto europeu ¡VAMOS! (Viable Alterantive Mine Operating) testou com sucesso o protótipo para exploração subaquática de minas terrestres que tem vindo a desenvolver desde 2015.

Esta tecnologia vai contribuir para explorar a riqueza dos recursos minerais subaquáticos na Europa.

O teste foi feito no Reino Unido, no final do mês de outubro, com a ajuda dos parceiros que têm estado a trabalhar nos vários componentes do projeto, ou seja, INESC TEC (Portugal), SMD Ltd (Reino Unido), Damen Dredging Equipment (Holanda).

Um grupo de cerca de 30 profissionais assistiu ao teste. Os visitantes, divididos em pequenos grupos, receberam instruções de segurança e foram levados de barco até à embarcação de lançamento e recuperação na área de demonstração localizada em Lee Moor (Devon, Reino Unido). Foi nesse local que os visitantes puderam inspecionar o veículo de mineração e testemunhar a implantação e recuperação do protótipo. O teste incluiu também uma visita ao centro de dados e controlo de unidades, com recurso à realidade virtual, onde toda a maquinaria é controlada e onde todos os dados são recolhidos em tempo real.

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (NESC TEC) tem sido um dos parceiros no projeto que está a construir um protótipo robótico para exploração mineira subaquática e todo o equipamento associado de lançamento e recolha que estão a ser usados para levar a cabo testes sobre depósitos minerais em quatro locais diferentes na União Europeia.

«Este projeto foi originalmente conceptualizado por mim e pelo Professor Eduardo Silva do INESC TEC. Estamos muito satisfeitos com os resultados positivos desta primeira fase de testes, onde podemos destacar pontos, tais como o facto de termos conseguido superar os problemas civis e ter tido bom acesso ao poço em Lee Moor, de termos aumentado a capacidade de diferenciação dos minerais, aumentado o processamento de dados quase em tempo real e fornecer boas imagens aos pilotos ou o facto dos sistemas de controle integrado terem funcionaram bem», refere Stef Kapusniak, coordenador técnico do projeto iVAMOS!

Uma vez que o protótipo do iVAMOS! se baseia em técnicas de mineração em mar profundo, vai garantir uma opção mais segura e menos poluente para o aproveitamento económico de depósitos minerais que atualmente não são exploráveis por métodos tradicionais.

Em maio a APDSI abordou a temática da robotização na conferência sobre "Desafios Sociais e Tecnológicos na Conceção de Robôs" que pode recordar aqui.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Aplicação portuguesa ajuda a detetar sintomas de anemia



Uma aplicação desenvolvida em Portugal vai ajudar a identificar sintomas da anemia. Com o nome "Sintomas de deficiência de ferro", a nova app propõe-se ajudar a resolver um problema que afeta um terço da população mundial.

Os dados da Organização Mundial de Saúde indicam que a deficiência de ferro é um problema generalizado e um dos principais responsáveis pela anemia, doença que afeta um em cada cinco portugueses adultos.

Mais especificamente, 52,7% de todos os casos de anemia são resultado de uma deficiência de ferro. Quando esta se instala, significa que o ferro é insuficiente para dar resposta às necessidades do organismo, uma vez que este é um elemento essencial para o funcionamento saudável de todo o corpo.

Foi a pensar na necessidade de identificar estes casos que foi lançada a aplicação disponível para Android que contém um explorador de sintomas interativo, vídeos informativos, um guia de discussão para doentes e links para o site que lhe deu origem. O principal objetivo é que os utilizadores aprendam a reconhecer os sintomas da deficiência de ferro e da anemia por deficiência de ferro.

Em março de 2016 a APDSI trouxe momentos de reflexão para a sociedade civil sobre o movimento de transformação do setor da saúde com particular ênfase em Portugal onde as TIC foram apresentadas como as principais agentes inovadoras desta transformação. Recorde aqui as apresentações e os vídeos.