quarta-feira, 22 de março de 2017

Portugal ainda tem poucas mulheres a trabalhar em TIC



Portugal regista uma percentagem de apenas 13% de emprego qualificado feminino em TIC. Segundo a Hays o setor é aquele onde o indicador é mais baixo em Portugal.

O desequilíbrio entre mulheres no emprego qualificado em Portugal tem a sua maior expressão no setor da TIC onde apenas 13% dos cargos são assumidos por mulheres, de acordo com os dados de um inquérito realizado pela consultora.

Mesmo na área de engenharia (excluindo de TI) a percentagem já sobe para 19%. De um total de 11 áreas analisadas, apenas duas se apresentam como maioritariamente femininas: recursos humanos e assistência ou suporte a escritórios e aos clientes apresentam uma percentagem de 74% de mulheres.

De recordar que a presença de mulheres no setor das TIC há muito que preocupa a APDSI que, em 2015, assinalou o Girls in ICT homenageando várias mulheres com carreira na área das tecnologias e os seus percursos.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Seminário sobre Empreendedorismo em Saúde - Telessaúde



O Seminário sobre Empreendedorismo em Saúde - Telessaúde, inserido na Unidade Curricular de Empreendedorismo, realiza-se amanhã, dia 21 de março, entre as 10h30 e as 12h30, na Escola Superior de Saúde de Santa Maria. O evento insere-se no âmbito da unidade curricular de Empreendedorismo e é o primeiro de três seminários programados para as próximas semanas.

Segundo a escola, o programa conta com "três convidados que se destacam na área do empreendedorismo", que vão partilhar as suas experiências, nomeadamente Eduardo Rodrigues, cofundador da Uphill e vencedor do Prémio Jovem Empreendedor 2016, Inês Caetano, vencedora do Prémio Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe, e José Paulo Carvalho, Fundador da Hope Care.

O evento realiza-se nas instalações da escola, no Porto, e é de entrada gratuita. Os próximos seminários serão sobre "Empreendedorismo Social", no dia 29 de março, e "Transição para o Mercado de Trabalho", no dia 5 de abril.

terça-feira, 14 de março de 2017

Assembleia-Geral Extraordinária da APDSI


Nos termos do n.º 1 do Art.º 10.º dos Estatutos, convocamos os associados da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, para a Assembleia-Geral Extraordinária, do próximo dia 4 de abril de 2017, pelas 18h00, na sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, nº 2 C - loja A, em Telheiras, Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Discussão e aprovação da proposta de Orçamento ordinário e do Plano de Atividades para o exercício do ano de 2017 da lista eleita;
2. Outros assuntos de interesse associativo.

Não se encontrando presentes aquela hora a maioria dos associados com direito a voto, a reunião realiza-se meia hora depois, em segunda convocatória, funcionando com qualquer número de associados.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Medida 68 do Simplex entra em vigor



Quem pedir ou subscrever os chamados certificados de admissibilidade de firma ou de denominação passa a ser avisado por SMS e email quando esses documentos estiverem quase a perder a validade. A notícia faz parte do anúncio do Governo da entrada em vigor da medida 68 do Simplex, que visa «evitar situações involuntárias de caducidade de certificados de admissibilidade», lê-se na nota de imprensa.

Integrada no parâmetro dos "Documentos sempre válidos", que tinha inicialmente um prazo de execução até ao final deste mês de março, a medida vem para implementar avisos aos subscritores dos pedidos de certificado de admissibilidade, que devem concluir o processo de constituição ou de alteração estatutária junto do Registo Nacional de Pessoas Coletivas se o prazo de caducidade do certificado se estiver a aproximar.

Até aqui, muitos cidadãos interessados deixavam caducar os certificados o que resultava, frequentemente, na perda da denominação aprovada e do NIPC atribuído.

Neste momento há já várias medidas do Simplex + em vigor. Os ciclos do governo eletrónico e da modernização administrativa, e o programa Simplex em particular, inauguraram uma abordagem à reforma da Administração Pública mais participativa que a APDSI incentivou e acompanhou nalguns momentos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

APDSI elegeu novos Corpos Sociais para o triénio 2017-2019



A APDSI elegeu novos Corpos Sociais, para o triénio 2017-2019. 

A nova direção da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação é, agora, composta por Luís Vidigal, como presidente, coadjuvado por Ana Neves, Francisco Tomé, Henrique Mamede, José Lopes Costa, Ricardo Andorinho e Vítor Santos.

Na Assembleia Geral, Ana Maria Evans chega de novo, como Secretária, e no Conselho Fiscal Pedro Souto é, agora, o presidente.

«Assegurar a sustentabilidade futura do movimento subjacente à promoção da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal, procurando superar o período de crise em que o país está envolvido» é a principal linha orientadora da nova direção da Associação.

A nova estrutura organizativa da APDSI pretende «garantir a reafirmação dos princípios e valores de credibilidade e independência associativa, junto dos poderes públicos, das empresas, da academia, dos profissionais e demais interessados na promoção de causas conducentes ao desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal» referiu Luís Vidigal, presidente recém-eleito para a Direção da Associação, em nota enviada aos sócios. «Estamos convictos de que, com empenho, determinação e partilha de esforços de todos os associados, poderemos contribuir decisivamente para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, para o desenvolvimento da competitividade da economia e para a melhoria dos serviços públicos em Portugal, através da transformação digital e da inovação social e tecnológica nas empresas, no setor público e na sociedade em geral», acrescentou.

Para 4 de abril está agendada uma nova Assembleia Geral para votação da proposta de orçamento e atividades para 2017.

A APDSI continua a constituir um espaço privilegiado de debate aberto e de concertação de vontades entre todos os fornecedores e consumidores de produtos e serviços TIC. Nos seus vários fóruns e grupos de trabalho agrega empresas, instituições profissionais, académicos, políticos e sociedade civil em geral, que acreditam na transformação digital do nosso país, de forma equitativa, ética, sustentável e inclusiva.

Sócios e público em geral podem dar aqui a sua opinião sobre os temas nos quais se deverão focar os grupos permanentes de trabalho da APDSI.

Aqui ficam os 10 compromissos da nova Direção:

1. Queremos contribuir ativamente para o desenvolvimento e a competitividade do país, através da aposta na economia, no empreendedorismo e na transformação digital, mobilizando todos os atores relevantes da sociedade portuguesa;

2. Queremos valorizar a inovação social e tecnológica, garantindo a independência, a imparcialidade e o empenho em torno de causas mobilizadoras, sem constrangimentos políticos ou corporativos, como forma de afirmação da sociedade civil; 

3. Queremos aprofundar a cooperação com todas as universidades e politécnicos do país, estreitar o relacionamento com as demais associações do setor e dinamizar a atividade regional e de maior proximidade;

4. Queremos gerar valor acrescentado aos sócios, assumindo o papel de mediação com os poderes públicos, promovendo iniciativas, sinalizando oportunidades e dinamizando grupos de reflexão e estudos relevantes para o desenvolvimento da sociedade da informação;

5. Queremos garantir o espírito e os valores da APDSI, assegurando a sua equidistância em relação a interesses particulares, políticos ou corporativos;

6. Queremos acentuar o rumo de credibilidade e independência junto dos poderes públicos, das empresas, da academia, dos profissionais e da sociedade civil em geral, criando condições para atrair um elevado número de associados, nomeadamente os "millennials";

7. Queremos uma associação marcadamente diferenciada de todas as outras do setor, capaz de incluir no seu seio grandes e pequenas empresas, academia, profissionais e outros stakeholders da sociedade civil, com uma presença constante e uma preocupação genuína pelos interesses coletivos dos seus associados;

8. Queremos dinamizar a produção de estudos, tomadas de posição e manifestos de forma livre e sustentada nos diversos grupos e fóruns de reflexão, mais atrativos, inovadores e participados, reforçando a voz da sociedade civil;

9. Queremos aprofundar o relacionamento internacional, principalmente no âmbito europeu e da CPLP, reforçando o estatuto de ONGD;

10. Queremos garantir o rigor na gestão, no apoio administrativo e na comunicação com os associados e com toda a sociedade.

quarta-feira, 8 de março de 2017

ANACOM com fiscalização mais apertada em 2016


A ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações - conduziu mais de 7.800 ações de fiscalização ao longo de 2016, o que corresponde a um aumento de cerca de 10% relativamente ao ano anterior. Os dados são da própria autoridade.

A entidade reguladora multou mais, mas também fiscalizou mais no ano passado, nas suas responsabilidades de supervisão do setor das comunicações, verificando o comportamento dos diversos agentes do mercado e as condições de utilização do espectro radioelétrico, por exemplo.

Os serviços postais foram o mercado com maior número de fiscalizações. Segundo a ANACOM, o objetivo foi verificar «situações reportadas através de reclamações de consumidores e/ou dos prestadores e operadores do serviço postal e o cumprimento de objetivos relacionados com a densidade da rede postal do prestador do serviço universal».

Nas comunicações eletrónicas foram feitas 559 fiscalizações, entre elas «a verificação de 388 cabines telefónicas integradas no serviço universal de postos públicos, para verificar a sua existência e o seu adequado funcionamento».

A Anacom menciona ainda 83 controlos relacionados com fidelizações e práticas comerciais desleais, em que se investigou o comportamento das operadoras relativamente aos utilizadores que pretendiam denunciar os seus contratos. O objetivo foi verificar quais as dificuldades com que se tinham confrontado, entre elas, «informações erradas sobre a fidelização em curso e sobre a forma de apresentarem as denúncias, a não aceitação dos formulários de denúncia dos contratos pelos operadores, entre outras».

Neste campo, a Anacom quis também averiguar aspectos como o tipo de informação prestada aos clientes no momento da contratação sobre os períodos de fidelização associados à oferta ou sobre os montantes compensatórios a pagar em caso de denúncia do contrato.

Foi igualmente alvo de ações de fiscalização pela entidade reguladora, o espectro com mais cerca de 5.700 ações, mais 14% do que no ano anterior. Do total, 3.859 eram ações previamente programadas pela Anacom e 1.852 resultaram de pedidos feitos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Administração Pública vai seguir "Estratégia TIC 2020"


O Governo aprovou a "Estratégia TIC 2020" e planos de ação nela baseados (geral e sectorial), definidos pelo Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Pública.

Um comunicado enviado à imprensa pelo Conselho de Ministros diz que o planeamento «condensa a visão» do Governo na aplicação de TIC na Administração Pública nos próximos quatro anos (2017-20).

Mais informação será entretanto disponibilizada em Diário da República. As orientações aprovadas incidem na necessidade de «tornar os serviços digitais mais simples, acessíveis e inclusivos», segundo o Governo. Nessa linha procuram promover «a adesão aos serviços digitais por parte dos cidadãos e das empresas».

A Estratégia TIC 2020 também vai assegurar a transformação digital sustentável dos sistemas de informação da AP, acredita o Governo. Na base está o objetivo de simplificar e tornar mais eficiente a atividade administrativa.