quinta-feira, 12 de julho de 2018

Estado pode poupar milhões de euros se apostar numa maior digitalização dos serviços públicos



O Estado português pode vir a poupar entre 100 e 400 milhões de euros se adotar uma estratégia "Digital by Default". A conclusão é do estudo "Digital by Default: Impacto Económico e Fatores de Sucesso", apresentado pela Porto Business School e pelo MUDA - Movimento pela Utilização Digital Ativa.

O trabalho desenvolvido pelo Center for Business Innovation da Porto Business School, concluiu que um avanço na transformação digital apenas do lado do Governo pode trazer poupanças na ordem dos 400 milhões de euros por ano.

Apresentada no evento "Chave Móvel Digital", a pesquisa teve como base os exemplos do Reino Unido, Estónia e Dinamarca, bem como estudos internacionais de benchmarking e dados portugueses, e mostra que o impacto será ainda mais significativo se os cidadãos e as empresas forem incluídos nessa digitalização.

Partindo de uma base de transparência, confiança, inclusão, envolvimento e participação, uma estratégia de Digital by Default deverá permitir que os serviços públicos estejam disponíveis online, prontos para dispositivos móveis, fáceis de usar e acessíveis, bem como uma interligação com os cidadãos e as empresas.

Desta forma, e ainda no âmbito do mesmo trabalho, uma aceleração da transformação digital pode gerar um impacto líquido total entre os 6,5 e 10 mil milhões de euros por ano na União Europeia. Como casos de sucesso neste âmbito são referidas iniciativas como "Empresa na Hora", "Marca na Hora" e "Registo Comercial Online".

Em 2016, a APDSI acompanhou em pormenor as novidades introduzidas pelo Simplex + na simplificação administrativa e legislativa. Recorde aqui.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Conheça a nova Direção da APDSI para 2018-2021: Helena Monteiro tomou posse como Presidente a 21 de junho

"Ousar, desafiar e inovar" é o mote da nova equipa para o próximo triénio


Já tomou posse a nova direção da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, com Helena Monteiro a suceder a Luís Vidigal, um dos fundadores da associação, que exercia o cargo desde março de 2017 e que pertenceu à Direção durante 17 anos.

Helena Monteiro, que será a primeira mulher a presidir a APDSI, já tinha integrado a direção da APDSI entre 2012 e 2017. Doutorada em Ciências Sociais, na especialidade de Administração Pública, pela Universidade Técnica de Lisboa, é docente da Universidade de Lisboa, tendo como áreas de investigação a Transformação Digital no Setor Público, o eGov e eHealth e os  Processos de Formulação e Implementação de Políticas Públicas. Para além do vasto currículo académico, tem uma longa experiência enquanto dirigente da Administração Pública e Partner na Consultoria de Gestão de uma das Big5.

Sob o mote "Ousar, desafiar e inovar", a nova direção pretende reforçar a dinâmica que a Associação tem tido ao longo dos anos, fortalecer a ligação com todos os que fizeram dela um fórum de debate útil sobre a Sociedade da Informação em Portugal, e ainda articular com novos atores da Sociedade Civil debates sobre caminhos que encarem a ambiguidade e as certezas da transformação digital.

A nova direção quer continuar a desenvolver o conhecimento, nomeadamente através do incentivo aos estudos realizados pelos Grupos de Trabalho, conferências, seminários e workshops, o Fórum da Arrábida, as Olimpíadas de Informática Nacionais e Internacionais, além de pretender reativar Grupos de Alto Nível.

Helena Monteiro vai ser acompanhada nesta missão por Filipa Fixe, João Catarino Tavares, Luís Nunes, Miguel Brito Campos, Nuno Guerra Santos e Sofia Aureliano. Mantêm-se a Delegação Norte e o Conselho Fiscal. Daniela Azevedo substitui Ana Evans enquanto Secretária da Mesa da Assembleia Geral.

Todos os elementos da direção, para além de experiências de associativismo, têm prática de Estratégia, Planeamento, Desenvolvimento e Implementação de Sistemas de Informação. 

Filipa Fixe tem um PHD em Bio-nanotecnologia e experiência nos setores das Telecomunicações e da Saúde; João Catarino Tavares tem larga experiência em Gestão e Administração Pública e nos seus Sistemas de Informação; Luís Nunes tem um vasto currículo em Consultoria de Gestão nas áreas da Administração Pública e Saúde; Miguel Brito Campos tem por área de ação as transformações digitais na Administração Pública; Nuno Guerra Santos especializou-se e atua na área da Consultoria de Gestão focada no setor público e no setor privado; e Sofia Aureliano é especialista em Comunicação e Ciência Política.

Luís Vidigal deixa, por vontade própria, a presidência da Direção, embora mantendo a sua ligação aos Grupos de Trabalho e a outros projetos inovadores no seio da APDSI e da sua missão.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Já são conhecidos os 4 alunos que vão às IOI



Já são conhecidos os quatro alunos que vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática'2018, que se vão realizar em Tsukuba, no Japão, de 1 a 8 de setembro.

São eles: 

Kevin Pucci - 11.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins (Chaves)
David Nassauer - 11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
André Guimarães - 11.º ano do Externato Marista de Lisboa (Lisboa)
Diogo Rodrigues - 12.º ano do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia (C. Maia)

De recordar que as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI'2018), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI.

Entretanto, os nove primeiros classificados das Olimpíadas Nacionais de Informática foram convidados a representar Portugal no Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação (CIIC). Este concurso, que serve também como preparação para as Olimpíadas Internacionais, tem caráter internacional e, na edição de 2018, participaram os melhores alunos de 11 países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, El Salvador, Espanha, México, Perú, Portugal , República Dominicana e Venezuela.

Portugal conquistou seis medalhas - 1 de Ouro, 3 de Prata e 2 de Bronze:

Ouro - Kevin Pucci
Prata - José Pedro
Prata - Maria Madrugo
Prata - Diogo Rodrigues
Bronze - David Nassauer
Bronze - Leonardo Tavares

As medalhas e os certificados serão entregues durante as IOI'2018, no Japão.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Assembleia-Geral Eleitoral Extraordinária da APDSI nesta quinta-feira



Nesta quinta-feira, dia 21, a APDSI reúne-se em Assembleia-Geral Eleitoral Extraordinária e convida os sócios a estarem presentes na eleição dos novos corpos sociais.

A APDSI continua a ser um dos poucos fóruns de reflexão e de intervenção, verdadeiramente independente e multistakeholder, não podendo perder a sua dinâmica em torno da transformação digital do nosso país.

Contamos com todos os sócios na Assembleia-Geral Eleitoral Extraordinária da APDSI, pelas 18h00, na Sede da Associação.

Lembramos que, de acordo com o n.º 1 do Artigo 5.º - Direitos dos Associados, do Regulamento Interno de Associados da APDSI, só poderão votar, eleger, e ser eleitos os sócios que tenham sido admitidos como sócios pelo menos 180 dias antes da data de realização da Assembleia-Geral. Os sócios institucionais só podem exercer o seu direito de voto através de um seu representante devidamente mandatado para o efeito.

Os sócios devem confirmar a sua presença para secretariado@apdsi.pt.

terça-feira, 12 de junho de 2018

15.ª Conferência Anual itSMF Portugal | “A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial”



Realizou-se no dia 7 de junho a 15.ª Conferência Anual da itSMF subordinada ao tema “A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial”. O encontro teve lugar no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, contou com a presença de ilustres figuras do meio e abordou temas como o contributo da Gestão de Serviços na atual Estratégia de Transformação Digital.

Luís Portugal Deveza, Consultor de Empresas TI, falou sobre Indústria 4.0 ou transformação digital, destacando que, hoje em dia, há uma pressão significativa por parte dos clientes (procura) que têm a capacidade de ser cada vez mais exigentes.

Na Indústria 4.0, a dispersão geográfica já não é um problema e as tecnologias oferecem uma capacidade de produção mais automatizada, bem como o acesso a dados importantes para a sua atividade. A produção em real time é outra vantagem apontada por Luís Portugal Deveza: «A grande novidade na Indústria 4.0 é o fator inteligência porque, na maior parte do tempo, os equipamentos não a tinham. A introdução do machine learning e da inteligência artificial faz com que cada "coisa" capte dados que podem ser usados».

Em Portugal, mais de 50% das empresas está a resistir a esta revolução ou, na melhor das hipóteses, está apenas curiosa sobre ela, não se sentindo suficientemente esclarecida para a adotar sem hesitação, demonstra Luís Portugal Deveza. Portugal é, contudo, um país que se "desenrasca" bem quando o caminho é incerto, sendo esta uma característica que, segundo Luís Portugal Deveza, nos pode trazer benefícios nesta área. A segurança é a grande preocupação do consultor, a par do emprego para a geração atual de crianças: «Não estou otimista quanto à questão da criação ser equivalente à destruição».

João Machado, IoT Connectivity Solution Architect Manager da Vodafone Portugal, enumerou as oportunidades e desafios que a IoT coloca ao mundo industrial ressalvando que há impactos técnicos e as tecnologias ainda são caras: «A segurança é o melhor ativo que as empresas vão ter; a confiança tem de ser criada e será uma grande oportunidade porque a empresa que a conseguir está melhor preparada para os desafios do futuro». Uma melhor gestão da informação vai trazer grandes desafios regulatórios mas João Machado mostra-se otimista: «Acho que os benefícios superam as dificuldades. Confio na aprendizagem anterior e, por isso, acredito que a sociedade vai saber minimizar os impactos».

Rui Ribeiro Pereira, Manager of Information Systems Operations da Galp, também esteve presente na conferência e mostrou os bons exemplos da empresa que aposta na integração, reutilização e simplificação dos sistemas de informação - geridos em outsourcing. «A imaginação e a capacidade de sonhar são mais importantes que o conhecimento», concluiu. Com uma empresa gerida em multisourcing, os maiores desafios prendem-se com a integração de serviços: «Todos os envolvidos estão comprometidos em operar sobre uma plataforma comum de processos, de forma a haver uma gestão de trabalho por parte de todos, automatizada e integrada».

Indústria 4.0 e RGPD



Ainda da parte da manhã, Rui Soares, da itSMF Portugal, fez uma apresentação intitulada "Serviço Alerta, Privacidade Certa", onde destacou os cuidados que as empresas devem ter com o RGPD e as alternativas que existem ao consentimento. Na sua apresentação foi dada particular importância ao service desk onde cada colaborador tem de saber que dados são controlados, como são tratados e como vão resolver se os clientes quiserem exercer os seus direitos: «A formação de quem está no service desk tem de ser acautelada porque mesmo que não tenham a resposta adequada, têm de saber para onde encaminhar as questões».

Graça Carvalho, Strategic Alliances Director - Department of Computer and Science from UCL, falou-nos sobre os impactos que a IoT está a ter na gestão das empresas e interação com os clientes, contudo, é preciso fazê-lo «degrau a degrau». É preciso experimentar e com parceiros, defende.

Nesta nova Era da Indústria 4.0, é preciso ter em atenção o que têm em comum as novas tecnologias. Os dados são a "cola" do sistema e a velocidade de transformação das organizações vai mudar muito mais nos próximos dois anos, do que aconteceu nestes dois últimos anos. A investigadora também partilhou o resultado de um estudo feito no Reino Unido em 2015 e que procurava perceber porque é que a IoT não estava a ter o sucesso que deveria. Questões de privacidade e segurança surgiram na resposta. «Já não se pode dizer que não estamos conscientes do impacto de determinada tecnologia; o diferenciador é a importância comercial dos dados», rematou.

ISO 20000-1

Da parte da tarde, coube a Lynda Cooper, perita de renome mundial na normalização Gestão e Governação de Serviços TIC, abrir a sessão com uma apresentação sobre a norma ISO 20000-1 que, até 2016, apresentou um crescimento significativo que se espera que continue a verificar-se. A especialista sublinhou que se está a assistir a uma alteração de tendências no service management com um maior ênfase a ser dado ao consumidor.

Paulo Sousa, CEO da Maxdata, apresentou o software de controlo de análises clínicas - é o software que diz o que os equipamentos têm de fazer e determina se um exame é válido ou tem de ser repetido. Mais de 80% do serviço diário é assegurado por máquinas. A Maxdata adotou o ISO 20000-1 porque percebeu que seria uma mais-valia competitiva para a empresa que passou na auditoria com 0% de inconformidades.

No final, José Carlos Martins moderou o Grande Debate sobre o tema da conferência com um painel constituído por António Câmara (YGroup e UNL), Luís Vidigal (APDSI) e Miguel Moreira (DSPA).

António Câmara antecipou que até 2021 a Internet vai mudar radicalmente na medida em que qualquer pessoa pode inventar, criar e vender um produto globalmente porque as «novas gerações criam mais conteúdos do que consomem, ao contrário das gerações anteriores».

Luís Vidigal perfila o fim da economia como a conhecemos e prevê que nesta revolução da Indústria 4.0 vai haver desequilíbrio entre empregos criados e empregos gerados pelo que o “rendimento mínimo” se vai impor. 

Por fim, Miguel Moreira também acredita que a transição para uma nova estrutura de trabalho não vai ser pacífica porque envolve toda a massa de trabalho que já está no ativo, sendo este um dos grandes desafios que a sociedade enfrenta.


terça-feira, 5 de junho de 2018

15.ª Conferência Anual itSMF Portugal | "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial"


A itSMF Portugal realiza na próxima quinta-feira, dia 7 de junho, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa, a sua 15.ª Conferência Anual subordinada ao tema "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial". 

O primeiro painel conta com a intervenção do Presidente da itSMF Portugal, Rogério Costa, João Machado (Vodafone Portugal), Rui Ribeiro Pereira (Galp), Rui Soares (itSMF) e Graça Carvalho da University College London.

Lynda Cooper perita de renome mundial na normalização Gestão e Governação de Serviços TIC, abrirá as sessões da tarde, seguida de Paulo Sousa (Maxdata Software). No final, José Carlos Martins modera o Grande Debate sobre o tema da Conferência com um Painel constituído por António Câmara (YGroup e UNL), Luís Vidigal (APDSI) e Miguel Moreira (DSPA).

Porquê o tema "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial"?

A 4.ª Revolução Industrial traduz-se numa significativa alteração na forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos. Constitui um novo patamar no desenvolvimento humano potenciado por um surpreendente conjunto de novas tecnologias que fazem esbater as fronteiras entre os mundos digital, físico e biológico.

Esta nova preponderância do equipamento, associado com a respetiva capacidade de aprender e tomar decisões ("Artifical Intelligence" ou "Machine Learning") coloca novos desafios para processos de gestão.

Como poderão ser redesenhados os processos e relações com os clientes de modo a beneficiarem desta nova realidade sem colocar em causa as responsabilidades e direitos na relação cliente-fornecedor?

São muitas as questões que se colocam no contexto da Gestão da Serviços e pretende-se com esta Conferência Anual contribuir para a promoção da necessária e premente discussão e partilha de experiências em torno desta nova realidade: a Indústria 4.0 e a 4.ª Revolução Industrial.

Encontra aqui mais informações.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Portugal É Um Só! Gestão Integrada da Informação do Território Português - um roteiro para a ação



Este mês entrou em atualização o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território. Apesar de ainda não ter sido criado o Observatório do Ordenamento do Território, está previsto que seja feito um relatório anual, e que os cidadãos possam, online, acompanhar a evolução das medidas propostas nesta segunda versão do PNPOT. O primeiro relatório deverá ser divulgado no final de 2019.   

Neste quadro de promoção da informação geográfica sobre o território português, a APDSI elaborou um plano de ação que visa a definição de um conjunto de instrumentos para a padronização de procedimentos. Deste modo, pretende-se agilizar e simplificar o acesso, por parte do cidadão e entidades públicas e privadas a esta informação geográfica.

Esta iniciativa tem como base a valorização do território através da disponibilização de um acesso livre à informação geográfica, em formato de dados abertos (open data), com benefícios claros para a economia ao nível da partilha de informação e criação de valor acrescentado. O objetivo é permitir que todos os intervenientes beneficiem mais facilmente de informação produzida por outras entidades públicas ou privadas.

Além do livre acesso à informação geográfica, o plano de ação pretende criar condições propícias à disponibilização junto dos utilizadores de serviços integrados de partilha de informação georreferenciada sobre o território português, atualmente gerida pelas diferentes entidades produtoras dessa mesma informação. Assente numa governação inteligente da informação existente, estes serviços deverão permitir a qualquer utilizador identificar e visualizar diferentes níveis de informação, sobrepor informação proveniente de diferentes fontes, e realizar análises espaço-temporais dessa informação.

O plano de ação visa ainda incentivar a inovação, o espírito empresarial e o crescimento da economia baseada no conhecimento, promovendo as capacidades de investigação e inovação, através das TIC. A execução destes objetivos passa por três eixos de intervenção que pode consultar aqui.

A APDSI, através do seu Grupo de Trabalho Território e Urbanismo Inteligente, acredita que um sistema desta índole é fundamental para a desburocratização de processos e para o aumento da transparência nos processos públicos de decisão e comunicação, bem como numa mais eficaz política de proteção da floresta contra incêndios.