quarta-feira, 22 de maio de 2019

A APDSI nos Encontros INCoDe.2030, sobre o Eixo: Inclusão



No passado dia 14 de maio (terça-feira), a APDSI participou nos Encontros INCoDe.2030, sobre o Eixo: Inclusão, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Beja.
Nesta sessão, participaram cerca de 33 pessoas representando 23 organizações de Norte a Sul do País.
A APDSI esteve representada pelo Eng.º Etelberto Costa, coordenador do grupo de missão “Competências, Qualificação e Empregabilidade” da APDSI.
Pretendeu-se um debate sobre processos de inclusão digital.
Este debate implica que se considerem, em primeiro lugar, os determinantes – nomeadamente estruturais – que atuam de forma sistémica no reforço de formas de exclusão, em geral, e da economia digital, em particular. Esta análise é tanto mais relevante quanto mais a tipologia de populações que não têm uma relação, ou têm uma relação frágil, com o digital é diversa. Por outro lado, um conhecimento sobre o que leva as pessoas a não se envolverem com o digital é também fundamental para se desenharem modelos ajustados de intervenção ou, até, para nos confrontarmos com a linha de resistência à mudança, ou seja, aquela para além da qual se torna difícil a mudança. Assim, a escala do desafio para a inclusão digital não é completamente clara, como também ainda não é claro quanto custa a um País ter parte da população excluída do digital.
Conhecer os padrões de exclusão implica que se considerem outras formas de medição que, muitas vezes, se limitam a questões de acesso e de uso. No entanto, o que leva as pessoas a estarem distantes do digital pode estar relacionado com os custos dos dispositivos, com a falta de motivação (que pode ser indicadora de não terem uma perceção informada sobre que benefícios e oportunidades que um maior contacto com o digital poderia trazer), com o facto de, apesar de terem interesse, não terem apoio nem competências para utilizarem, ou com o facto de terem níveis elevados de desconfiança. A mudança daquela perceção pode ser estimulada através de uma maior visibilidade de resultados. Se existe uma real preocupação em se compreenderem quais são os impactos da transformação digital no bem-estar de cidadãos e da sociedade em geral, as ferramentas de medição têm dificuldade em acompanhar a rapidez da transformação digital (OECD, 2019).
Estas preocupações persistem, porque é importante, por um lado, avaliar o valor social, económico, educativo de diferentes iniciativas de inclusão digital através de ferramentas sensíveis a consequências mais inesperadas, por outro lado, porque importa tornarem-se claros os benefícios e os custos de um investimento em competências digitais.
Como pontos essenciais, o Eng.º Etelberto Costa reteve:
  1. Que o INCoDE.2030 – Eixo 1 – Inclusão está a passar da Fase dos pilotos à de expansão /multiplicação e que é referenciado por dois pressupostos: o da abrangência, i.e., pretende atingir todos os Públicos e o da persistência, pelo que os resultados só serão visíveis se for exercida uma ação planeada, continuada e bem articulada.
  2. Que as comunidades criativas[1] para a inclusão digital (CCID) abrangeram 1000 pessoas (parceria com Portugal Inovação Social) com prioridade nas pessoas em situação de vulnerabilidade e com mais de 55 anos. E que se tem feito recurso a uma plataforma de autodiagnóstico para mapeamento de população vulnerável.
  3. Que as CCID funcionam como entidades ativadoras fazendo recurso a mentores e são validadas por seguidores.
  4. Que a APDSI é assumida como stakeholder neste Eixo 1.
  5. No respeitante ao foco deste Encontro – impacto e medição – duas evidências a salientar:
    • Que os dispositivos de avaliação e recolha de dados e resultados devem sempre incluir critérios e indicadores de ordem social, qualitativos e que é preciso um esforço grande para que aconteça a partilha de dados que muitas organizações detêm e que não são tratados nem trabalhados. Por forma a identificar fatores que mudam comportamentos e atitudes;
    • Que os dispositivos de avaliação e recolha de dados e resultados devem inspirar-se em modelos anteriores de programas similares (e.g.: novas oportunidades);
    • Que a comunicação deve ser um parâmetro estruturante;
    • Que os stakeholders devem continuar a ser envolvidos e que as iniciativas e ações devem tê-los como parceiros.
Para mais informações consulte https://www.incode2030.gov.pt/.
Elaborado por Eng.º Etelberto Costa, coordenador do Grupo de missão “Competências Digitais, Qualificação e Empregabilidade” da APDSI.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

APDSI aposta em campanha para promover o envolvimento da sociedade na Consignação do IRS a organizações da área social, cultural e ambiental


Lisboa, 20 de maio de 2019: A consignação do IRS ainda é, hoje em dia, alvo de grande desconhecimento por parte da população portuguesa. De um universo de mais de 5 milhões de declarações de IRS, menos de um milhão dos contribuintes efetuam a consignação do seu IRS ou IVA.

A consignação do IRS permite doar uma parte do imposto a favor do Estado a uma organização da área social, cultural ou ambiental da preferência do contribuinte, sem qualquer custo. Num cenário de reembolso, o contribuinte não recebe menos, e num cenário de imposto adicional, não paga mais.
É, assim, uma oportunidade dada aos cidadãos de poderem fazer a diferença atribuindo a uma organização ou causa 0,5% do IRS liquidado (imposto que cabe ao Estado depois de descontadas as deduções). Assim, em vez do IRS ficar todo na posse do Estado, uma parte é encaminhada pelo próprio Estado para a causa escolhida. Uma ajuda, muitas vezes, essencial à manutenção da atividade dessas organizações.
Com vista à amplificação desta mensagem no âmbito da sua intervenção de cidadania e inovação social, a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) – que não é, pela sua natureza, uma das entidades beneficiárias – desafiou os seus associados individuais e coletivos, e a sociedade em geral, a apoiarem a campanha “Ajudar quem mais precisa não lhe custa nada” e a promoverem a consignação do IRS a uma das mais de 4.000 entidades devidamente autorizadas a beneficiar desta medida em 2019, por forma a termos uma sociedade (da informação) mais inclusiva  e participativa.
Testemunho Associação CAIS – https://youtu.be/aOUSN16lI9Y
Testemunho Fundação S. João de Deus – https://youtu.be/cqozwisx8jQ
Testemunho Associação GEOTA – https://youtu.be/2D-L4qtld-0

A APDSI divulga a Conferência “Sociedade da Informação e do Conhecimento – 20 anos depois” da Fundação Portuguesa das Comunicações


A Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC) organiza a Conferência “Sociedade da Informação e do Conhecimento” no próximo dia 22 de maio, às 18:00 horas, no Átrio da Casa do Futuro da FPC, no âmbito das celebrações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação – 17 de maio de 2019.  
Nesta Conferência far-se-á um ponto de situação destes 20 anos e serão analisados os principais desafios de futuro, acontece esta conferência, com a moderação de Francisco Jaime Quesado e com intervenções de Pedro Veiga, Arlindo Oliveira e Célia Reis.
Para mais informações pode consultar https://www.fpc.pt/pt/

terça-feira, 14 de maio de 2019

A APDSI na Conferência Anual de Gestão do Instituto Politécnico de Leiria


A APDSI, nomeadamente o seu Grupo de Missão de Inteligência Artificial, foi convidada para a XXIV edição da Conferência Anual de Gestão, no próximo dia 16 de maio, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria (ESTG-IPLeiria).
Nesta edição debatem-se “Os Desafios da Inteligência Artificial para a Gestão”.
Em representação da APDSI e como Keynote Speaker, estará o Dr. Marco Vicente, coordenador do Grupo de Missão de Inteligência Artificial. O Dr. Marco Vicente é Mestre em Software de Código Aberto no ISCTE e atualmente lidera a equipa de Machine Learning da Novabase para os sectores de Governo, Transportes, Saúde e Energia.
A conferência é organizada pela Licenciatura em Gestão, em parceria com o Mestrado em Controlo de Gestão e com o Mestrado em Gestão. Ao longo das várias edições, a conferência tem proporcionado um espaço de debate e a reflexão, em torno de temas que marcam a atualidade empresarial, a uma audiência de cerca de 250 participantes.
Para mais informações e inscrição na conferência pode consultar www.conferenciagestao.ipleiria.pt
Consulte aqui o Cartaz da Conferência.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

A APDSI ASSINOU O COMPROMISSO NACIONAL POR UMA AGENDA DE VALOR EM SAÚDE EM PORTUGAL



A APDSI assinou sexta-feira o Compromisso Nacional por uma Agenda de Valor em Saúde em Portugal, aliando-se a um conjunto de entidades públicas e privadas que pretendem centrar os cuidados no doente e melhorar a qualidade e o acesso ao sistema nacional de saúde, com o máximo de eficiência, ao menor custo possível.
Este conjunto de metas está em linha com as orientações da APDSI para a área da Saúde, nomeadamente no que respeita à maior ou menor indexação da atribuição de recursos aos resultados efetivamente obtidos por cada instituição.
Assim, neste compromisso, todos os signatários comprometem-se a: 
  1. Medir resultados que se foquem nos doentes, sistematizar práticas e integrar cuidados, procedendo, para cada entidade clínica relevante, a experiências piloto a expandir.
  2. Medir, paralelamente, os custos totais para obter esses mesmos resultados e passar, tendencialmente, a financiar por valor criado; não por atos isolados ou por silos terapêuticos.
  3. Usar e contribuir para plataformas de informação de big data, que permitirão o
registo junto do doente, a administração, a gestão integrada, a melhoria contínua e depois, o pagamento diferenciado por qualidade e valor.
  1. Ponderar a inovação terapêutica com base na relevância e impactos para o doente, seguindo o mesmo princípio para as decisões de grandes investimentos no setor da saúde.
  2. A adoção destas medidas promoverá uma transformação, já a partir do dia 11 de
maio, fazendo com que em 2021, pelo menos, um terço dos atores da saúde em
Portugal tenha aderido à prestação e ao financiamento de cuidados com base em valor. Este esforço colaborativo será acompanhado por uma task force onde todos se sentirão devidamente representados.



quinta-feira, 9 de maio de 2019

APDSI nos Encontros INCoDe.2030 – Eixo 1 INCLUSÃO



O investimento na inclusão digital e a diversidade de seus efeitos e valor social, económico e cultural é o mote para uma reflexão  aprofundada, no próximo dia 14 de maio, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja Instituto Politécnico de Beja. A APDSI vai estar representada por um dos seus associados do Grupo de Missão “Competências Digitais, Qualificação e Empregabilidade que dará nota dos resultados dos trabalhos. Estão envolvidas cerca de 30 pessoas provenientes de 22 diferentes organizações.

APDSI e as suas Orientações para a área da Saúde


A APDSI, através do seu Grupo de Missão de Saúde, redigiu algumas orientações para a área da saúde para um Serviço Nacional de Saúde com e para o cidadão.
Com o debate recente relativamente às propostas de alteração da Lei de Bases da Saúde, voltou à discussão pública o modelo atual de financiamento das instituições englobadas no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no que respeita à maior ou menor indexação da atribuição de recursos aos resultados efetivamente obtidos por cada instituição.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Já são conhecidos os 8 vencedores da Final Nacional da 31.ª edição das Olimpíadas da Informática em 2019


Lisboa, 02 de abril de 2019 – A APDSI organiza a 31.ª Edição das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI) e promoverá a participação da representação portuguesa em mais uma edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), este ano, no Azerbaijão.



Já são conhecidos os 8 vencedores da Final Nacional das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2019), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a Universidade do Algarve, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.



Os 8 melhores concorrentes desta segunda fase farão um estágio de preparação, o Concurso Ibero-Americano de Informática por Correspondência (CIIC), e no final desse estágio será feita uma nova prova, a Prova de Seleção. Do conjunto das provas, serão conhecidos os 4 alunos que irão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI’2019) que se realizam este ano em Baku, no Azerbaijão. A próxima fase realizar-se-á a 25 de maio (sábado).



Os 8 alunos melhor classificados na Final Nacional foram:



Kevin Pucci - 12º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins (Chaves)

David Nassauer - 12º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
Pedro Dias - 12º ano da Escola Alemã de Lisboa (Lisboa)
Ricardo Antunes - 11º ano do Agrupamento de Escolas de Castro Verde (Castro Verde)
João Camarneiro - 12º ano da Escola Secundária de José Estêvão (Aveiro)
Paulo Cortesão - 12º ano da Escola Secundária Infanta Dona Maria (Coimbra)
André Guimarães - 12º ano do Externato Marista de Lisboa (Lisboa)

Diogo Nogueira - 12º ano da Escola Básica e Secundária Vale do Tamel (Barcelos)

terça-feira, 2 de abril de 2019

APDSI participou nas II Jornadas do CHTS


Lisboa, 02 de abril de 2019 – A APDSI foi convidada pelo Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE, (CHTS) para participar nas II Jornadas dos Assistentes Técnicos do CHTS subordinadas ao tema “Viver o Presente com o olhar no Futuro”, que decorreram a 29 e 30 de março, no Auditório do Hospital Padre Américo, em Penafiel. (http://www.chts.min-saude.pt/eventos/ii-jornadas-dos-assistentes-tecnicos-do-chts/)
Maria Helena Monteiro, presidente da APDSI, proferiu uma palestra sobre “Inovação tecnológica e Organizacional na Saúde”na mesa “Ontem, Hoje e o Amanhã…”,que teve lugar no dia 30 de Março.
O Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE, (CHTS) é composto por duas unidades Hospitalares, Hospital Padre Américo – Penafiel e Hospital de Amarante, cuja área de influência é de 520 mil habitantes, residentes em doze diferentes concelhos pertencentes a 4 distritos.
Estas jornadas decorrem da consciência do CHTS da importância do papel desempenhado pelos Assistentes Técnicos/Secretários Clínicos da Saúde cuja função fundamental se prende com o bom atendimento do utente. Estiveram presentes mais de cem profissionais de saúde.
Para a APDSI, esta foi mais uma oportunidade de estar presente e contribuir para uma reflexão de enorme relevância, num momento em que as inovações tecnológicas da saúde nos invadem com uma velocidade surpreendente e a preparação organizacional das estruturas prestadoras de cuidados de saúde para as adotar com os benefícios esperados é uma necessidade premente, subordinada a uma estratégia de capacitação, viabilidade e sustentabilidade.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

APDSI assina protocolo com Cidadania Digital


A APDSI assinou um protocolo de colaboração com o projeto Cidadania Digital.
Ambas as entidades pretendem dar passos concretos que ajudem os mais jovens a usar cada vez melhor as novas tecnologias, passando, não só por conseguir uma utilização em maior segurança, mas também aproveitar todas as potencialidades que estas nos oferecem.
Este acordo, que beneficia todos os associados da APDSI, irá assumir várias facetas ao longo do ano. Destacamos, desde já, a primeira, que assume a forma de Campo de Férias Digital e que irá decorrer de 8 a 12 de abril, em Lisboa, onde o cruzamento entre as temáticas da cidadania digital, a promoção de competências sociais e emocionais, e o necessário equilíbrio com atividades lúdicas, permitirão aos mais jovens um espaço único de crescimento e desenvolvimento.
A prevenção é um fator essencial na formação dos mais novos para a cidadania digital, cujos temas serão abordados de uma forma muito atrativa e devidamente adaptada ao contexto de cada faixa etária, sem nunca esquecer o lado pedagógico.
O formador deste projeto, Marco Frazão, tem experiência no ensino a alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, contando já com mais de 2.200 alunos destas faixas etárias em várias cidades. Está programada uma sessão de esclarecimento aos pais durante a qual serão transmitidas informações mais detalhadas sobre o projeto.



Para mais informações visite o site da Cidadania Digital.

Direção da APDSI apresenta planos para 2019


No passado dia 27 de março de 2019 realizou-se, na sede da APDSI, a Assembleia Geral Ordinária, na qual foi feita a apreciação e votação do relatório, balanço e contas de 2018 apresentados pela Direção, bem como o parecer do Conselho Fiscal relativo ao exercício do ano de 2018. Seguidamente discutiu-se a proposta do orçamento e do plano de atividades para 2019. Todos os documentos foram aprovados por unanimidade.
O Dossier Estratégico e Plano de Atividades para 2019 incluem iniciativas sobre temas de máxima relevância no momento atual de transformação digital da sociedade.

A proposta de novos membros do Conselho Geral da APDSI foi aprovada por unanimidade, pelo que a Direção dará continuidade aos convites às individualidades que integrarão este Órgão Social.

APDSI sobre a Nova Diretiva dos Direitos de Autor: O Parlamento Europeu aprovou esta semana a nova Diretiva dos Direitos de Autor. Falta apenas a aprovação do Conselho da UE.


Lisboa, 28 de março de 2019 – O Parlamento Europeu aprovou a 26 de março a Nova Diretiva dos Direitos de Autor, com a maioria dos deputados a votar a favor do novo texto. Esta iniciativa tinha quatro grandes objetivos: 1) modernizar as regras do direito do autor, adequadas aos novos contextos da sociedade da informação; 2) uniformizar a legislação em vigor nos vários Estados-Membro; 3) responsabilizar as grandes plataformas sobre o conteúdo que é carregado pelos utilizadores e que não respeita os autores e os respetivos direitos; 4) permitir aos publishers encontrar mecanismos de negociação para a partilha justa de receitas com as plataformas agregadoras de notícias.
Este não foi um texto consensual, tendo a sua discussão estado envolta em grande polémica. As maiores dúvidas foram agora esclarecidas na proposta de texto final.
A primeira dúvida relacionava-se com a legalidade dos memes: estão salvaguardados e ficaram ainda mais protegidos com esta nova redação, uma vez que a diretiva pretende obrigar os estados-membros a transporem para a legislação nacional a salvaguarda do uso gratuito destes conteúdos para fins satíricos e humorísticos.
A segunda dúvida prende-se com o que se chamava de “artigo 13”. Na nova redação, este será o artigo 17 e obriga as grandes plataformas tecnológicas a estabelecer acordos de licenciamento e a obterem autorização dos autores para usarem trabalhos protegidos por direitos de terceiros.
O espírito da lei não é limitar a liberdade da internet, mas pode decorrer da sua aplicação que conteúdos sejam bloqueados por decisão das plataformas – isto poderá ser entendido como uma diminuição da liberdade de expressão. Mas que decorrerá da atuação das plataformas.
A nova diretiva simplifica os processos para as plataformas de menor dimensão (as que tenham menos de cinco milhões de utilizadores mensais e menos de dez milhões de euros em receitas anuais).
As novas regras reduzem o value gap entre criadores de conteúdo e as grandes plataformas tecnológicas.
  • Ao garantir a sustentabilidade do setor dos media, as novas regras vão promover a produção de conteúdos mais plurais, independentes e de qualidade superior, fatores essenciais para a liberdade de expressão e para o direito à informação na nossa sociedade democrática”, refere a Comissão Europeia.
A nova diretiva não proíbe a partilha de conteúdos como artigos no geral e links de notícias pelos utilizadores. Essas regras só se aplicam às grandes plataformas. Nada muda para os utilizadores comuns.
O anterior e também polémico artigo 11, agora artigo 15, define que só as plataformas agregadoras de maior dimensão, como o Google News, vão passar a ter escrutínio sobre o uso de excertos de notícias, que têm de ser pequenos (snippets) – terão de ser mais curtos, de forma a não violarem os direitos de autor das empresas de jornalismo e/ou jornalistas que os produzem.
A nova Diretiva dos Direitos de Autor já foi aprovada no Parlamento Europeu mas tem ainda de ter a aprovação final do Conselho da UE e de ser publicada no Jornal Oficial da EU. Após essa publicação, os Estados-membros terão dois anos para transpor a nova legislação.
Link:

http://www.europarl.europa.eu/news/en/headlines/priorities/copyright/20190321IPR32110/european-parliament-approves-new-copyright-rules-for-the-internet

A APDSI acompanha a Final Nacional da 31.ª edição das Olimpíadas da Informática em 2019


Lisboa, 27 de março de 2019 – A APDSI organiza a 31.ª Edição das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI) e promoverá a participação da representação portuguesa em mais uma edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), este ano, no Azerbaijão.
Já são conhecidos os 30 finalistas das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2019), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a Universidade do Algarve, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.
Os 30 melhores concorrentes desta primeira fase vão participar na segunda fase do concurso – a prova final que é individual e é realizada usando o mesmo sistema da prova preliminar, mas presencialmente, já esta segunda-feira, dia 1 de abril, com estreia no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.
Trata-se de uma iniciativa de alta competição em TIC, que serve para fomentar o gosto dos jovens por esta área, que contará com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, da Everis e da eBankIT. Os melhores alunos irão integrar a delegação portuguesa que disputará as Olimpíadas Internacionais da Informática, no Azerbaijão.

Links úteis:
Olimpíadas Internacionais da Informática - http://olympiads.win.tue.nl/ioi/
Olimpíadas Internacionais da Informática 2019 - https://www.ioi2019.az/
Olimpíadas Nacionais da Informática 2019 - http://oni.dcc.fc.up.pt/2019.

Patrocinadores:
 

A APDSI apoia a Tertúlia-Debate da PASC "Europeias 2019 - Cidadania, Liberdade, Segurança e Desenvolvimento"


PASC – Casa da Cidadania promove a Tertúlia-Debate “Europeias 2019 – Cidadania, Liberdade, Segurança e Desenvolvimento”, a ser realizada no próximo dia 5 de abril, entre as 16:00 e as 18:00 horas, na sede da AAAIO, no Largo da Luz.
Esta iniciativa será uma oportunidade para debater de forma livre, aberta e transversal as várias dimensões do futuro da Europa, numa perspetiva centrada exclusivamente na cidadania.
A PASC confirma a participação de Miguel Poiares MaduroJosé Magalhães, convidando todos os cidadãos a estarem presentes.
A sessão será inspirada na Carta de Emmanuel Macron aos Europeus e nos desafios que esta suscita.
A entrada far-se-á pelo Largo da Luz, junto ao Teatro D. Luís Filipe e haverá indicações para chegar à sala do Conventinho, onde a Tertúlia-Debate terá lugar.
Poderá inscrever-se em:  https://pasc.pt/actividades/tertulias-debate/europeias-2019-cidadania-liberdade-seguranca-e-desenvolvimento/

Para mais informações visite o sítio na web da PASC.

APDSI apoia o ICAA na Conferência GFIC 2019


A Conferência GFIC 2019 - Fórum Global do Capital Intelectual com o tema “Conhecimento, Inovação e Sustentabilidade” terá lugar no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, nos dias 20 e 21 de maio. O objetivo centrar-se-á na discussão dos desafios de gestão do conhecimento para criar inovação num contexto de transformação digital onde a sustentabilidade é uma prioridade.
Esta conferência pretende reunir académicos, especialistas em gestão do conhecimento e capital intelectual, decisores e empreendedores públicos para gerar discussão e partilha de conhecimento sobre o modo como a gestão de ativos intangíveis pode fomentar processos de inovação mais sustentáveis ​​e, simultaneamente, maior desenvolvimento Social.
Poderá inscrever-se em: https://gfic.icaa.pt/pt/gfic-2019

Para mais informações visite o sítio na web do ICAA.

APDSI e a discussão do Projeto Lei n.º 161/XIII na Assembleia da República no dia 19 de março


Para efeitos da preparação da Proposta de Lei n.º 161/XIII/4.ª que mantém em vigor e generaliza a aplicação do sistema de informação cadastral simplificada, foi a APDSI convocada para comparecer em audição pública no âmbito do Grupo de Trabalho - Sistema de Informação Cadastral Simplificada, da Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, coordenado pela Senhora Deputada Emília Cerqueira (PSD), realizada no passado dia 19 de Março de 2019, das 09h00 às 13h00, na Assembleia da República.
Compareceram em representação da APDSI, Rui Pedro Julião, Coordenador do Grupo de Trabalho Território Inteligente, e Luís Vidigal como elemento do Grupo.
Estiveram ainda presentes as seguintes entidades, por ordem alfabética:
  • Associação de Promoção ao Investimento Florestal (ACRÉSCIMO)
  • Associação Nacional de Topógrafos
  • Centro de Informação Geoespacial do Exército (CIGeoE)
  • Confederação dos Agricultores de Portugal
  • Confederação Nacional da Agricultura
  • Direção-Geral do Território (DGT)
  • Instituto dos Registos e Notariado (IRN)
  • Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC)
  • Ordem dos Engenheiros
  • Universidade Autónoma de Lisboa
  • Universidade de Évora
  • Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Rui Pedro Julião iniciou a sua intervenção transmitindo o agradecimento e cumprimentos em nome da Presidente da Direção da APDSI, Prof.ª Doutora Helena Monteiro, e relembrando o histórico de iniciativas que esta associação vem promovendo ao longo dos últimos anos neste domínio, destacando-se:
  • Várias iniciativas públicas;
  • Documentos com propostas;
  • Roteiro de ação;
  • Reuniões com a Presidência da República, os Grupos Parlamentares e Governo.
De seguida, congratulou a iniciativa que incrementa o conhecimento sobre a propriedade e pelos resultados alcançados nos 10 municípios piloto em que a mesma foi testada. Felicitou e reforçou a relevância pela aposta na integração e interoperabilidade entre sistemas de informação da Administração Pública.
Referiu ainda que, em contexto de generalização a todo o território da atual proposta e por via do preconizado no diploma, existem aspetos que carecem de clarificação, designadamente:
  • Importa clarificar se a plataforma do BUPi (Balcão Único do Prédio), por via do n.º 1 do Artigo 1.º, substitui o Sistema Nacional de Informação Cadastral (SNIC) previsto no artigo 73.º da Lei de Bases Gerais da Política Pública de Solos, de Ordenamento do Território e de Urbanismo (Lei n.º 31/2014, de 30 de Maio).
  • No Artigo 6.º da atual proposta de lei é preconizada a atribuição do Número de Identificação do Prédio (NIP). Todavia não é claro quem o atribui (presume-se que seja o IRN) e, mais importante, não se percebe de que forma se relaciona com o NIP previsto nos Decretos-Lei n.º 172/95, de 18 de julho, e n.º 224/2007, de 31 de maio, relativos ao Cadastro Predial. A sugestão deixada foi a de que se o conceito de NIP é outro, então a designação também deveria ser diferente.
Por fim, Luís Vidigal, completou a intervenção da APDSI reiterando a relevância das iniciativas da associação e alertando para o conflito de competências entre diferentes organismos da administração pública, nomeadamente entre o IRN (Instituto de Registos e Notariado) e a DGT (Direção Geral do território)
Consulte aqui o Projeto Lei n.º 161/XIII.

  19 de março de 2019

A APDSI elabora uma recomendação sobre o Projeto de Lei n.º 1123/XII do Bloco de Esquerda: Sobre a criação de um imposto sobre os serviços digitais


A APDSI elabora uma recomendação sobre o Projeto de Lei n.º 1123/XII do Bloco de Esquerda: Sobre a criação de um imposto sobre os serviços digitais.
Está atualmente em discussão em Assembleia da República, por proposta de projeto de lei n.º 1123/XII do Bloco de Esquerda, a criação de um imposto que incidiria sobre as empresas prestadoras de determinados serviços digitais, como publicidade, serviços de intermediação online ou serviços de transmissão de dados.
Esta iniciativa legislativa irá a votação no próximo dia 20 de março, pelo que a APDSI - Associação para a Promoção da Sociedade da Informação vem desta forma apresentar a sua recomendação sobre o tema.

Consulte aqui a Recomendação da APDSI.

A APDSI Norte esteve na 1.ª apresentação da estratégia nacional em Inteligência Artificial, “AI Portugal 2030”, em Braga


A APDSI foi convidada e esteve presente na 1.ª apresentação da estratégia nacional em Inteligência Artificial, “AI Portugal 2030” (a qual se encontra em preparação no âmbito da Iniciativa Nacional Competências Digitais, INCoDe.2030) no dia 12 de fevereiro em Braga.


Convidamo-lo a ver as notas desta apresentação.

APDSI apoia Talks sobre Model Driven Engineering e Inteligência Artificial da Quidgest


A Quidgest organiza uma série de Talks sobre Model Driven Engineering e da Inteligência Artificial e a próxima será no próximo dia 12 de abril.
As tecnologias baseadas em modelos (MDE) e em técnicas de inteligência artificial (AI) estão na base da generalidade dos sistemas que suportarão as atividades e negócios do futuro.
Apesar das várias áreas da engenharia informática terem vindo a evoluir rapidamente, são ainda poucas as empresas e universidades que têm explorado de forma extensiva técnicas que envolvem modelação e especificação rigorosa de sistemas, transformação entre modelos, ou geração automática. Estas técnicas são aplicadas a diferentes níveis de abstração e em diferentes domínios de aplicação como nas engenharias de software, civil e mecânica, mas também na saúde e educação. Estas abordagens permitirão elevar as organizações a um patamar histórico de eficiência, produtividade e inteligência.
O objetivo será reunir alunos, professores, investigadores e profissionais das áreas de engenharia e gestão.
Para mais informações visite o sítio na web da Quidgest.

APDSI divulga a 24.ª ISfTeH International Conference


A conhecida ISFTeH - International Society for Telemedicine and eHealth realiza conferências internacionais todos os anos.
Em 2019, decorrerá a 24.ª Conferência Internacional ISfTeH no âmbito da Cimeira eHealth Portugal , organizada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e pelo Centro Nacional de Telesaúde (CNTS), membro institucional no ISfTeH.
As sessões da Conferência Internacional ISfTeH estão agendadas para 19 a 20 de março de 2019. A Cimeira eHealth Portugal terá lugar de 19 a 22 de março de 2019 e inclui também uma área de exposição que contará com empresas estabelecidas, startups e outras organizações ativas em Portugal: eHealth e Telemedicina.
O evento decorrerá no Arena Altice (Sala Tejo) e no Centro de Reuniões PT, junto à FIL.
Já existe uma agenda preliminar para a Conferência ISfTeH e está disponível aqui.
A inscrição é gratuita, mas carece de inscrição prévia, aqui.
Para mais informações envie um e-mail para info@isfteh.org.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A APDSI volta a promover a realização das Olimpíadas Nacionais de Informática e renova aposta na representação portuguesa nas Olimpíadas Internacionais


Lisboa, 05 de fevereiro de 2019 – A APDSI organiza a 31.ª Edição das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI) e promoverá a participação da representação portuguesa em mais uma edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), este ano, no Azerbaijão.
Depois de fazer história na edição de 2018 das Olimpíadas Internacionais de Informática, com Kevin Pucci a trazer a primeira medalha de prata para o nosso país, Portugal voltará a marcar presença, este ano, naquelas que são uma das seis olimpíadas mundiais da Ciência, tendo como aspiração a superação dos resultados da edição anterior.
A equipa que representará Portugal nas IOI é selecionada através do concurso de informática Olimpíadas Nacionais de Informática. A componente científica da prova é da responsabilidade do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do Departamento de Engenharia Eletrónica e Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve.
As Olimpíadas Nacionais da Informática são organizadas pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação e contam, em 2019, com o apoio da Fundação Gulbenkian.
Este ano, e como tem sido hábito, as ONI desenrolam-se em duas fases: a primeira é um concurso realizado através da Internet, no qual podem concorrer todos os alunos do ensino secundário, e que consiste na resolução de três problemas de programação de natureza algorítmica, submetendo as suas soluções a um sistema de avaliação automático.
Os 30 concorrentes que obtiverem melhor classificação nesta prova preliminar passam à final nacional, que se realizará presencialmente, durante o mês de maio.
Os concorrentes melhor classificados na prova final poderão ser selecionados para participar num estágio de formação, a realizar em junho de 2019, no final do qual serão escolhidos quatro elementos que formarão a comitiva que representará Portugal nas Olimpíadas Internacionais da Informática.
A primeira edição das IOI teve lugar em Pravetz, Bulgária, em 1989, com o apoio da UNESCO e desde então têm-se realizado todos os anos. O objetivo principal das IOI é estimular o interesse dos jovens – estudantes do ensino secundário – pela informática e pelas tecnologias da informação e os seus vencedores, em cada ano, pertencem ao grupo dos melhores jovens cientistas mundiais no domínio da Informática.
As IOI 2019 realizam-se este ano em Baku, no Azerbaijão, de 4 a 11 de agosto de 2019. Portugal estará presente, em conjunto com cerca de 80 outros países.
As inscrições são realizadas no sítio das Olimpíadas Nacionais de Informática em http://oni.dcc.fc.up.pt/2019/inscrever

Links úteis:
Olimpíadas Internacionais da Informática – http://olympiads.win.tue.nl/ioi/
Olimpíadas Internacionais da Informática 2019 – https://www.ioi2019.az/
Olimpíadas Nacionais da Informática 2019 – http://oni.dcc.fc.up.pt/2019.

OMS lança o primeiro curso de e-Learning sobre Política de Financiamento em Saúde


Este curso de e-learning compreende seis módulos que cobrem as principais funções da política financeira de saúde, conforme conceituada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Este curso visa participantes de vários níveis de experiência e especialização e é um dos considerados fundamentais pela OMS.
O curso foi concebido para ser usado de várias formas: como preparação para aqueles que irão participar num curso presencial da OMS, para aqueles que, por vários motivos, não puderem participar nesse tipo de curso, e para aqueles que já participaram em alguns cursos e desejam atualizar os seus conhecimentos. O curso funcionará em vários dispositivos, sistemas operacionais e navegadores.
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APDSI divulga o maior projeto de investigação coordenado por Portugal: o Smart4health


O Smart4health é coordenado por Portugal no âmbito do Programa Europeu de Investigação e Inovação Horizonte 2020, e tem como principal objetivo fomentar soluções personalizadas de saúde através da troca universal de Registos de Saúde Eletrónicos.
Este projeto recebeu um financiamento de 22 milhões de euros, dos quais mais de 4 milhões para entidades portuguesas. O desenvolvimento deste projeto vai permitir que os cidadãos e prestadores de cuidados de saúde colaborem de forma integrada e digital com médicos e investigadores. Com isto, o Smart4Health capacitará o cidadão europeu para a gestão da sua própria saúde no contexto de uma vida ativa numa sociedade digital.
O Smart4Health assenta em dois grandes pilares que derivam das necessidades do cidadão numa sociedade cada vez mais digital: participar na gestão da própria saúde e ajudar a sociedade através da partilha dos seus dados.
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