quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Conferência anual da itSMF: "Tendências da Gestão de Serviços TIC no Contexto da Inovação"


A itSMF organizou a sua 14.ª Conferência Anual a 10 de outubro, em Lisboa, sob o tema "Tendências da Gestão de Serviços no contexto da Inovação".

Fernando Carvalho Rodrigues, pai do primeiro satélite português, o poSAT-1, abriu a conferência com um enquadramento histórico da teoria da evolução humana onde, conforme demonstrou, há muito tempo que se releva a importância da cooperação entre os Seres Humanos. «Uma espécie tem tanto mais sucesso quanto maior for a capacidade dos seus Seres individuais cooperarem entre si», recordou o professor, citando Piotr Kropotkin.

A evolução até aos robôs foi descrita por Carvalho Rodrigues como uma aventura dos nascidos humanos que transferiram conhecimento para os não humanos e seres de silício (fabricados) com cada vez mais prerrogativas operacionais. «Fizemos isto tudo sem dar conta, por isso, estamos numa sociedade que apareceu sem debates e sem votações mas que existe e muda constantemente», lembrou. 

Da complexidade dos dados, há que chegar à simplicidade de uma informação que se quer filtrada e útil com base no sistema de crenças que o professor descreveu como «o conjunto dos pares dos argumentos e seus pesos». Este sistema de crenças, para ser fiável, deve basear-se em argumentos como imagens, modelos de observação, e equações tiradas de interações porque «o que interessa é o sistema de crenças por detrás do algoritmo. Onde há interação e simplicidade de dados é onde há riqueza, ou seja, muita informação com poucos dados».

Enquanto organismo de normalização setorial para as TIC desde 2011, para a itSMF foi importante ouvir casos reais de casos bem sucedidos de gestão de serviços TIC, como foi o caso trazido por Sara Carrasqueiro e Ângela Dias, dos SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

A direção de sistemas de informação do Ministério da Saúde fez uma melhoria do ecossistema através do recurso a aplicações interoperáveis (cerca de 60 utilizadas por quase todas as unidades de saúde públicas). A esta remodelação não é alheia a insatisfação de muitos utentes que obrigou a uma nova equação dos esforços que estavam a ser feitos, garantindo que todos estavam a usar bem as aplicações e dados disponibilizados. «A gestão da mudança passou pela formação nos processos, apoio ao utilizador e formação na ferramenta itsm», explicou Sara Carrasqueiro.

A valorização dos dados também foi o destaque da apresentação de Rui Ribeiro, da IP Telecom, que falou sobre a certificação ISO 27001 e explicou que a informação é dos ativos mais importantes da empresa. «Os dados são o novo petróleo do século XXI. Um gestor que queira tomar decisões precisa deles para gerir conhecimento», concluiu Rui Ribeiro.

"Managing the Robots that Manage Services" foi o tema da apresentação de Robert Falkowitz na Conferência anual da itSMF Portugal '17. Para o especialista foi importante estabelecer a diferença entre robôs autónomos e dedicados e os que têm uma utilização mais generalista (praticamente tudo, hoje em dia, é um computador). Sobre as semelhanças e simulacros que se fazem para estabelecer uma similitude entre robôs e humanos, Falkowitz tranquiliza quem não vê o service management com bons olhos: «Os robôs não conseguem perceber emoções nem mensagens inarticuladas ou pouco claras. E muitos dos devices que usamos vão continuar a precisar da intervenção dos humanos porque não têm capacidade para se repararem a si próprios». Sobre a pertinente questão do engagement emocional, o especialista despede-se de Lisboa com a seguinte provocação: «O que vamos fazer quando os nossos clientes também forem robôs?»

Quando se olha para a valorização das economias, vemos que o sucesso é das que estão a fazer melhor utilização das tecnologias digitais, sublinhou Jorge Portugal, da COTEC - Associação Empresarial para a Inovação. O desafio futuro passará por uma melhor e mais controlada gestão das plataformas digitais que se colocam entre o produto e o cliente. «A maior parte das empresas tem um período de inovação e depois abranda esse ritmo. Isso não é correto», adverte o representante da COTEC.

Diego Berea trouxe à conferência o seu ponto de vista sobre "Inteligência Artificial Aplicada à Interpretação Automática de Indicadores de Gestão de Serviços". Neste campo o grande desafio que se coloca atualmente é o de como transformar dados em texto, podendo, assim, fazer-se previsões contextualizadas com um mínimo de intervenção humana. «Num futuro próximo queremos melhorar tanto os bots que as pessoas nem se apercebam que estão a falar com uma máquina. É levar o modelo data-to-text aplicado à gestão de serviços», antecipou Berea.

Stuart Rance conquistou a audiência da 14.ª Conferência anual da itSMF Portugal pela inusitada e humorada apresentação na qual começou por dar exemplos de empresas bem sucedidas no mercado, sublinhando que têm um ponto em comum: estão focadas na experiência do utilizador. «Os computadores propriamente ditos tendem a desaparecer. Vamos dizer: este é o meu carro, esta é a minha torradeira, este é o meu frigorífico porque, na verdade, já assumimos com grande naturalidade que é um computador que está lá dentro», provocou.

Fazendo alguma futurologia, Stuart Rance acredita que no futuro serão valorizadas as experiências individuais do utilizador, em detrimento de longos tutoriais para acompanhar o software. Para que tal aconteça, é fundamental a cooperação já abordada por Fernando Carvalho Rodrigues, «para que todos contribuam e facilitem o processo».

Sobre a norma ISO 20000-1 de Gestão de Serviços em TI, que já existe desde 2005 e serve para implementar e certificar, Mário Costa, presidente da comissão técnica de gestão de serviços e governação, lembra que a edição de 2018 vai ser alvo de melhorias, tornando o processo mais fácil, flexível e menos exigente em termos documentais. Entre 2015 e 2016 a ISO 20000-1 cresceu 63%, sendo que na Ásia foi onde se verificou o maior crescimento.

Ana Ramos, da eSPap - Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, I.P. - trouxe à conferência o bom exemplo do projeto de faturação eletrónica que está a decorrer para todas as entidades da administração pública. «O futuro assenta numa lógica de arquitetura e prestação de serviços articulados entre os parceiros tecnológicos e económicos com outros parceiros como autoridade tributária e segurança social. 

Rui Soares, da itSMF Portugal, encaminhou a conferência para o final advertindo para o facto de que o risco existe quando temos dois ingredientes: incerteza quanto ao resultado e um impacto determinante. Ainda assim, no seu entender, correr riscos nesta área é fundamental para que os ganhos também tenham oportunidade. «Há sempre risco residual, não existe risco zero», resume.

O debate que encerrou a conferência foi moderado por José Carlos Martins e confrontou pontos de vista sobre "A Gestão de Serviços TIC no contexto de inovação". Nele participaram Paula Salgado, Frederico Serras Gago, Miguel Muñoz Duarte e Filipe Coelho.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Conferência da APDSI discute problemas e oportunidades na Deep e Dark Web


A APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - organizou a conferência “Um Mergulho no Escuro da Deep e Dark Web” a 13 de outubro, no Museu da Água, em Lisboa.

Para melhor compreender os perigos e oportunidades que se escondem na deep e dark web e que podem ser aproveitados por organizações e indivíduos, a APDSI reuniu um conjunto de especialistas que mostraram algumas das várias valências do Tor - The Onion Router, um software livre e de código aberto que proporciona o anonimato na navegação, recorrendo a várias camadas de cifra.

O termo “Deep Dark Web” foi criado por Michael K. Bergman, CEO e cofundador da Structured Dynamics LLC para se referir aos conteúdos que não podem ser indexados pelos motores de busca e, por isso, não estão disponíveis diretamente para quem navega na Internet.

Luc Billot, CyberSecurity Technical System Architect, falou na conferência da APDSI sobre as quatro camadas de navegação existentes de Internet: common, surface, bergie e charter. A common web é, grosso modo, a Internet “normal”, a que todos nós acedemos diariamente. A surface web já é um lado mais “escuro” da web onde ficam sites fora do comum, mas que, ainda assim, se podem ver com alguma facilidade. A bergie web é o último nível de classe “baixa”, onde estão sites de grupos fechados e que utilizam proxy, Tor ou alguma outra ferramenta que lhes permita acesso. Conteúdo adulto, depoimentos de hackers, manuais de suicídio ou documentos de organizações mafiosas podem morar aqui. A charter web é a deep web. Os planos e estratégias de negócio da Tesla, por exemplo, acredita-se que estão num nível bastante profundo da deep dark web.

O que fazer, contudo, para garantir a segurança nestas navegações? Ter dois computadores (um só para navegar nas águas profundas da Internet) e ter advanced malware protection, antecipa Luc Billot, acrescentando que, ainda assim, é perigoso. Para o especialista é importante ressalvar que «nem tudo é mau na deep e dark web, que se pode usar em países onde há censura e para monitorizar a utilização da cloud, por exemplo». Apenas 4% de toda a Internet é conhecida dos top managers, o que quer dizer que a quantidade de virtual data existente «é muito extensa. Todos os dias descobrimos algo novo», remata Luc Billot.

Henrique Domingos, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UNL e da ISOC, colocou a tónica da questão da regulação na deep web «para nos protegermos melhor». O professor referiu a surpresa que teve quando, recentemente, numa das suas turmas de alunos no Alentejo, se apercebeu que metade usava o Tor frequentemente. «Muitos estão conscientes do que estão a fazer e do quanto se estão a expor na Internet. Há aspetos de privacidade a acautelar mas nós fazemos uma leitura diferente da privacidade da que é feita pelas gerações mais jovens», enquadrou o professor. Para Henrique Domingos, o bloqueio da Internet tem implicações grandes e graves ao nível da economia, pelo que a regulação será o caminho a seguir mas «os políticos nestes debates da deep dark web estão totalmente ausentes», lamenta.

Ainda no campo académico, Pedro Adão, professor do Instituto Superior Técnico, diz não ter qualquer resistência a que os alunos explorem vulnerabilidades: «As tecnologias podem ser usadas para coisas boas ou para coisas más. Estamos a tentar que seja um problema digital algo que não é, até porque pode ser usado para evitar censura em países que a têm ou para anonimizar uma rede digital de voto». No entanto, é necessário acautelar os ataques de correlação, de timing e injeções de scripts que podem ocorrer nesta camada de navegação na Internet.

Mário Valente, um dos primeiros piratas informáticos em Portugal que chegou a ser arguido em processo-crime por operação ilegal nas telecomunicações, também deixou o seu testemunho na conferência da APDSI. O agora denominado ethical hacker esclarece que na deep web se encontram muitos serviços e entidades legítimas a operar: «O Estado e a Administração Pública estão lá. O registo predial, comercial e automóvel não é indexável».

Viver com a consciência de que existe escuridão, foi a principal mensagem deixada por Carlos Nunes, da Polícia Judiciária - Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica. Se, por um lado, não se consegue fugir ao desconhecimento e preconceito sobre uma tecnologia que tem um modo de funcionar que permite a recolha de benefícios sem se identificar quem deles beneficia, por outro, o recurso ao Tor «não é um problema em si mas as consequências que lhe estão agregadas». De salientar que o Onion Router pode alojar sites e sistemas informáticos e levar a liberdade de expressão onde não existe.

Ainda assim, se, no “mercado do tudo”, a procura e a oferta garantem anonimização, também não é possível proteger um cliente enganado. O vendedor não é rastreável mas o problema reside no fenómeno, não na rede, acrescenta Carlos Nunes.

Hugo de Sousa, assessor para a Inovação da Ministra da Justiça, considera urgente o recrutamento de profissionais na área que são escassos: «O Estado tem de ser capaz de atrair e manter talento e dar uma resposta mais eficiente nestas matérias».

Hugo de Sousa deixou a notícia de que está a ser construído um novo site para o Ministério da Justiça, no qual a segurança é a forte aposta numa «cultura centrada no utilizador para garantir que temos um Estado Digital».

Ajudar a pensar a deep e dark web foi o objetivo da APDSI com a conferência de sexta-feira 13.



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, aponta o Tribunal + como exemplo positivo da transformação digital do Estado


A Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, esteve hoje na sessão de abertura da conferência da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - intitulada “e-Government 2017 - A transformação digital do Estado e o desenvolvimento da Sociedade”. 

Uma das primeiras questões levantadas pela representante do Governo prende-se com a pertinência do trabalho desenvolvido pelos departamentos de informática da Administração Pública e na forma como estão a acompanhar a mudança da sociedade, ou seja, como é que os backoffices estão a corresponder às exigências de frontoffice. Com o avanço das tecnologias a ocorrer de forma extremamente rápida, é preciso assegurar a integração confortável dos utilizadores nos sistemas desenvolvidos pelos profissionais da área, evitando o conflito.

Como bom exemplo de transformação digital no Estado, Anabela Pedroso apontou o “Tribunal +” onde, após uma sequência de mecanismos adaptados da metodologia Kaisen (de melhoria contínua de processos), foi conseguida uma redução na ordem dos 60% no número de cidadãos a circularem no interior dos tribunais e no volume de papel utilizado.

Delfina Sá Soares, da Universidade das Nações Unidas, lembrou que o mundo ainda corre a dois tempos em matéria de novas tecnologias e que, os mais desenvolvidos, já pensam no bem estar da sociedade para 2030. «Estamos a ser confrontados com o aparecimento de novas tecnologias e com experiências que não conhecemos bem mas que podem ter imenso potencial na administração pública, como por exemplo as blockchains», sublinha a professora.

Quanto ao OGD - Open Government Data, Delfina Sá Soares lamenta que ainda seja pouco usado para «explorar os dados através das tecnologias de data analytics» e acredita que tal se deve às questões de privacidade e segurança do cidadão que ainda olha para este fenómeno com alguma desconfiança: «Até agora a maior parte dos países ainda só teve custos com o OGD». O cidadão deve, no entender da professora, ser o elo condutor do design e da produção de serviços para que, no final, se obtenha aquilo que a população realmente deseja.

Luís Borges Gouveia, da Universidade Fernando Pessoa, ressalvou a importância das soft skills e da sensibilidade humana no mundo digital. Nas contratações para as TIC devem ser atendidos o saber fazer, ser e estar: «Quem estiver disponível para aprender é muito mais valorizado do que quem tem muitas competências técnicas que, a seguir, vão ser ultrapassadas». Atitude, talento e trabalho em equipa são, resumidamente, características que a Administração Pública deve passar a valorizar nos seus recursos humanos.

Da Universidade do Minho, Luís Amaral focou a sua apresentação nas assimetrias existentes internacionalmente e mesmo dentro de Portugal no acesso à Internet, o que obriga à salvaguarda de direitos e deveres na promoção da transformação digital.

Do lado da Administração Pública, André Vasconcelos, da AMA - Agência para a Modernização Administrativa, deixou uma perspetiva otimista da mudança que o Governo tem vindo a fazer «não só na disponibilização da oferta mas na utilização, na garantia de que os serviços estão a ser utilizados». Quantos aos desafios que ainda se colocam até 2020, é preciso assegurar uma transformação digital com forte aposta nos recursos humanos e, para isso, os «fundos comunitários são uma cenoura importante para alargar esta estratégia».

Henrique Martins, SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, referiu o portal da saúde como um dos mais visíveis marcos de sucesso de transformação tecnológica na área da saúde e ainda a recente criação de uma página de Facebook para o SNS. Já internamente, essa mudança está a encontrar algumas resistências: «Temos milhares de funcionários no SNS e é preciso mudar tudo o que andam a fazer. Tem sido um trabalho lento mas efetivo», salienta Henrique Martins.

O reforço de recursos humanos para 2020 é, no entender de Henrique Martins, «o que pode garantir o salto quântico na qualidade dos serviços disponibilizados». A privacidade dos dados não deve ser vista como um problema mas sim como uma oportunidade para o Estado garantir uma boa relação contratualizada e de confiança com o cidadão «fundamental para o sucesso do 2020 e das competências para o digital».

Da ESPAP - Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública IP, Jaime Quesado desafia o Estado a trabalhar mais em rede por forma a conseguir ter uma melhor capacidade de resposta dos serviços. «O Estado tem de fazer da inovação o seu mote para que a transformação digital realmente ocorra», ressalva. Sobre a perspetiva para 2020, Jaime Quesado nota que não há profissionais suficientes para fazerem face à procura atual na área das TIC.

Numa perspetiva de mercado, Carlos Lobo, da EY, entende que «um Governo mais eficiente e uma sociedade mais justa são os objetivos de intermediação entre o cidadão e a Administração Pública que é boa a criar modelos mas péssima na adaptação do backoffice à realidade». Uma opinião secundada por Fernando Reino da Costa, da Unipartner IT Services, que lembra a importância de se conhecerem bem os hábitos do cidadão «para se canalizarem estratégias e recursos de forma correta».

Joana Costa, da GFIPortugal, defende que o foco em qualquer processo de transformação digital são as pessoas e deu como exemplo interno a figura do Chief Innovation Officer que garante que a inovação serve o negócio da empresa.

Pedro Duarte, da Microsoft Portugal, lamenta que o Estado ainda não esteja a fazer o suficiente pelas competências digitais das gerações futuras: «Falta um enquadramento nacional e a disrupção é muito rápida». A inclusão e a literacia digital são as suas maiores preocupações.

No final da sessão foi feita a entrega do “Prémio APDSI e-Gov 2017”. O prémio foi atribuído à Autoridade Tributária e Aduaneira pelo “IRS Automático”. «Este prémio não é só das pessoas de 2017 mas sim de todas as que ao longo destes 20 anos levaram este barco para a frente», destacou Luís Vidigal, presidente da Direção da APDSI. A Menção Honrosa foi para o portal do Serviço Nacional de Saúde.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Conferência da APDSI: "Um Mergulho no Escuro da Deep e Dark Web"



A APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - organiza a conferência "Um Mergulho no Escuro da Deep e Dark Web".

O evento realiza-se no dia 13 de outubro, entre as 14h00 e as 18h00, no Museu da Água (Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos), em Lisboa.

A Deep Web, a parte da rede invisível para os sistemas e mecanismos de pesquisa na Internet, é onde estão redes sociais, sítios web de partilha de fotos e vídeos, catálogos de bibliotecas, sistemas de reservas de companhias aéreas, listas telefónicas e todos os tipos de bases de dados científicos. Estima-se que este conteúdo oculto, a que não conseguimos aceder a partir dos tradicionais motores de busca, corresponda a cerca de 95% de toda a web.

Esta Deep Web, "escondida" sob um manto de invisibilidade que a tecnologia lhe proporciona, permitiu a utilização e crescimento de uma nova Internet descentralizada, cifrada, perigosa e muito para além da legislação.

Se em boa parte da Deep Web estão sítios e páginas com informação útil e importante, a verdade é que outro fragmento é acedido através do recurso a uma peça de software conhecida por TOR - o canto mais sombrio da Internet que permite aceder a uma coleção de sites secretos, que terminam em .onion. Este sistema é utilizado por quem, na sua atividade na web, não quer ser rastreado. Para isso, o modelo subjacente ao TOR proporciona um sistema de retransmissão que remete sinais entre diferentes computadores habilitados para TOR em todo o mundo. Na última década, este método tornou-se um centro para mercados negros que vendem ou distribuem drogas (um exemplo é o famoso Silk Road), cartões de crédito roubados, pornografia ilegal, media pirateada e muito mais.

A Deep Web merece, assim, ser analisada de forma a determinar se devemos ou não mudar a forma como se exploram as informações e elementos online e examinar as questões da privacidade e as ameaças que dela podem advir. No mesmo sentido, a APDSI entende que importa compreender quais são as oportunidades de que dispõem organizações e indivíduos.

Consulte o programa detalhado no site da APDSI. As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e devem ser feitas aqui.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

14.ª Conferência Anual da itSMF



A itSMF Portugal vai organizar a sua 14.ª Conferência Anual no próximo dia 10 de outubro, em Lisboa, no auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

O tema, este ano, é "Tendências da Gestão de Serviços no contexto da Inovação".

É globalmente aceite que a inovação é fundamental para o reforço da competitividade das organizações, quer seja numa perspetiva mais económica, quer seja na relação com clientes e parceiros. Este reconhecimento resulta de se considerar que através da inovação podem ser desenvolvidos novos produtos e serviços, ou reformular processos de desenvolvimento e disponibilização desses produtos e serviços, respondendo à elevada pressão competitiva dos mercados e às expectativas dos cidadãos e organizações. É por isso um desígnio transversal à atividade privada e pública, materializando-se neste último caso na eficiência dos processos e da relação com o cidadão.

A Gestão de Serviços pretende garantir previsibilidade na prestação de serviços, como meio de indução de qualidade. Existe por isso o risco de limitar o espaço para inovação que se pretende aberto e ágil. Mas por outro lado, também poderá ser o meio para garantir a estabilidade operacional que facilite a experimentação. E a própria inovação pode e deve ser aplicada na Gestão de Serviços.

A conferência deste ano pretende por isso promover um espaço de reflexão e partilha de experiências que conjugue a Inovação com a Gestão de Serviços, tentando identificar as novas tendências e encontrar formas de conciliar e tirar o melhor partido de ambas as abordagens. O objetivo final é comum: melhorar as organizações e os respetivos produtos e serviços.

O evento conta com a participação de diversos especialistas nacionais na área de gestão de serviços TI, académicos das nossas universidades e outros distintos convidados dos setores público e privado.


Inscreva-se para secretariado@itsmf.pt. Encontra o programa completo aqui.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Fórum Jurídico da APDSI reúne-se para novos desafios



No âmbito da reestruturação que a APDSI tem vindo a fazer desde o segundo trimestre do ano, com especial foco nos Grupos Permanentes, o Fórum Jurídico (anterior grupo e-Justiça) voltou a reunir-se em setembro, juntando diferentes gerações de membros e abrindo novas perspetivas de atuação no âmbito do direito informático.

A reunião teve por objetivo incentivar a produção de novos estudos, conferências e tomadas de posição, analisando-se as várias áreas de preocupação, desde a segurança e autenticação, até aos direitos de autor, passando pelos procedimentos judiciais ou o Citius, por exemplo.

A reunião proporcionou uma troca de experiências e balanço sobre os últimos acontecimentos marcantes nesta área.

Recorde aqui o estudo e-Justiça de 2012 onde a APDSI já fazia referência à urgência da adoção de sistemas de gestão documental em Portugal.

Pode inscrever-se aqui num dos Grupos Permanentes da APDSI.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Novos desafios de formação e emprego no Governo francês


O Governo francês lançou uma nova plataforma para responder aos novos desafios da formação e emprego.

A CPA (Conta Pessoal de Atividade Profissional) tem uma abordagem citizen-centric e quer levar empresas e entidades governamentais a aceitarem os novos desafios desta transformação digital ao nível da formação e emprego.

A CPA está a aberta a todos os profissionais (setor privado, público, empregados por conta própria, à procura de emprego) e permite fazer a própria gestão de carreira. Os cidadãos podem decidir se querem obter formação, receber acompanhamento num projeto de criação de uma start-up, certificação de competências, transferências para part-time ou reforma antecipada, por exemplo.

O portal cruza diferentes bases de dados e recolhe os dados gerados durante a navegação dos utilizadores. Estas informações estão acessíveis a programadores externos para que estes criem novos serviços digitais e expandam a oferta da CPA. Esta é uma plataforma assente em APIs, adaptável a utilizações futuras e que permite ampliar o seu conhecimento e proposta de valor em benefício de todos.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Bruxelas quer criar agência europeia contra ciberataques



A Comissão Europeia propôs a criação da Agência da União Europeia (UE) para a Cibersegurança para melhorar a resposta e a prevenção contra ameaças através das tecnologias digitais na União Europeia. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

Para dotar a Europa de instrumentos adequados para lidar com os ciberataques, a Comissão Europeia propôs medidas destinadas a reforçar o setor da cibersegurança na UE e que incluem um novo sistema europeu de certificação que garanta que os produtos e serviços no mundo digital são seguros.

A agência terá por base a atual Agência para a Segurança das Redes e da Informação e receberá um mandato permanente para ajudar os Estados-membros a prevenirem e a responderem eficazmente aos ciberataques. Está também prevista uma melhor partilha de informações e conhecimentos sobre ameaças, por intermédio da criação de centros de partilha e análise de informações.

Por seu lado, o reforço da capacidade da UE para a cibersegurança passará, segundo a proposta, pela criação do Centro Europeu de Investigação e de Competências em matéria de Cibersegurança, um projeto-piloto a ser lançado no próximo ano.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Scrumday Portugal nos dias 2 e 3 de outubro


A Scrumday Portugal vai realizar-se no auditório da EDP, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, nos dias 2 e 3 de outubro.

Como gerir informação, modelar agilidade e automatizar processos são os principais focos da conferência apoiada pela APDSI.

Ao participar na SCRUMDAY PORTUGAL® 2017 - edição de Lisboa, os responsáveis pelas áreas tecnológicas das empresas têm a oportunidade de contactar líderes de pensamento técnicos e executivos que tenham necessidades e planos específicos para implementar práticas ágeis nos seus respectivos negócios.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Sócios da APDSI com desconto na inscrição no IDC Directions 2017



O IDC Directions 2017 vai realizar-se no dia 19 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril.

A APDSI proporciona aos seus sócios o acesso ao evento a um preço especial, com 50% de desconto.

Nesta 20.ª edição, o IDC Directions, o principal evento de TIC e Transformação Digital em Portugal, vai dar a conhecer as principais orientações sobre como devem os executivos nacionais liderar a estratégia de Transformação Digital (DX) das suas organizações. Qualquer que seja o seu papel na economia digital, o IDC Directions 2017 irá disponibilizar-lhe insights pertinentes sobre o futuro próximo.

O IDC Directions 2017 pretende partilhar as principais previsões da IDC e dos principais players do setor para o mercado global, no que diz respeito ao próximo capítulo da 3.ª Plataforma Tecnológica, dos Aceleradores de Inovação e da transformação digital das organizações a decorrer no período compreendido entre 2017 e 2020.

Ao fazer aqui a sua inscrição reforce que se inscreve enquanto associado da APDSI.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

APDSI coorganiza edição de 2017 da iniciativa portuguesa sobre Governação da Internet



A Iniciativa Portuguesa sobre a Governação da Internet é uma plataforma nacional de diálogo que reúne atores sociais, públicos e privados e a sociedade em geral para informar, refletir e debater de forma aberta e interativa, a temática da Governação da Internet, cada vez mais relevante nos panoramas nacional e internacional.

A edição de 2017 é coorganizada pela ANACOM, APDSI, DNS.PT, FCT, IAPMEI e pela ISOC Portugal, e decorrerá em Lisboa, nas instalações do IAPMEI, no dia 29 de setembro de 2017.

Veja aqui o programa completo e faça a sua inscrição.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Laboratório de realidade virtual mais avançado da Península Ibérica inaugurado hoje em Vila Real


O laboratório de realidade virtual mais avançado da Península Ibérica foi inaugurado hoje, em Vila Real, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

Localizado na Escola de Ciência e Tecnologia (Polo I) no campus da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), em Vila Real, o novo laboratório do INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência) representa um investimento de cerca de 700 mil euros, segundo a mesma nota.

O MASSIVE Virtual Reality Laboratory distingue-se por estudar a estimulação dos cinco sentidos em aplicações de Realidade Virtual, não só no que diz respeito à investigação fundamental, mas também a um nível aplicacional: "o fator diferenciador do MASSIVE está na produção de soluções de realidade virtual multissensorial que permitem criar ambientes mais credíveis e eficazes em áreas como a educação, treino e certificação, indústria, turismo ou saúde".

O laboratório está equipado com as mais recentes tecnologias na área da Realidade Virtual, que se encontram organizadas em quatro espaços diferentes: sala experimental, sala experimental multissensorial, sala de controlo e sala de questionários. O objetivo, agora, é tornar o laboratório um espaço aberto à colaboração com a comunidade académica e industrial.

Atualmente estão já a decorrer três projetos no laboratório. Veja, mais abaixo, um vídeo que mostra as diversas valias do MASSIVE.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Bruxelas aplica multa recorde à Google


A Comissão Europeia multou a Google num valor recorde de 2,4 mil milhões de euros, por práticas anti concorrenciais mas a gigante tecnológica vai recorrer. A notícia está a ser veiculada pela imprensa internacional.

A Google quer reverter a decisão ou, pelo menos, reduzir o valor da multa imposta por Bruxelas, por abuso de posição dominante nas pesquisas relacionadas com comparadores de preços.

A sanção foi a maior de sempre por práticas anti concorrenciais alguma vez imposta pela Comissão Europeia. "A Google abusou da sua posição dominante no mercado de motor de busca, conferindo uma vantagem ilegal a outro produto Google, o seu próprio serviço de comparação de preços", lê-se no comunicado oficial da decisão.

Margrethe Vestager, comissária europeia para a Concorrência, criticou a estratégia da empresa para o seu serviço de comparação de preços, que "não era apenas a de atrair clientes tornando o seu produto melhor do que o dos seus concorrentes". Em vez disso, "a Google abusou da sua posição dominante no mercado na vertente de motor de busca, promovendo o seu próprio serviço de comparação de preços nos seus resultados de pesquisa e despromovendo os dos concorrentes", acrescentou a responsável.

A concorrência na atualidade económica já merecia a atenção da APDSI em 2007. Recorde aqui.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Até dia 30 pode manifestar-se sobre o Regulamento Geral de Proteção de Dados



O Regulamento Geral de Proteção de Dados, que vai ter efeitos práticos a partir de 25 de maio de 2018 e grandes implicações na forma como os dados pessoais são tratados, está a trazer algumas preocupações, sobretudo para as empresas que passam a estar sujeitas a multas elevadas (podem chegar aos 20 milhões de euros).

Enquanto a transposição da diretiva está a ser preparada, os interessados podem pronunciar-se sobre algumas das opções a seguir, no site do Governo, até 30 de setembro.

Novas regras na forma de tratamento dos dados pessoais, na aplicação do direito ao esquecimento e na portabilidade da informação estão no centro do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados que foi definido pela Comissão Europeia e que tem de ser transposto para a legislação portuguesa.

Vários estudos e análises realizadas em Portugal mostram que as empresas e o sector público estão pouco preparados para as novas regras do RGPD, apesar do conhecimento e da importância reconhecida do tema. O Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), a Associação para a Promoção e desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) e a Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG) divulgaram recentemente um estudo que mostra que das mais de 1.600 pequenas e médias empresas inquiridas apenas 3% tinham um plano a decorrer para garantir conformidade com o RGPD em maio de 2018. 44% admitiram não ter qualquer plano, enquanto cerca de 14% referem ter apenas ações pontuais em áreas específicas.

Na informação partilhada destacam-se algumas das áreas onde há que tomar opções, nomeadamente o tratamento de dados genéticos, biométricos e de saúde, o tratamento de dados em contexto laboral, o consentimento das crianças e a idade mínima a aplicar, o direito à portabilidade e ao apagamento dos dados, conhecido como o direito a ser esquecido.

No ano passado a APDSI organizou a conferência "Novo Regulamento de Proteção de Dados - Preocupações, desafios e oportunidades para as empresas" que pode recordar aqui.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Conferência e-Government 2017 - A transformação digital do Estado e o desenvolvimento da Sociedade



A APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - organiza a conferência "e-Government 2017 - A transformação digital do Estado e o desenvolvimento da Sociedade".

O evento realiza-se no dia 4 de outubro, entre as 8h30 e as 13h00, no Auditório da Torre do Tombo, em Lisboa, sob coordenação dos Grupos Permanentes "Democracia, Administração e Políticas Públicas" e "Desmaterialização e Gestão de Processos" da Associação.

A Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, vai estar presente na sessão de abertura.

Desde o início da simplificação e modernização administrativa até se chegar à transformação digital, muitas iniciativas têm sido feitas nas últimas décadas e muitas se preparam para o futuro próximo, no âmbito de um Governo eletrónico, desejavelmente ao serviço da Sociedade Civil. Neste momento, a APDSI considera ser pertinente avaliar o impacto dessa evolução nos cidadãos e empresas, ponderando e propondo opções que reforcem a competitividade e a sustentabilidade dos nossos agentes económicos.

Mais do que procurar aferir o sucesso do que foi feito, importa delinear estratégias que, além do Estado, vejam a sociedade como um todo. Mais do que comunicar a missão de cada uma das organizações do Estado, importa debater com os cidadãos que as integram que ações futuras se pretendem e quais os efeitos que delas esperamos. Mais do que um evento para o Estado, pretende-se que este seja um evento para todos, sobre o papel do Estado na transformação digital da Sociedade.

No final da sessão é feita a entrega do "Prémio APDSI e-Gov 2017" ao projeto que a Associação entende que, em 2017, se destacou na área do e-Government.

Consulte o programa detalhado no site oficial da APDSI.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e devem ser feitas aqui.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Site mostra o voto de cada deputado



Há um novo site que pretende pretende mostrar o trabalho dos deputados quase em tempo real. Hemiciclo.pt foi desenvolvido por David Crisóstomo e Luís Vargas e, segundo os próprios, tem por objetivo aproximar os cidadãos da democracia.

Ao Diário de Notícias, Luís Vargas disse acreditar que o hemiciclo.pt pode criar «uma grande afinidade pelo nosso regime democrático. Há sempre a ideia de que não se sabe bem o que se passa ali, há uma falta de informação do que se passa no Parlamento».

Os autores do site admitem que, ao navegar no site oficial da Assembleia da República, qualquer cidadão «experimenta uma grande dificuldade» em pesquisar informação, nomeadamente sobre quem votou o quê. O hemiciclo.pt surge na sequência da petição n.º 405/XII, entregue a 13 de junho de 2014 na Assembleia da República, com o título "Saber como votam os representantes do povo". «A própria Constituição prevê isso e a República Portuguesa assinou um acordo europeu que garante esse nível de transparência», explicou Luís Vargas ao DN.

Perante isto, David Crisóstomo, estudante finalista de Economia, e Luís Vargas, designer industrial de formação, hoje mais dedicado à informática e ao webdesign, imaginaram um site que pudesse responder a esta falta de transparência do site oficial. «Foi o desafio inicial, mas depois pensámos fazer mais com esta informação recolhida», apontou.

Crisóstomo e Vargas fazem questão de sublinhar que o site não tem qualquer ligação política: «É uma coisa mais sóbria, sem opinião. O objetivo é ser completamente neutro. Independentemente das nossas orientações ideológicas, este será um bom contributo para aproximar os cidadãos da política», concluem, à publicação.

Já este ano a APDSI também se debruçou sobre a presença e desempenho político online na conferência "Voto Eletrónico Para Todos os Portugueses".

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Empresa de tecnologia de segurança cibernética alerta para os riscos de robôs



Robôs e "zonas escuras" das estruturas de TI agravam ambiente de risco online. O alerta foi deixado no relatório "Vetores de Risco Cibernético", relativo ao primeiro semestre de 2017, da Aker N-Stalker, empresa de tecnologia de segurança cibernética.

Segundo o documento, que foi apresentado publicamente em São Paulo, no Brasil, no encontro "Gartner Security & Risk Management Summit 2017", as vulnerabilidades aumentam devido a erros banais como passwords fracas, acesso e downloads de arquivos de origem desconhecida e sobre-exposição nas redes sociais. A empresa elaborou, entretanto, uma lista com os procedimentos adequados a adotar online que pode consultar aqui.

O ambiente online, segundo o estudo, vai-se tornando mais complexo a partir de novos alvos de cobiça, como as bitcoins, o uso de engenharia social e a criação de avatares falsos.

O documento também destaca como problemas crescentes o emprego da inteligência artificial e da robótica pela comunidade do crime e a exploração de dados empresariais de valor a partir de "ondas escuras" das estruturas de TI, que aumentam com a expansão da nuvem e do emaranhado de dados velozes do ambiente da big data.

O avanço da Internet das Coisas (IoT), um fenómeno até há pouco tempo encarado como tendência de futuro, mas hoje uma realidade presente nos lares, escritórios, fábricas e comboios, navios e estradas, é outro vetor emergente reportado no relatório.

Em combinação com essas tendências, os criminosos recorrem a tecnologias cada vez mais sofisticadas, como a engenharia social, a análise preditiva de padrões e técnicas de criptografia para apropriação e controlo de servidores de terceiros.

Para Rodrigo Fragola, CEO da Aker N-Stalker, as empresas de tecnologias têm de ter um papel mais ativo na disseminação de práticas de segurança cibernética, não só para grandes empresas, mas principalmente para as PMEs, que constituem os elos mais fracos da rede.

De recordar que a APDSI, através do Grupo Segurança na Sociedade da Informação (GSSI), realizou a conferência "Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação - Lições Aprendidas 2015" a 16 de dezembro de 2015. Questões como a privacidade e segurança e os respetivos impactos na economia e na sociedade foram debatidas na altura.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Plataforma Digital da Justiça «facilita o acesso a informação e a serviços como certidões judiciais»



O Governo acredita que a Plataforma Digital da Justiça, lançada na terça-feira, dia 29 de agosto, terá adesão quer de utentes quer de profissionais do setor, já que facilita o acesso a informação e a serviços como certidões judiciais.

Em declarações à imprensa, a secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, sublinhou que a criação desta plataforma permite "melhorar e agregar toda a informação" e serviços online da justiça destinados aos cidadãos e profissionais ligados ao setor.

"Por outro lado, permite fazê-lo com uma linguagem e com uma simplicidade que eu diria que é 1, 2, 3, 4, ou seja pedir, processar, pagar e receber", explicou Anabela Pedroso, referindo que esta "transformação digital" implicou um investimento de 520 mil euros, com verbas provenientes do Fundo de Modernização da Justiça.

A mesma responsável vincou que não se trata de um portal, que é sempre visto como uma coisa "estática", mas de uma plataforma dinâmica que pretende aproximar-se das pessoas, quer na área dos tribunais, quer dos registos ou de outras atividades do Ministério da Justiça.

Afastando a ideia de "complexidade" por vezes associada à utilização dos serviços online, a plataforma agora estreada permite, por exemplo, pedir uma certidão judicial eletrónica, pedir o registo criminal ou saber o estado em que se encontra um determinado processo executivo (cobrança de dívidas e penhoras).

Anabela Pedroso admitiu que esta plataforma digital ajudará a desanuviar o atendimento presencial de pessoas que se deslocam à Loja do Cidadão e a outros serviços da justiça para pedir os mesmos documentos que agora podem ser obtidos online.

"Hoje em dia temos uma enorme afluência de público aos locais físicos para pedir o cartão de cidadão, o passaporte ou a certidão", reconheceu a governante, observando que a plataforma digital pode desempenhar um papel importante no agendamento de quem pretende deslocar-se a uma Conservatória ou a uma Loja do Cidadão para tratar de um serviço ligado à justiça.

Como teste, a certidão judicial eletrónica já foi lançada há alguns dias, tendo Anabela Pedroso avançado que já houve cerca de 2.500 pedidos, o que traduz a "adesão absoluta" por parte de advogados e outros profissionais da justiça.

O passo seguinte, disse, é alcançar a adesão dos cidadãos num país em que existem cerca de 5,5 milhões de utilizadores de Internet.

A secretária de Estado reconheceu, contudo, que um produto como este só vai ter sucesso se continuar a apresentar "melhores serviços e cada vez mais céleres e simples" para os cidadãos, beneficiando a simplicidade, sem prejudicar a segurança jurídica.

De recordar que a "Justiça Eletrónica" foi uma das áreas mais explorada pela APDSI nos últimos anos. Em 2012 foi apresentado o estudo "e-Justiça II", como pode ver aqui.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ANACOM tem novo presidente


A Anacom tem um novo presidente. Em nota enviada à imprensa, a Autoridade Nacional de Comunicações informa que João Cadete de Matos é o novo líder do regulador, sucedendo a Fátima Barros.

Também se sabe que no primeiro semestre do ano o regulador das comunicações aplicou coimas no valor de 1,68 milhões de euros em 53 infrações. Um ano antes, não chegou ao milhão de euros. E enquanto a ERC analisa a operação de compra da Media Capital pela Altice (que detém a PT), a administração do grupo de media mostra-se confiante de que a política de recursos humanos que a Altice seguirá beneficiará os trabalhadores e trará mais oportunidades de negócio na área dos media. Considera ainda que o preço acordado é adequado, mas que podia ser mais alto.

Já a Altran Portugal promete realizar em Lisboa uma das iniciativas de recrutamento de eleição para as áreas de engenharia e tecnologia na zona centro do país. O TECH Sunset vai decorrer a 5 de setembro e tem mais de 40 propostas de emprego para os jovens talentos. 



quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Elon Musk diz "não" a soldados-robô


Elon Musk e Mustafa Suleyman estão a intervir junto da ONU numa tentativa de proibir o desenvolvimento e utilização de armas inteligentes e autónomas, capazes de disparar mísseis sozinhas. A notícia é do site The Verge.

De recordar que o primeiro polícia-robô começou a funcionar no Dubai em maio.

A eventual criação de soldados-robô está a ser discutida nas Nações Unidas mas encontra resistência por parte de alguns nomes bem conhecidos da comunidade tecnológica, sobretudo da inteligência artificial, como Elon Musk, o empresário e milionário responsável pela Tesla, e de Mustafa Suleyman, fundador da empresa de inteligência artificial DeepMind Technologies, que foi comprada pela Google.

Os dois empresários juntaram-se a outros 116 especialistas de 26 países para alertar a ONU sobre os perigos de dotar máquinas de guerra com inteligência artificial. Esta espécie de "abaixo-assinado" pede para que seja proibida a utilização e o desenvolvimento de soldados, veículos, drones e armas que não dependem de mão humana. Apesar das críticas de que Elon Musk está a ser alvo, por querer desenvolver um carro 100% autónomo, o empresário defende-se dizendo que o caso muda de figura quando o assunto são máquinas autónomas capazes de disparar armas e de tomar essa decisão sozinhas. «É preciso distinguir um carro autónomo de outro que, sem intervenção humana, decide disparar um míssil», afirma.

A ONU aprovou recentemente a abertura de discussões formais sobre o tema com o objetivo de regulamentar este tipo de armamento: drones, tanques e robôs.

«Assim que forem desenvolvidas armas autónomas e letais, estas vão permitir levar a cabo conflitos armados numa escala nunca antes vista e numa dimensão temporal nunca imaginada, mais rápida do que a compreensão humana. Podem ser armas de terror, armas vulneráveis a hacks e utilizadas por terroristas contra populações inocentes. Não temos muito tempo para agir», lê-se na carta assinada pelos dois e enviada à ONU.

Já Manuela Veloso, professora da americana Carnegie Mellon University (CMU) e co-fundadora da RoboCup Federation,  disse, no workshop da APDSI a 24 de maio que «não estamos habituados a ver robôs a andarem ao nosso lado como se fossem pessoas ou animais». Leia a documentação resultante desse evento aqui.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Há nova versão da plataforma SaphetyGov


A versão 6 da SaphetyGov, a plataforma eletrónica de contratação pública da Saphety, já está disponível e tem uma nova área dedicada a fornecedores da administração pública.

O novo SaphetyGov, que surge com uma imagem renovada e várias melhorias, disponibiliza ainda uma nova área relativa a serviços avançados. Segundo a PC Guia o objetivo da nova versão é facilitar a interação entre os fornecedores e entidades adjudicantes.

Os utilizadores podem aceder às novas funcionalidades de pesquisa por categoria ou localização.

A disponibilização destes serviços na plataforma SaphetyGov traz, segundo a Saphety, «novas vantagens para o setor empresarial, com o objetivo de simplificar os processos desempenhados pelas empresas que estabelecem relações comerciais com a administração pública».

De recordar que, em 2014, a APDSI abordou precisamente os recursos do Estado, através de uma apresentação de Jaime Quesado, presidente da ESPAP, na conferência intitulada "Administração Pública Eletrónica 2014 - O que falta fazer?".

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Brasil na lista de países com a Internet mais lenta



O Brasil é um dos países com a mais lenta velocidade de ligação à Internet. Um estudo feito este mês pela Ookla coloca o Brasil na 70.ª posição do mundo em termos de velocidades de ligações fixas e móveis à Internet.

Face a anos anteriores, a Internet brasileira tem visto a sua velocidade subir muito lentamente ao longo do tempo. As ligações são tão fracas que colocam o país atrás de territórios menos desenvolvidos como o Líbano, a Guatemala, o Perú, a Malásia, a Bósnia e o Sri Lanka, entre outros.

Se analisarmos as velocidades de acesso à Internet por banda larga fixa, o Brasil fica na 72.ª posição entre os 133 países do ranking. As velocidades médias de download são de 16,42 Mbps e de 6,46 Mbps de upload. No ano passado indicavam 13,57 Mbps para download e 4,92 Mbps para upload.

No que diz respeito à Internet móvel, a posição é ainda mais baixa: a 76.ª posição, mas que ainda assim apresenta uma evolução mais rápida. Em julho deste ano registou-se uma velocidade média de ligação de download de 14,91 Mbps e de 5,93 Mbps de upload, valores superiores aos do período homólogo em que se verificavam 11,49 Mbps para download e 4,31 Mbps para upload.

A Internet fixa mais rápida do mundo está na Singapura: 154,38 Mbps de download e 151,64 Mbps para upload.

Em Portugal as velocidades médias de acesso à Internet têm descido. Este ano a Internet móvel registou valores mais lentos o que levaram o país a perder seis lugares na classificação (19,86 Mbps). Do lado da Internet fixa, a perda não foi tão significativa: apenas duas posições.

De recordar que, em 2011, já a APDSI debatia questões relacionadas com as diferenças de velocidade nos acessos à Internet em Portugal no evento "Net Neutrality - Neutralidade da Internet: Problemática, estado da arte em Portugal".

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Gurus mundiais da tecnologia na Alfândega do Porto a 20 de setembro



A 3.ª edição da Porto Tech Hub Conference terá lugar no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, onde a 20 de setembro são esperados mais de 1000 espectadores para assistir à conferência internacional que, desde 2015, reúne no Porto alguns dos mais reputados especialistas mundiais da área tecnológica para debater e apresentar as últimas tendências do setor.

Este ano, o maior evento de tecnologia realizado no Porto vai estrear um novo formato, apresentando oito oradores que vão abordar, ao longo de um dia inteiro, temas diversos que vão do conteúdo técnico, a tendências tecnológicas, passando por perspetivas mais abrangentes sobre as tecnologias de informação.

A associação Porto Tech Hub, entidade organizadora do evento, já revelou os nomes dos primeiros três oradores com presença confirmada na edição de 2017: Simona Cotin, Cloud Developer Advocate da Microsoft; Benjamin Fuentes, Bluemix & Blockchain Advocate da IBM; e Simon Ritter, Deputy Chief Technology Officer da Azul Systems.

Depois de, na última edição, ter contado com a participação de speakers nacionais e internacionais de empresas de renome, como a Google, Spotify, The Guardian, Facebook e Ebay, a Porto Tech Hub assegura que,  nas próximas semanas, serão anunciadas mais surpresas.

«No ano passado tivemos 650 pessoas no Hard Club e uma procura largamente superior à nossa capacidade, pelo que este ano optamos por um local maior. Por outro lado, entendemos abandonar a realização de conferências em simultâneo, para permitir que todos os participantes possam ouvir todas as talks, não tendo que optar entre duas em que gostariam de estar presentes», destaca Paula Gomes da Costa, presidente da associação Porto Tech Hub, em comunicado enviado à imprensa.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Em novembro a APDH fala sobre "Integração de Cuidados e Literacia em Saúde"



A APDH - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar - está a organizar a Conferência "Integração de Cuidados e Literacia em Saúde - Capacitar o Cidadão no SNS", em colaboração com o Núcleo de Apoio Estratégico do Ministério da Saúde (MS) e o patrocínio institucional da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em simultâneo vai também decorrer a 11.ª edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde®, nos dias 23 e 24 de novembro, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa - ESTeSL.



sábado, 5 de agosto de 2017

Portugal ganha duas medalhas de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017


O secretário de Estado da Educação, João Costa, e o presidente da Direção da APDSI, Luís Vidigal, estiveram na passada sexta-feira, dia 4 de agosto, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para receber a equipa portuguesa que representou Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática que decorreram em Terrão, no Irão.

Portugal conquistou duas medalhas de bronze. Os alunos premiados foram Duarte Nascimento, aluno do 12.º ano da Escola Secundária da Amadora, e Henrique Navas, aluno do 12.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa.

Já a 10 de junho, os oito primeiros classificados da Final das Olimpíadas Nacionais de Informática participaram no CIIC (Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação), cujas medalhas foram também entregues na cerimónia de encerramento das IOI’ 2017. Esta competição internacional juntou 96 concorrentes oriundos de 13 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Perú, Portugal, Porto Rico, República Dominicana e Irlanda (como país convidado).

Aqui, Portugal obteve cinco medalhas, sendo que duas medalhas de prata foram conquistadas por Kevin Pucci e Henrique Navas e as três medalhas de bronze foram obra de Guilherme Penedo, Duarte Nascimento e Tiago Verdade.

O Secretário de Estado da Educação tem vindo a manifestar o seu apreço pelos jovens em várias iniciativas. Sobre a sua presença na informática, João Costa já admitiu em diversas ocasiões ser uma área fundamental para o desenvolvimento de competências importantes para o futuro da população mais jovem.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Reino Unido está a fazer uma consulta pública sobre Inteligência Artificial


O governo inglês quer saber quais as consequências económicas, éticas e sociais que a introdução de sistemas de inteligência artificial poderá ter na economia. Para isso, segundo a imprensa britânica, o comité da Câmara dos Lordes para a Inteligência Artificial (IA) convocou especialistas e outros cidadãos para uma consulta pública, sobre os sistemas e sua aplicação, assim como "soluções pragmáticas" para eventuais problemas.

No grupo inclui-se o debate de assuntos como o surgimento monopólios por parte das grandes empresas e os naturais benefícios a eles associados. Também pode vir a ser necessário uma maior compreensão pública sobre a IA e surge a hipótese de o governo ter de desempenhar um papel na regulação da utilização dos sistemas.

A medida surge numa altura em que a IA está a atrair cada vez mais a atenção do setor das TIC, dos decisores políticos, mas também do público em geral. "O comité pretende usar os resultados da consulta para perceber que oportunidades existem para a sociedade no desenvolvimento e uso da IA, assim como os riscos quem podem existir", descreve o presidente do comité, Lord Timothy Clement-Jones, em comunicado.

Num estudo, a Royal Society recomendou o planeamento e gestão cuidadosas da implantação da tecnologia para garantir que os benefícios sejam partilhados pela sociedade.

O comité prevê apresentar os contributos até setembro e conclusões até março de 2018.

Em maio a APDSI também abordou, em conferência com a professora Manuela Veloso, os possíveis problemas e consequências adversas e favoráveis da inteligência artificial e da robótica. Encontra todos os resultados da conferência aqui.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Olimpíadas Internacionais de Informática começam hoje em Teerão


Começam hoje em Teerão, no Irão, as Olimpíadas Internacionais de Informática. Portugal vai estar representado por quatro alunos do 10.º e 12.º anos de escolaridade. São eles: Henrique Navas, Duarte Nascimento, Kevin Pucci e Guilherme Penedo.

Kevin Pucci, de 15 anos, e Henrique Navas, de 17 anos, já conquistaram duas medalhas de bronze nas Olimpíadas Internacionais da Matemática que decorreram também este mês no Rio de Janeiro, Brasil. Ambos conquistaram uma medalha de bronze cada.

De recordar que os alunos finalistas foram apurados nas Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI'2017), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional. Desde 1992 que Portugal participa neste evento internacional.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Estratégia para as TIC até 2020 tem três eixos principais



Foram aprovados em Conselho de Ministros, de 2 de março, e publicados ontem em Diário da República, como Resolução do Conselho de Ministros n.º 108/2017, a Estratégia TIC 2020 e os respetivos Planos de Setorias TIC de cada uma das 17 áreas governamentais.

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 33/2016, de 3 de junho, constituiu o grupo de projeto denominado «Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Pública» (CTIC), que, em cumprimento desta resolução, elaborou a Estratégia TIC 2020, assente em três eixos específicos que consagram doze medidas concretas que é aprovada pela RCM 108/2017.

Além de aprovar a Estratégia TIC 2020 e os Planos Sectoriais TIC, a RCM determina que a AMA, I.P. será responsável por efetuar a monitorização dos mesmos, os Representantes Ministeriais publicam anualmente Planos de Projetos e Investimentos TIC e que a implementação da Estratégia deve ser concluída até 31 de dezembro de 2020.

A Estratégia para as TIC até 2020 reparte-se em três eixos principais:
- A promoção da integração e da interoperabilidade;
- Inovação e competitividade, em torno das quais se agregam mais de 500 medidas transversais e setoriais;
- O uso de realidade aumentada no desenho físico de novos serviços, por exemplo, através da utilização na prototipagem de espaços de atendimento ao cidadão.

Leia aqui o documento com toda a Estratégia.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Debate na SEDES sobre "Novo Paradigma Para a Credibilidade do Estado"


A SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social vai promover um debate destinado a discutir a importância da credibilização do Estado intitulado "Novo Paradigma para a Credibilidade do Estado". O encontro vai realizar-se na próxima quinta-feira, dia 27 nas instalações da SEDES - Rua Duque de Palmela, 2 - 4.º Dt.º, Lisboa.

O debate realiza-se entre as 18h30 e as 20h00.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição para o mail conferencias@sedes.pt.

PROGRAMA

PAINEL I - Reflexão sobre a situação atual

- A Credibilidade do Estado - por Pedro Borges de Lemos
- A Comunicação Social na Credibilidade da Governação e das Instituições - pelo Diretor do Jornal "O Público"
Moderadora - Isabel da Veiga Cabral

PAINEL II - Contributos para a criação de um novo paradigma

Regulamentação - Responsabilização e Criação de um Código de Conduta - por Eduardo Vera Cruz Pinto
- A Sociedade Civil Como Entidade Fiscalizadora Independente: Papel da SEDES - por Álvaro Beleza - SEDES
Moderadora - Marta Rangel