quinta-feira, 27 de abril de 2017

APDSI assinalou o Girls in ICT Day 2017



A APDSI associou-se, novamente, à iniciativa mundial da União Internacional de Telecomunicações (UIT), "Girls in ICT", para aumentar a voz feminina na Sociedade da Informação. Reconhecendo a relevância deste dia, a APDSI organizou, com o Fórum dos Cidadãos, uma sessão de trabalhos no ICT Day - 27 de abril, na Universidade Lusófona, em Lisboa.

A sessão, dinamizada por Lourenço Jardim de Oliveira, em representação do Fórum dos Cidadãos, teve como preocupação fundamental contrariar o reduzido número de mulheres em cursos e carreiras ligadas às tecnologias de informação e comunicação.

A sessão de trabalho contou com a contribuição de uma dezena de cidadãos, direta, ou indiretamente, ligada ao mundo das TIC que identificaram cinco propostas concretas:

- Criar uma disciplina com o objetivo de transmitir aos alunos do 7.º, 8.º e 9.º ano informação de diversas áreas profissionais e vias de ensino disponíveis;
- Produzir um estudo para entender as razões pelas quais as raparigas não escolhem percursos escolares na área das TIC;
- Fazer vídeos publicitários com uma mensagem forte e provocadora que, subtilmente, veiculem a ligação entre mulheres e as TIC;
- Incluir papéis de mulheres com ocupações ligadas às TIC em séries televisivas, campanhas publicitárias e documentários;
- Criar uma coleção de livros de aventura em que as personagens femininas sejam as heroínas e utilizem as tecnologias para atingir os seus propósitos.

Para a elaboração destas propostas contribuíram Clara Celestino, Senior HR Manager da Microsoft, Ana Gato, docente em representação da ANPRI, João Baracho, diretor executivo da CDI Portugal, Leonor Almeida, docente e investigadora do INDEG-ISCTE, Margarida Teixeira, editora na Máquina de Voar, Maria Carolina de Menezes, aluna da Universidade Lusófona, Nuno Vinagre, HR Director da Critical Software, Paula Fernandes, do grupo Geek Girls PT, Vera Gouveia Barros, técnica superior no Ministério das Finanças, e Winnie Picoto, docente e investigadora do ISEG.

Outra iniciativa que a APDSI realizou neste Girls in ICT Day, foi a oferta de um desconto na inscrição anual de sócia de todas as mulheres que se juntaram à Associação a 27 de abril. A inscrição foi de cinco euros, ao invés dos habituais 30, num primeiro ano de anuidade.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Prémio APDSI Simplex 2017


A APDSI está a promover o "Prémio Simplex 2017", destinado a todos os organismos públicos envolvidos nas medidas Simplex+ 2016-2017.

As candidaturas são institucionais, podendo ser apresentadas por dirigentes ou técnicos. As medidas Simplex+ candidatas ao "Prémio Simplex 2017" têm de envolver, obrigatoriamente, a utilização de tecnologias da informação.

As candidaturas são apresentadas através do preenchimento de um formulário eletrónico disponível aqui até ao dia 19 de maio deste ano.

Poderá ser atribuído um prémio de excelência global e mais três prémios distribuídos por cada uma das seguintes categorias:
• Orientação ao Cidadão
• Inovação Tecnológica
• Impacto Económico e Social

Cada iniciativa poderá concorrer a mais de uma categoria.

O júri irá avaliar as candidaturas segundo os seguintes critérios:
• Orientação aos eventos de vida dos cidadãos ou das empresas
• Partilha de dados (only once)
• Utilização e/ou disponibilização de dados abertos
• Reengenharia de processos (eliminação de certidões e comprovantes em papel)
• Segurança e Privacidade
• Conformidade com o Regulamento Geral da Proteção de Dados
• Usabilidade
• Inovação Tecnológica
• Esforço e eficiência na utilização de Recursos
• Impacto Social e Económico

A avaliação será efetuada por análise documental, experimentação e, quando necessário, entrevista com o(s) proponente(s).

O júri é composto por cinco personalidades independentes de reconhecido mérito em áreas relacionadas  com a administração pública eletrónica.

Os prémios são de natureza simbólica e não pecuniária e vão ser entregues na conferência anual da APDSI e-Government 2017,  a realizar em junho de 2017.

Consulte aqui o regulamento.

Tomada de Posição da APDSI sobre a resolução do Conselho de Ministros "Papel Zero"


Considerando as orientações expressas na RCM n. 51/2017 para a desmaterialização dos processos da administração pública, a APDSI manifestou-se numa Tomada de Posição que pode ler aqui.

A partir desta Tomada de Posição pública, a APDSI propõe-se promover o debate entre o estado, as forças políticas, as empresas TIC, os profissionais e a sociedade civil em geral, colaborando ativamente em todas as iniciativas públicas e privadas, conducentes à efetiva desmaterialização e gestão dos processos da administração pública, internamente e nas suas relações com os cidadãos e agentes económicos, evitando-se criar uma nova "burocracia eletrónica", mais dispendiosa e caótica, contribuindo de forma efetiva e sustentável para a transformação digital e para o crescimento económico do país.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

itSMF Portugal organizou mais um encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT..."



A edição de abril de 2017 da iniciativa da itSMF Portugal, intitulada “IT’S TIME TO TALK ABOUT”, realizou-se no passado dia 19 e foi dedicada ao tema “Privacy & Data Protect Management - Opportunities to increase Information Security”.

Durante cerca de duas horas, Otília Veiga (Comissão Nacional de Proteção de Dados), Sandra Ferreira (Microsoft Portugal) e Inês Oliveira, (Direção Geral da Política de Justiça), reuniram-se na Fundação Cidade de Lisboa para debater, de forma informal, as implicações do Novo Regulamento Europeu da Proteção de Dados, sob moderação de José Carlos Martins.

A segurança está hoje no topo das agendas das organizações e o objetivo da itSMF foi abordar o quanto se constitui como um elemento chave para a transformação digital do negócio, elemento de garantia da resiliência das infraestruturas, garante da proteção da informação e dos dados pessoais e de proteção de ativos críticos.

Inês Oliveira começou por fazer um enquadramento temporal para explicar que, atualmente, as empresas ainda têm que notificar o cliente e a Comissão Nacional de Proteção de Dados de cada vez que fizerem o tratamento de dados pessoais. «Com a entrada em vigor do Novo Regulamento Europeu da Proteção de Dados, este passo deixa de ser necessário mas se há quebras de segurança ou se se verificar o acesso ilegítimo aos dados, isso tem que ser comunicado», explicou. Na verdade, o novo regulamento entrou em vigor no ano passado mas prevê um período transitório de dois anos para a sua total aplicação, pelo que as organizações ainda têm algum tempo para se adaptarem às novas regras. 

A nova legislação contempla dois diplomas: um regulamento para entidades públicas e uma outra diretiva que se vai aplicar à Polícia, ao Ministério Público e aos Tribunais. É esta que carece de transposição para a legislação interna. É esta questão que pode motivar futuras discussões porque será o legislador nacional quem decide se as coimas de violação do regulamento de proteção de dados se aplicam a organismos públicos.

As Pequenas e Médias Empresas - PMES - estão obrigadas a cumprir, desde que estejam no território da União Europeia e/ou ofereçam serviços na União (mesmo que operem fora).

Outro elemento a ter em conta é a criação da figura de encarregado ou delegado de proteção de dados, que será obrigatório se a empresa tiver mais de 250 trabalhadores ou trate dados sensíveis - previstos e designados na Constituição Portuguesa.

Otília Veiga fez uma abordagem menos severa da aplicação do novo regulamento, lembrando que os dados só serão preservados o tempo necessário para o seu tratamento e que, para as empresas, também vai surgir a boa notícia do selo europeu de proteção de dados a que as empresas poderão candidatar-se. «Vai funcionar um pouco como hoje funcionam as ISOS - como os ISOs (International Organizations for Standardization). «Virão direitos novos mas mantém-se o princípio dos cidadãos poderem queixar-se de violação de dados pessoais. Posso, enquanto cidadão, queixar- me à autoridade local com agora com o acréscimo de ter mais direito à informação», ressalva a responsável. 

Com a aplicação do novo regulamento vão ser criados, acima de tudo, meios para tornar puníveis as violações porque «sem meios não se conseguem fazer valer direitos».

Já Sandra Ferreira lamenta, por um lado, que a mão pesada das multas leve as PMES a só pensarem na multa ao invés de pensarem em aumentar o cuidado com os clientes e os seus dados. «Hoje em dia já não temos controlo sobre onde andam os nossos dados. O regulamento é interessante para a salvaguarda dos meus direitos, enquanto cidadão, e pode ser visto como positivo no mercado competitivo», conclui.

No final foram resumidos os principais desafios que as empresas enfrentam neste momento:
- Fazerem o levantamento dos dados que tem e porque os tem;
- Criarem políticas internas de privacidade - os responsáveis devem saber o que significa, concretamente, estar protegido;
- Reverem os consentimentos com clientes e funcionários na ótica do novo regulamento, bem como a política de formação dos colaboradores;
- Fazerem uma avaliação de risco de segurança.
Esta foi a terceira edição do It’s Time To Talk About e reuniu cerca de uma centena de participantes.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Presidente da APDSI fala sobre "Interoperabilidade de sistemas de informação na Saúde: o estado da arte"


Luís Vidigal, o presidente da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, é o próximo convidado do ciclo de conferências "@rquivos em Saúde", agendado já para o dia 19 de abril sobre a temática "Interoperabilidade de sistemas de informação na Saúde: o estado da arte".

A decorrer no auditório da unidade de Faro do Centro Hospitalar do Algarve, pelas 14h30, a palestra vai abordar diversos temas e permitir a discussão em torno do elevado número de plataformas de hardware e software, da diversidade conceptual e multiplicidade de agentes na saúde (hospitais, centros de saúde, ordens profissionais, seguradoras, sistemas de pagamento, tribunais, utentes, entre outras), bem como sobre a necessidade de adoção de normas de interoperabilidade no setor, que potenciem a otimização, celeridade, eficiência e eficácia na troca de informação entre os demais intervenientes dos processos gerados.

A palestra será antecedida por uma apresentação do ciclo, a cargo da diretora do Serviço de Gestão Documental do CHAlgarve, Marisa Caixas. Com uma periodicidade mensal, este ciclo tem como grande objetivo reunir profissionais de saúde, gestores de informação e seus pares no setor público e privado para debater ideias, partilhar conhecimentos e disseminar boas práticas em torno da informação de saúde.

As inscrições, gratuitas, são abertas ao público em geral e a todos os interessados no temas mas carecem de inscrição prévia aqui.

itSMF Portugal volta a organizar mais um encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT..."


A itSMF Portugal organiza mais uma edição do evento "IT'S TIME TO TALK ABOUT...", desta vez sobre o tema "Information and Security Management - Privacy & Data Protect Management - Opportunities to increase Information Security". O encontro realiza-se na próxima quarta-feira, dia 19 de abril, na Fundação Cidade de Lisboa, no Campo Grande, a partir das 17h00.

A sessão "Privacy & Data Protect Management. Opportunities to increase Information Security", insere-se no Roadmap to SI/IT Management, Privacy & Security, constituída por duas sessões agendadas para março e abril de 2017. Nesta sessão serão abordados os seguintes temas:
- Impacto do novo Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD) nas organizações;
- Oportunidade de utilização de Data Loss Prevention (DLP) para evitar perdas de informação das organizações.

Agenda:
17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
17h30: Abertura por Rogério Costa, itSMF Portugal

17h35: Mesa de debate: "Security As a Service"
Moderador: - José Carlos Martins, Co-coordenador da iniciativa "It's Time To Talk About".
Painel de participantes:
- Dr.ª Otília Veiga, Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD)
- Eng.ª Sandra Ferreira, Microsoft Portugal
- Dr.ª Inês Oliveira, Direção Geral da Politica de Justiça (DGPJ)

19h00: Encerramento

Faça a sua inscrição aqui.

Portugueses vencem luta contra DRM


Foi aprovado pelo Parlamento um projeto de lei do Bloco de Esquerda que garante aos cidadãos a utilização livre de obras para fins de ensino e investigação científica, mesmo que estejam protegidas com DRM - Digital Rights Management - tecnologias de gestão de direitos de autor.

A totalidade das condições e permissões de utilização podem ser verificadas no artigo 75.º e seguintes do Código de Direito de Autor e Direitos Conexos.

O projeto de lei interdita ainda a colocação de DRM em obras no domínio público, assim como em obras editadas por entidades públicas ou com financiamento público. Ou seja, quer proibir a utilização deste tipo de tecnologias em obras que já não têm direitos de autor patrimoniais associados, porque o período legal já foi ultrapassado, por exemplo, ou que recorreram a dinheiros públicos, como é comum em trabalhos científicos.

Na sua essência, a nova lei introduz uma simples alteração: neutralizar o DRM não é ilegal se for feito como forma de conseguir exercer um ato por si só legal. O DRM continua a não poder ser quebrado para fins ilegais.



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Maria Manuel Leitão Marques defende o valor dos dados pessoais na saúde



A Ministra Maria Manuel Leitão Marques defende que os «dados de saúde são muito pretendidos e devem ser protegidos apenas para serem usados para tratar melhor a saúde dos utentes».

As declarações da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa foram feitas à margem da conferência Portugal eHealth Summit, que se realizou na passada semana, em Lisboa.

Para a ministra, «a ciência de dados vai ser provavelmente um desafio em muitos domínios para a administração pública, mas provavelmente aquele onde será mais importante é na saúde», adiantou.

Maria Manuel Leitão Marques sublinhou o benefício que é possível obter do tratamento da informação, nomeadamente para o desenvolvimento da ciência, ressalvando que nunca se deve identificar o titular.

Presente na cerimónia de abertura do Portugal eHealth Summit, o ministro da Saúde confirmou a aposta do Governo na transformação digital e disse que este país é hoje um exemplo nesta matéria para outros países. «Entre os vários benefícios da digitalização está o combate à fraude na saúde», referiu.

Sem contabilizar os ganhos obtidos com estas medidas, Adalberto Campos Fernandes frisou que estes são visíveis através de indicadores indiretos, nomeadamente as detenções e as mudanças de comportamento. Ainda assim, o ministro disse que os ganhos são sempre na ordem das dezenas largas de milhares de euros.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Seminário "Privacidade e Compliance nas entidades privadas e públicas" em Lisboa



A APDSI apoia o seminário "Privacidade e Compliance nas entidades privadas e públicas", que vai realizar-se a 4 de maio, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa.

A partir das 9h15 vão ser abordados temas como a proteção de dados na Constituição Portuguesa e no Direito da União Europeia, os novos direitos dos cidadãos, tratamento de dados pessoais e consentimento, a operatividade dos conceitos de privacy by design, privacy by default e privacy impact assessments ou fluxos e transferências internacionais de dados.

A APDSI também vai estar representada no encontro por um dos membros da Direção num dos painéis.

Em breve disponibilizamos-lhe o programa completo.

As inscrições devem ser feitas até dia 2 de maio através do e-mail: institutoab@abreuadvogados.com.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Plano de Atividades 2017


Foi aprovado por unanimidade, na Assembleia Geral, de 4 de abril de 2017 da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, o plano anual de atividades para o corrente ano.

Todas as atividades, que pode consultar aqui, por requererem intervenção altamente qualificada de recursos humanos, só são exequíveis com o empenho e envolvimento direto dos sócios da APDSI. Segundo a nossa perspetiva, os sócios individuais contribuem como autêntico "capital humano", e os sócios institucionais contribuem com recursos financeiros e também com "capital humano".

O Plano de Atividades é elaborado e aprovado anualmente em Assembleia Geral. As atividades que a APDSI promove e conduz têm natureza diversa e são, na maior parte dos casos, lideradas e realizadas por profissionais que colaboram voluntariamente com a associação, emprestando-lhe o seu esforço, conhecimento e experiência pessoais. Assim, por vezes e por razões que não dependem da associação, uma determinada atividade pode não decorrer no período inicialmente previsto.

Portugueses vão pagar mais com o fim do roaming - diz estudo


Os portugueses vão pagar mais nas telecomunicações com o fim do roaming. Quem o garante é a Altran num estudo divulgado no início da semana pelo Diário de Notícias.

A Apritel já tinha alertado para esta possibilidade que deveria atingir, principalmente, os países da Europa do Sul, que recebem mais turistas.

No estudo, o fim do roaming, previsto para 15 de junho, deverá levar a um aumento dos preços das telecomunicações no mercado doméstico e serão os países do Sul e os cidadãos com menores recursos a custear as chamadas, os sms ou a navegação na Internet sem custos adicionais feita por utilizadores dos países do Norte da Europa, ou com mais rendimentos.

Portugal fica no grupo dos países que mais vão sofrer com o fim do roaming: «Um aumento dos preços domésticos poderá ser uma consequência da adaptação da Roam like at Home (utilizador usa o pacote de telecomunicações que definiu no seu mercado de origem sem pagar roaming) dada a necessidade de investimento na capacidade de rede, especialmente em países que importam roaming [recebem muitos turistas] com grande sazonalidade», lê-se no estudo da Altran.

Conclui-se, assim, que os cidadãos do Sul, com menores rendimentos, têm também menos disponibilidade para viajar e por isso não beneficiam desta redução do roaming.

Roaming é uma das expressões que a APDSI traduz para "itinerância". Conheça aqui outras centenas de expressões que constam do Glossário da APDSI.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Operadoras de telecomunicações obrigadas a fazer alterações contratuais



A ANACOM impôs às operadoras de telecomunicações a tomada de «medidas corretivas relativas aos termos em que foram comunicadas aos consumidores alterações contratuais dos serviços de comunicações eletrónicas, designadamente, e na sua maioria, referentes ao preço dos serviços».

A medida surge na sequência do «elevado número de reclamações sobre o aumento de preços de tarifários, sem indicação expressa da existência do direito de resolução dos contratos» recebidas na Direção-Geral do Consumidor (DGC) e na ANACOM, lê-se em nota enviada à imprensa pelo Ministério da Economia.

Na prática alguns operadores de telecomunicações terão feito alterações unilaterais dos contratos que resultaram no aumento do preço dos serviços prestados aos seus clientes que fizeram várias reclamações junto da Autoridade Nacional de Comunicações e da Direção Geral do Consumidor.

Decorre agora um período de audiência prévia dos operadores que podem pronunciar-se sobre a decisão da ANACOM. Após este prazo, os «operadores ficarão obrigados a enviar aos assinantes toda informação sobre a concessão de novo prazo de rescisão de contrato, sem encargos, ou, em alternativa, repor as condições contratuais existentes antes da alteração».

Sendo considerado um serviço essencial, a DGC divulgou informação sobre os principais direitos no âmbito da contratação de comunicações electrónicas, disponível no Portal do Consumidor.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Social Now regressa a Lisboa em maio



A Knowman organiza a 6.ª edição do Social Now - Getting Results from Enterprise Social Tools nos dias 11 e 12 de maio, no Hotel Tivoli Oriente, em Lisboa.

O Social Now tem um formato único que põe em prática muitos dos conceitos da gestão de conhecimento e explora as vantagens das narrativas (storytelling). Ana Neves, sócia e diretora-geral da Knowman, sublinha «criámos uma empresa fictícia, com características e desafios semelhantes aos de tantas outras empresas». Acrescenta ainda que «são várias versões da história de uma organização que poderia bem ser a sua».

Os participantes ouvem as recomendações práticas de consultores, a experiência de empresas reais e as perspetivas abrangentes de profissionais de renome internacional. De entre os 15 oradores confirmados, destaca-se a presença dos keynote speakers Thierry de Baillon (França) e Ellen Trude (Alemanha).

Durante o evento os participantes veem ainda várias ferramentas sociais corporativas serem utilizadas no contexto da empresa, sendo de evidenciar a Atlassian, apresentada pela empresa portuguesa XPand-IT, a Workplace criada pelo Facebook, visa que as organizações possam usufruir internamente de uma experiência idêntica à oferecida pela rede social, e a LearningHubz, uma start-up portuguesa.

A conferência internacional será antecedida de quatro masterclasses no dia 10 de maio: "Managing Virtual Teams and Communities", "How to Choose an Enterprise Social Tool for Your Organisation", "Making Sense of Social Tools at Your Workplace" e "How to Conduct a Knowledge Audit to Identify KM Goals and Technologies".

O evento destina-se a Diretores de Tecnologias de Informação, Gestão de Conhecimento, Comunicação Interna e Recursos Humanos, entre outros profissionais. Estão já inscritas pessoas da Alemanha, Bélgica, Espanha, EUA, Portugal e Singapura, provenientes de organizações de vários setores, por exemplo, consultoria, governo, indústria e TIC.

Mais informações, programa detalhado e oradores no site socialnow.org.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Portugal ainda tem poucas mulheres a trabalhar em TIC



Portugal regista uma percentagem de apenas 13% de emprego qualificado feminino em TIC. Segundo a Hays o setor é aquele onde o indicador é mais baixo em Portugal.

O desequilíbrio entre mulheres no emprego qualificado em Portugal tem a sua maior expressão no setor da TIC onde apenas 13% dos cargos são assumidos por mulheres, de acordo com os dados de um inquérito realizado pela consultora.

Mesmo na área de engenharia (excluindo de TI) a percentagem já sobe para 19%. De um total de 11 áreas analisadas, apenas duas se apresentam como maioritariamente femininas: recursos humanos e assistência ou suporte a escritórios e aos clientes apresentam uma percentagem de 74% de mulheres.

De recordar que a presença de mulheres no setor das TIC há muito que preocupa a APDSI que, em 2015, assinalou o Girls in ICT homenageando várias mulheres com carreira na área das tecnologias e os seus percursos.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Seminário sobre Empreendedorismo em Saúde - Telessaúde



O Seminário sobre Empreendedorismo em Saúde - Telessaúde, inserido na Unidade Curricular de Empreendedorismo, realiza-se amanhã, dia 21 de março, entre as 10h30 e as 12h30, na Escola Superior de Saúde de Santa Maria. O evento insere-se no âmbito da unidade curricular de Empreendedorismo e é o primeiro de três seminários programados para as próximas semanas.

Segundo a escola, o programa conta com "três convidados que se destacam na área do empreendedorismo", que vão partilhar as suas experiências, nomeadamente Eduardo Rodrigues, cofundador da Uphill e vencedor do Prémio Jovem Empreendedor 2016, Inês Caetano, vencedora do Prémio Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe, e José Paulo Carvalho, Fundador da Hope Care.

O evento realiza-se nas instalações da escola, no Porto, e é de entrada gratuita. Os próximos seminários serão sobre "Empreendedorismo Social", no dia 29 de março, e "Transição para o Mercado de Trabalho", no dia 5 de abril.

terça-feira, 14 de março de 2017

Assembleia-Geral Extraordinária da APDSI


Nos termos do n.º 1 do Art.º 10.º dos Estatutos, convocamos os associados da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, para a Assembleia-Geral Extraordinária, do próximo dia 4 de abril de 2017, pelas 18h00, na sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, nº 2 C - loja A, em Telheiras, Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Discussão e aprovação da proposta de Orçamento ordinário e do Plano de Atividades para o exercício do ano de 2017 da lista eleita;
2. Outros assuntos de interesse associativo.

Não se encontrando presentes aquela hora a maioria dos associados com direito a voto, a reunião realiza-se meia hora depois, em segunda convocatória, funcionando com qualquer número de associados.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Medida 68 do Simplex entra em vigor



Quem pedir ou subscrever os chamados certificados de admissibilidade de firma ou de denominação passa a ser avisado por SMS e email quando esses documentos estiverem quase a perder a validade. A notícia faz parte do anúncio do Governo da entrada em vigor da medida 68 do Simplex, que visa «evitar situações involuntárias de caducidade de certificados de admissibilidade», lê-se na nota de imprensa.

Integrada no parâmetro dos "Documentos sempre válidos", que tinha inicialmente um prazo de execução até ao final deste mês de março, a medida vem para implementar avisos aos subscritores dos pedidos de certificado de admissibilidade, que devem concluir o processo de constituição ou de alteração estatutária junto do Registo Nacional de Pessoas Coletivas se o prazo de caducidade do certificado se estiver a aproximar.

Até aqui, muitos cidadãos interessados deixavam caducar os certificados o que resultava, frequentemente, na perda da denominação aprovada e do NIPC atribuído.

Neste momento há já várias medidas do Simplex + em vigor. Os ciclos do governo eletrónico e da modernização administrativa, e o programa Simplex em particular, inauguraram uma abordagem à reforma da Administração Pública mais participativa que a APDSI incentivou e acompanhou nalguns momentos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

APDSI elegeu novos Corpos Sociais para o triénio 2017-2019



A APDSI elegeu novos Corpos Sociais, para o triénio 2017-2019. 

A nova direção da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação é, agora, composta por Luís Vidigal, como presidente, coadjuvado por Ana Neves, Francisco Tomé, Henrique Mamede, José Lopes Costa, Ricardo Andorinho e Vítor Santos.

Na Assembleia Geral, Ana Maria Evans chega de novo, como Secretária, e no Conselho Fiscal Pedro Souto é, agora, o presidente.

«Assegurar a sustentabilidade futura do movimento subjacente à promoção da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal, procurando superar o período de crise em que o país está envolvido» é a principal linha orientadora da nova direção da Associação.

A nova estrutura organizativa da APDSI pretende «garantir a reafirmação dos princípios e valores de credibilidade e independência associativa, junto dos poderes públicos, das empresas, da academia, dos profissionais e demais interessados na promoção de causas conducentes ao desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal» referiu Luís Vidigal, presidente recém-eleito para a Direção da Associação, em nota enviada aos sócios. «Estamos convictos de que, com empenho, determinação e partilha de esforços de todos os associados, poderemos contribuir decisivamente para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, para o desenvolvimento da competitividade da economia e para a melhoria dos serviços públicos em Portugal, através da transformação digital e da inovação social e tecnológica nas empresas, no setor público e na sociedade em geral», acrescentou.

Para 4 de abril está agendada uma nova Assembleia Geral para votação da proposta de orçamento e atividades para 2017.

A APDSI continua a constituir um espaço privilegiado de debate aberto e de concertação de vontades entre todos os fornecedores e consumidores de produtos e serviços TIC. Nos seus vários fóruns e grupos de trabalho agrega empresas, instituições profissionais, académicos, políticos e sociedade civil em geral, que acreditam na transformação digital do nosso país, de forma equitativa, ética, sustentável e inclusiva.

Sócios e público em geral podem dar aqui a sua opinião sobre os temas nos quais se deverão focar os grupos permanentes de trabalho da APDSI.

Aqui ficam os 10 compromissos da nova Direção:

1. Queremos contribuir ativamente para o desenvolvimento e a competitividade do país, através da aposta na economia, no empreendedorismo e na transformação digital, mobilizando todos os atores relevantes da sociedade portuguesa;

2. Queremos valorizar a inovação social e tecnológica, garantindo a independência, a imparcialidade e o empenho em torno de causas mobilizadoras, sem constrangimentos políticos ou corporativos, como forma de afirmação da sociedade civil; 

3. Queremos aprofundar a cooperação com todas as universidades e politécnicos do país, estreitar o relacionamento com as demais associações do setor e dinamizar a atividade regional e de maior proximidade;

4. Queremos gerar valor acrescentado aos sócios, assumindo o papel de mediação com os poderes públicos, promovendo iniciativas, sinalizando oportunidades e dinamizando grupos de reflexão e estudos relevantes para o desenvolvimento da sociedade da informação;

5. Queremos garantir o espírito e os valores da APDSI, assegurando a sua equidistância em relação a interesses particulares, políticos ou corporativos;

6. Queremos acentuar o rumo de credibilidade e independência junto dos poderes públicos, das empresas, da academia, dos profissionais e da sociedade civil em geral, criando condições para atrair um elevado número de associados, nomeadamente os "millennials";

7. Queremos uma associação marcadamente diferenciada de todas as outras do setor, capaz de incluir no seu seio grandes e pequenas empresas, academia, profissionais e outros stakeholders da sociedade civil, com uma presença constante e uma preocupação genuína pelos interesses coletivos dos seus associados;

8. Queremos dinamizar a produção de estudos, tomadas de posição e manifestos de forma livre e sustentada nos diversos grupos e fóruns de reflexão, mais atrativos, inovadores e participados, reforçando a voz da sociedade civil;

9. Queremos aprofundar o relacionamento internacional, principalmente no âmbito europeu e da CPLP, reforçando o estatuto de ONGD;

10. Queremos garantir o rigor na gestão, no apoio administrativo e na comunicação com os associados e com toda a sociedade.

quarta-feira, 8 de março de 2017

ANACOM com fiscalização mais apertada em 2016


A ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações - conduziu mais de 7.800 ações de fiscalização ao longo de 2016, o que corresponde a um aumento de cerca de 10% relativamente ao ano anterior. Os dados são da própria autoridade.

A entidade reguladora multou mais, mas também fiscalizou mais no ano passado, nas suas responsabilidades de supervisão do setor das comunicações, verificando o comportamento dos diversos agentes do mercado e as condições de utilização do espectro radioelétrico, por exemplo.

Os serviços postais foram o mercado com maior número de fiscalizações. Segundo a ANACOM, o objetivo foi verificar «situações reportadas através de reclamações de consumidores e/ou dos prestadores e operadores do serviço postal e o cumprimento de objetivos relacionados com a densidade da rede postal do prestador do serviço universal».

Nas comunicações eletrónicas foram feitas 559 fiscalizações, entre elas «a verificação de 388 cabines telefónicas integradas no serviço universal de postos públicos, para verificar a sua existência e o seu adequado funcionamento».

A Anacom menciona ainda 83 controlos relacionados com fidelizações e práticas comerciais desleais, em que se investigou o comportamento das operadoras relativamente aos utilizadores que pretendiam denunciar os seus contratos. O objetivo foi verificar quais as dificuldades com que se tinham confrontado, entre elas, «informações erradas sobre a fidelização em curso e sobre a forma de apresentarem as denúncias, a não aceitação dos formulários de denúncia dos contratos pelos operadores, entre outras».

Neste campo, a Anacom quis também averiguar aspectos como o tipo de informação prestada aos clientes no momento da contratação sobre os períodos de fidelização associados à oferta ou sobre os montantes compensatórios a pagar em caso de denúncia do contrato.

Foi igualmente alvo de ações de fiscalização pela entidade reguladora, o espectro com mais cerca de 5.700 ações, mais 14% do que no ano anterior. Do total, 3.859 eram ações previamente programadas pela Anacom e 1.852 resultaram de pedidos feitos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Administração Pública vai seguir "Estratégia TIC 2020"


O Governo aprovou a "Estratégia TIC 2020" e planos de ação nela baseados (geral e sectorial), definidos pelo Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Pública.

Um comunicado enviado à imprensa pelo Conselho de Ministros diz que o planeamento «condensa a visão» do Governo na aplicação de TIC na Administração Pública nos próximos quatro anos (2017-20).

Mais informação será entretanto disponibilizada em Diário da República. As orientações aprovadas incidem na necessidade de «tornar os serviços digitais mais simples, acessíveis e inclusivos», segundo o Governo. Nessa linha procuram promover «a adesão aos serviços digitais por parte dos cidadãos e das empresas».

A Estratégia TIC 2020 também vai assegurar a transformação digital sustentável dos sistemas de informação da AP, acredita o Governo. Na base está o objetivo de simplificar e tornar mais eficiente a atividade administrativa.

sexta-feira, 3 de março de 2017

2016: Portugueses passaram mais de mil milhões de horas na Internet


Os portugueses passaram, em 2016, mais de mil milhões de horas na Internet, ou seja, 98,8% dos portugueses com acesso à Internet ligaram-se à rede no ano passado. Os dados foram agora revelados pela Marktest.

No total, 5,8 milhões de portugueses ligaram-se à rede no ano passado. Cada um terá passado uma média de 216 horas e 20 minutos a navegar, contribuindo para os 1,2 mil milhões de minutos contabilizados em termos globais. Segundo os mesmos dados, ao longo do ano foram visitadas em Portugal 66 mil milhões de páginas de Internet, sendo que cada utilizador contribuiu, em média, com 11.247 páginas vistas para o número total gerado.

Do universo analisado fazem parte utilizadores residentes no continente com idades a partir dos quatro anos.

De recordar que o acesso à Internet em Portugal foi um dos temas abordados na 5.ª edição do Fórum para a Sociedade da Informação - Governação da Internet, co-organizado pela APDSI, ANACOM, "Chapter" ISOC Portugal, DNS.PT, ERC, FCT e IAPMEI.

quarta-feira, 1 de março de 2017

KwameCorp junta-se à Impossible e nasce a Impossible Labs


Cinco anos depois de ter sido criada, a KwameCorp, co-fundada pelo empreendedor português Kwame Ferreira, decidiu juntar-se à marca global Impossible e relançar a empresa sob um novo nome. Nasce assim a Impossible Labs que, através da tecnologia, da arte e do design, pretende transformar ideias e resolver problemas, aparentemente impossíveis, em realidade. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

Em 2013, a Impossible nasceu como uma plataforma de economia social, com a missão de ser uma rede social dirigida a altruístas. Criada pela atriz e modelo Lily Cole, a plataforma tem vindo a expandir-se para outras áreas, às quais a Impossible Labs se junta agora para contribuir com a sua experiência e conhecimento em tecnologia e design, e com o objetivo de «reimaginar o mundo com um produto de cada vez», lê-se na nota.

Da união entre a KwameCorp e a Impossible nasce uma nova empresa global de design, engenharia e inovação mundial que tanto fornece soluções tecnológicas para várias gigantes internacionais, como a Google, Samsung, Roche, Intel, entre outras, como projeta e desenvolve produtos e serviços digitais com impacto social positivo, assentes em responsabilidade sustentável e ética. A empresa é uma das poucas a deter a certificação B Corporation (empresa social e ambientalmente responsável).

De Lisboa para o mundo

A Impossible Labs tem já em Lisboa cerca 35 profissionais que pretendem mudar o mundo, e a forma como as empresas desenvolvem a inovação.

«Como empresa, a KwameCorp foi criada sem uma identidade de marca intencional, foi apenas um grupo de pessoas que se uniu para resolver problemas», afirma Kwame Ferreira. O co-fundador e CEO da KwameCorp acrescenta que «percebemos que, juntamente com a Impossible, partilhamos uma visão de resolução de problemas através de produtos, pelo que decidimos juntar forças sob uma identidade comum, a Impossible Labs».

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

IoT dá mais um passo com a IBM e a Bosch



A IBM e a Bosch juntaram-se para trabalharem em projetos de Internet of Things industrial, com o objetivo de «atualizar eficazmente milhões de dispositivos IoT», lê-se no comunicado da Bosch.

Graças à iniciativa conjunta das duas multinacionais, a reconhecida empresa de consultoria Gartner já faz previsões que apontam para que, em 2020, existam 20,8 mil milhões de aparelhos conectados. As empresas acreditam que os consumidores pretendem que os seus dispositivos tenham sempre as actualizações mais recentes para usufruirem das respetivas melhorias de desempenho.
Já se sabe que os clientes de ambas as marcas vão poder aceder a serviços de implantação através da cloud da IBM.

As empresas explicam que, por exemplo, num futuro próximo os fabricantes de automóveis passam a poder agendar e organizar as atualizações de software de milhões de veículos de forma «segura e eficiente», sem necessitar que se desloquem a uma oficina.

De recordar que a APDSI realizou, a 27 de junho de 2016, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, um debate sobre o futuro, intitulado "O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030". Nele foram debatidas questões também relacionadas com a IoT.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

itSMF Portugal volta a organizar o encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT"



A itSMF Portugal organiza mais uma edição do evento "IT'S TIME TO TALK ABOUT...", desta vez sob o tema "Gestão de Serviços TI, certificação e internacionalização". O encontro realiza-se na próxima quinta-feira, dia 23 de fevereiro, na Universidade Lusófona do Porto, a partir das 14h45.

Um grande número de empresas de Tecnologias de Informação são motivadas para a certificação por necessidades relacionadas com a manutenção da competitividade no mercado, outras pelo objetivo estratégico de melhorar o seu desempenho e capacidade de resposta, através da melhoria dos seus processos.

A norma internacional ISO 20000-1, com requisitos para processos baseados em ITIL, tem em Portugal um número crescente de organizações interessadas na sua implementação e certificação,muito devido ao objetivo da internacionalização.

Nesta edição do "IT'S TIME TO TALK ABOUT" vai ser analisado o roadmap para a Implementação e Certificação pela ISO 20000-1 em especial numa PME.

"IT'S TIME TO TALK ABOUT" é uma iniciativa da itSMF Portugal coordenada por Joaquim Morgado e José Carlos Martins. A realização desta edição tem a coordenação de Mário Rui Costa e conta com o apoio da Universidade Lusófona do Porto.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reino Unido vai reforçar cibersegurança com o apoio de privados


O National Cyber Security Centre do Reino Unido, situado desde outubro de 2016 no centro de Londres, desafiou as empresas do setor privado a "treinar e a colaborar" na defesa cibernética do país. A notícia é avançada pela agência Reuters que lembra que nos últimos três meses foram registados 188 ataques a estruturas do país.

A iniciativa, intitulada "NSCS Industry 100" quer envolver os intervenientes da indústria para "identificar ameaças, vulnerabilidades e desenvolver conselhos para combater ataques cibernéticos".

A Lockheed Martin foi uma das primeiras empresas a aceitar o pedido de colaboração e anunciou que vai lançar um "programa de trabalho-estudo" destinado aos alunos universitários.

Segundo a Reuters, o National Cyber Security Centre faz parte de um investimento de cerca de 2,23 mil milhões de euros, e pretende aumentar as defesas cibernéticas do Reino Unido.

De recordar que a cibersegurança foi um dos temas do 15.º Fórum da Arrábida da APDSI, que decorreu também em outubro do ano passado, e cujo relatório final pode ler aqui.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ERSAR renova site e aposta na interatividade


A ERSAR - Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos renovou o site e fez uma aposta na interatividade numa nova forma de apresentação de informações. O trabalho resulta de uma colaboração com a Create IT. A integração de repositórios permite, agora, por exemplo, serviços de comparação de tarifas praticadas pelas várias entidades.

O site assenta em tecnologias da plataforma Sharepoint, da Microsoft, e também apresenta elementos sobre a gestão de reclamações em formato de gráfico e tabela. É multilingue e está pensado para suportar a visualização em vários tipos de dispositivos. O utilizador pode fazer pesquisa sobre relatórios e outra documentação, tarifas, qualidade dos serviços e da água.

"No contexto da nossa estratégia de aproximação ao consumidor estávamos perante a necessidade de criar um novo site que permitisse dar corpo a essa estratégia, fazendo uso de uma linguagem acessível e disponível em qualquer plataforma, com particular destaque para os dispositivos móveis", afirma Luís Engrossa, director de TI da ERSAR à Computerworld.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Empresas de TIC fazem exposição anti-Trump



97 empresas de tecnologia e de outros setores similares apresentaram no tribunal de recursos dos Estados Unidos, uma declaração contra a ordem de controlo de imigração do presidente do país, Donald Trump.

Google, Facebook, Intel, Netflix, Microsoft, Apple e Twitter estão entre o grande segmento empresarial.

No documento as empresas aludem ao «potencial disruptivo das restrições» agora implantadas e defendem «os benefícios de regras liberais de imigração para as indústrias, em geral». O documento lembra ainda que «os imigrantes estão entre os nossos principais empresários, políticos, artistas e filantropos».

A ordem executiva assinada pelo presidente a 27 de Janeiro suspendeu por 90 dias a entrada de imigrantes e não-imigrantes originários do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen. As empresas de TIC consideram a medida como a primeira de uma série, planeada pela administração Trump para restringir a entrada nos Estados Unidos de trabalhadores qualificados de que a indústria depende.

Além de ordem de Trump «dificultar a capacidade das empresas americanas para atrair grandes talentos, aumenta os custos impostos às empresas», alega a declaração das empresas.

Entretanto, nesta sexta-feira, o decreto anti-imigração continua suspenso e o tribunal mantém a decisão de rejeitar o recurso de Trump.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Adira ao Grupo Glossário da Sociedade da Informação da APDSI


O Grupo Glossário da Sociedade da Informação da APDSI convida os sócios a integrarem o seu espaço de debate e de trabalhos, contribuindo para o enriquecimento de uma das mais prestigiadas e reconhecidas apostas da Associação.

Os Grupos Permanentes são constituídos por sócios individuais da APDSI, por representantes de sócios coletivos, ou ainda por individualidades de relevo na área temática, expressamente convidadas a colaborar temporária ou permanentemente. Estes grupos são estruturas dinâmicas e configuradas como redes colaborativas.

O grupo de trabalho permanente do Glossário da Sociedade da Informação funciona desde 2005 e tem como objetivos a recolha, sistematização e divulgação da terminologia portuguesa usada ou considerada mais adequada para exprimir os conceitos relevantes da Sociedade da Informação. 

Este projeto conduziu à elaboração do Glossário da Sociedade da Informação, que está disponível aqui, e conta atualmente com mais de mil termos.

Na sequência da continuação do trabalho desenvolvido até agora, a APDSI convida os sócios interessados nesta matéria a integrarem o grupo, que reúne de três em três semanas, na sede da APDSI, das 14h30 às 18h00.

Para integrar o Grupo Glossário da Sociedade da Informação contacte o secretariado da APDSI, para secretariado@apdsi.pt.

Assembleia-Geral eleitoral da APDSI com data marcada


Nos termos do n.º 1 do Art.º 10.º dos Estatutos, convocamos os associados da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, para a Assembleia-Geral Eleitoral Ordinária, a realizar no dia 7 de março de 2017, pelas 18h00 na sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, 2C - Loja A, em Telheiras, Lisboa, Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Apreciação e votação do relatório, balanço e contas apresentado pela Direção, bem como o parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício de 2016;
2. Eleição dos  Órgãos Sociais para o triénio 2017-2020;
3. Discussão e aprovação da proposta de Orçamento ordinário e do Plano de Atividades para o exercício do ano de 2017 da lista eleita;
4. Outros assuntos de interesse associativo.

Não se encontrando presentes aquela hora a maioria dos associados com direito a voto, a reunião realiza-se meia hora depois, em segunda convocatória, funcionando com qualquer número de associados.

Os sócios da APDSI também podem participar na Assembleia Geral Eleitoral através de videoconferência WebEx. Neste sentido, devem manifestar a sua vontade em participar por este meio até as 12h00 da próxima segunda-feira, dia 6, para que se possam atribuir as respetivas permissões de acesso.

Também é possível exercer o direito ao voto por procuração. Informe-se em secretariado@apdsi.pt.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Comissão Nacional de Proteção de Dados quer mais recursos para aplicar o novo regulamento europeu



A Comissão Nacional de Protecção de Dados precisa de mais recursos para aplicar o novo regulamento europeu, que implica um maior acompanhamento por parte da entidade. A revelação foi feita pela presidente da CNPD, Maria Filipa Calvão, num debate promovido pela ACEPI.

A presidente aconselhou as empresas fornecedoras de serviços de proteção de dados a usarem o enquadramento legal em perspetiva, para se protegerem.

A responsável assinalou que a organização tem falta de recursos humanos (apenas três pessoas com conhecimentos em TIC) para fazer face às solicitações que, no caso das startups, são muito frequentes. "O problema deverá agudizar-se devido a mudanças no tipo de ação que a comissão terá de adotar: mais no sentido de orientar as empresas e acompanhar os estudos de impacto, que as organizações terão de fazer", afirmou Maria Filipa Calvão.

Apesar de reconhecer que é aconselhável a redução do número de membros do corpo central da comissão, ressalva ser necessário o reforço de recursos humanos da organização no todo.

Filipa Calvão avançou ainda que a CNPD está a trabalhar com congéneres europeias para se alcançar uma maior harmonização do novo regulamento na União Europeia.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Prémio Jornalismo em Saúde: candidaturas até amanhã



A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar ainda tem abertas, até amanhã, as candidaturas ao "Prémio Jornalismo em Saúde", promovido pela APIFARMA e organizado pelo Clube de Jornalistas, constituído pelas categorias de Imprensa, Rádio, Televisão e Jornalismo Digital. O concurso estende-se também aos trabalhos académicos de recém-licenciados de Comunicação Social e Jornalismo.

O valor dos prémios totaliza 16 mil euros, montante que será distribuído pelos autores dos melhores trabalhos publicados durante o ano de 2016, pelo que as candidaturas podem ser realizadas até dia 31 de Janeiro de 2017.

O autor do trabalho que se destacar do conjunto das quatro categorias a concurso, para além de receber 2.500 euros, receberá um montante adicional de 5 mil euros, valor destinado a distinguir o primeiro lugar, designado por "Prémio APIFARMA/ Clube de Jornalismo - Jornalismo em Saúde".

O Prémio "Universitário Revelação" incide estritamente sobre trabalhos académicos sendo, por isso, uma categoria autónoma. Os recém-licenciados podem concorrer exclusivamente a este galardão de mérito, habilitando-se a ganhar 1.000 euros.

As candidaturas podem ser efetuadas no Clube dos Jornalistas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Portugueses mais satisfeitos com as compras online



Os portugueses estão a reclamar menos das compras que fazem online. Em 2016, a Direção Geral do Consumidor recebeu 258 reclamações relacionadas com o comércio eletrónico, um número inferior ao de 2015, quando chegaram 334 queixas, entre janeiro e outubro.

Registados desde 2010, só em 2011 os número se tornaram expressivos com 362 reclamações feitas. Em 2012 houve um acréscimo de 7,7%, para as 390 queixas, ainda mais acentuado em 2013, de 50,3%, para as 586.

As queixas têm vindo a decrescer desde 2015, mas o principal motivo de queixa vai para a falta de entrega dos produtos comprados ou a não prestação do serviço contratado. Em segundo lugar estão a reclamações relativas a bens com defeito.

Segundo a Direção-Geral do Consumidor, os dispositivos móveis foram os que mais queixas geraram em 2016, seguindo-se os acessórios e artigos de vestuário de adulto e criança.

A Plataforma de RLL, criada ao nível europeu, tem vindo a revelar-se um meio de resolver problemas fácil e rápido. 

Em 2014, o Grupo de Negócio Eletrónico da APDSI já alertava para o número de queixas sobre as compras online e, principalmente, a elevada taxa de desistências que se verificavam no momento de finalização da compra.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Ministério da Saúde quer proteger os dados recolhidos no âmbito da saúde


O Ministério da Saúde considera que as entidades públicas responsáveis pela gestão dos dados eletrónicos dos cidadãos portugueses não devem, sem as devidas justificações e autorizações, partilhá-los com outras entidades. A resolução integra o Despacho n.º 913-A/2017, redigido pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Martins dos Santos Delgado.

Há, contudo, algumas exceções previstas para a partilha de dados, como em casos de investigação criminal ou em casos de realização de estudos feitos por "serviços e organismos integrados na administração direta e indireta do Estado, no âmbito do Ministério da Saúde".

Desta feita, as entidades públicas afetas a esta área, que estejam na posse de dados eletrónicos dos portugueses, têm até 15 dias úteis, a partir da data de publicação do despacho, para comunicar ao Ministério da Saúde cedências de informação feitas a terceiros.

Cabe aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) emitir um relatório no qual estará discriminada toda a informação acerca dos processos de cedência de informação.

Manuel Martins dos Santos Delgado reconhece que as TIC têm um papel cada vez mais significativo na área da Saúde e que trazem consigo um rol de novas funcionalidades que "possibilitam ao Estado alcançar uma utilização mais racional e eficiente dos recursos disponíveis".

A questão da proteção dos dados na saúde há já várioas anos que preocupa a APDSI. O mais recente encontro da Associação sobre saúde decorreu no ano passado.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ciberataques a soluções de código-aberto devem aumentar este ano



À medida que o código-fonte aberto se está a tornar cada vez mais popular em aplicações comerciais e pessoais, o número de ataques assentes nas vulnerabilidades que ainda apresenta, deve aumentar 20% em 2017. A previsão é da Black Duck Software, empresa que recolhe estatísticas sobre projetos de open source.

Segundo dados da empresa, o número de projetos comerciais de software compostos por 50% ou mais de software livre e de código aberto subiu para 33%. Uma aplicação comercial média usa mais de uma centena componentes de código aberto e dois terços têm software com vulnerabilidades conhecidas.

Uma das questões mais preocupantes, salienta o documento com a previsão, tem a ver com o facto de o utilizador final, raramente saber quais são os componentes de código aberto no software que adquirem. Só alguns dos grandes compradores empresariais têm poder negocial para pedir aos fabricantes a divulgação completa e a verificação por terceiros, referem os responsáveis da Black Duck.

A mesma fonte ainda refere que entre duas mil a quatro mil novas vulnerabilidades de código aberto são descobertas todos os anos.

Há cerca de dez anos já a APDSI se preocupava em apresentar publicamente as "Expectativas e Realidades" do software livre.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Smart Connected Kitchen: o futuro da domótica apresentado em Nova Iorque


Foi apresentada esta semana durante o "Retail's BIG Show", em Nova Iorque, uma nova solução de robótica para móveis e eletrodomésticos de cozinha conectados, acionados por voz, assentes na Internet das Coisas (IoT).

O Smart Kitchen Commerce, bem como a tecnologia que opera nos bastidores, resulta de uma parceria entre a NCR Corporation, líder global em soluções pluricanal, e a Freshub. A nova tecnologia permite estabelecer uma ligação entre os mundos físico e digital, e cria uma cozinha controlada por tecnologias de voz e movimento mas sem esquecer as preferências e as lojas de referência dos consumidores conectados.

Outra novidade é que a combinação da tecnologia de serviço de pedidos da NCR Retail ONE com a Smart Connected Kitchen, da Freshub, dá aos comerciantes a oportunidade de fazerem parte do universo dos aparelhos domésticos, permitindo a conexão de bens de consumo, como frigoríficos e fogões ligados à Internet, aos produtos e preferências pré-definidas. Cada um de nós pode, em qualquer altura, fazer uma encomenda, sem nunca usar as mãos.

A Freshub, líder de tecnologias para a Smart Kitchen Commerce, é o primeiro fornecedor de soluções a integrar-se completamente com tecnologia NCR Retail ONE - ecossistema de aplicações para o comércio inovador - e a permitir soluções da IoT para os comerciantes se ligarem aos clientes.

De recordar que o futuro das cidades e das casas foi um dos temas abordados pela APDSI em junho do ano passado no debate sobre o futuro, intitulado "O Aprofundamento da Era Digital - Um Cenário para 2030".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

15.º Fórum da Arrábida: relatório e conclusões


A Arrábida foi, pelo 15.º ano consecutivo, o local escolhido pela Direção da APDSI para debater questões da atualidade relacionadas com Privacidade, Cibersegurança e Regulação Económica a 7 de outubro de 2016.

Raul Mascarenhas, presidente da Direção da APDSI, abriu os trabalhos da 15.ª edição do Fórum salientando a importância deste encontro realizado desde 2002, a que chamou "um ponto alto de reflexão, este ano dedicado a uma troika" e apresentando aos participantes o livro que sumariza as conclusões obtidas nos 10 anos de Fórum da Arrábida. De recordar que a publicação foi aqui apresentada, pela primeira vez, em outubro de 2012.

Para o arranque de trabalhos foi lançado o desafio de cada um dos três grupos identificar problemas e recomendações ao "estabelecer a relação entre temas para termos uma perspetiva mais geral". Para a sessão plenária ficaram reservados os resumos dos trabalhos do dia.

Em jeito de conclusão dos trabalhos, coube a Raul Mascarenhas deixar umas palavras para "a proteção daqueles que não são capazes de ter controlo na sua decisão, como os infoexcluídos e os menores; alguém tem que os defender". Outro aspeto falado teve a ver com os mecanismos regulatórios, em analogia ao que se verificou no âmbito ambiental nos últimos anos, com várias intervenientes a apontarem o caminho para a certificação. O problema pode passar pelo facto de muitas das apps serem gratuitas e de a certificação só abranger aquilo que é vendido.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ChildDiary em Portugal: «Os profissionais de educação dizem que lhes poupamos em média uma hora por dia em papelada»


Foi há cerca de três anos que um casal de portugueses, por mais surpreendente que pareça, se cansou do sol português e decidiu ir para a Irlanda. Lá, a chuva acabou por os inspirar a criarem a ChildDiary - uma plataforma de comunicação entre pais e educadores de infância que também se constitui como uma ferramenta para os profissionais da educação poderem, de forma mais rápida e eficaz, documentar o progresso individual de cada criança.

Depois de se ter tornado um sucesso na Irlanda e começar a conquistar os Estados Unidos, a ChildDiary quer, em 2017, chegar a Portugal em força, apesar de já trabalharem com a Creche e Aparece, no Parque das Nações, em Lisboa.

Na ChildDiary os educadores de infância podem fazer o registo de rotinas diárias que, normalmente, são feitas em papel, além de terem na ferramenta um meio de comunicação mais dinâmico para interagirem com os pais, seja através do envio de fotografias, vídeos ou quaisquer outras informações.

O lado feminino da ChildDiary é assegurado pela educadora de infância Vanessa Biléu que começou o ano novo a fazer uma visita a Portugal e aceitou explicar melhor à APDSI como funciona esta espécie de creche dos tempos modernos.




APDSI - Vanessa, temos falado sempre em projeto e em plataforma. A ChildDiary é uma plataforma online ou existe através de aplicação mobile?
Vanessa Biléu - A plataforma é online. Cada utilizador tem uma password e pode aceder ao site da ChildDiary a partir de smartphones, tablets, computadores, etc.

APDSI - Qual foi o problema ou a lacuna que encontraram no sistema educativo que vos levou a criar a ChildDiary?
VB - Foi um pouco da nossa história: eu sou educadora de infância e quando viemos morar para Galway, uma pequena cidade muito chuvosa na costa Oeste da Irlanda, senti que a comunicação entre pais e educadores era muito pobre. Eu e o João, o meu marido, íamos ao final do dia dar passeios pelos jardins da faculdade de Galway e eu ia reclamando disso. Como era possível os pequeninos começarem, por exemplo, a comer pelas próprias mãos e eu, ao final do dia, ter que estar a falar com os pais sobre cocós e sestas ou, tantas vezes, nem ter tempo para falar com os eles individualmente? O João, que é engenheiro informático, pensou que poderíamos criar uma solução para isto. E foi assim que, durante um ano, nos dedicámos a desenvolver a ChildDiary que começou por ser uma plataforma de comunicação para partilha de fotografias e informações. Como fui continuando a trabalhar em creches e jardins-de-infância, mais tarde em Dublin, fui sentindo o "peso" da papelada que nos era diariamente exigida pelos inspetores e assim adicionámos à ChildDiary a componente do registo das rotinas diárias e das avaliações ligadas ao currículo. Hoje em dia a ChildDiary e um portfolio digital que facilita a vida das educadoras e auxiliares de educação e permite aos pais fazerem parte da educação dos filhos de uma forma mais ativa.

APDSI - Quais os feedbacks que já tiveram por parte de quem já a adotou?
VB - Já temos clientes na Irlanda desde 2015 e desde há três meses em Portugal também! O feedback tem sido muito positivo. Os profissionais de educação dizem que lhes poupamos em média uma hora por dia em papelada, já nos disseram que fomos a melhor coisa que aconteceu na educação de infância! Os pais estão maravilhados, sentem mais confiança nos profissionais com quem deixam os seus pequenos e partilham a ChildDiary com familiares que vivem longe. Sabemos de avós que vivem na Polónia e pais que trabalham em Manchester que acedem diariamente ao site para ver e partilhar fotografias das suas crianças. Isto deixa-nos mesmo muito felizes! Os inspetores aqui na Irlanda também gostam da ChildDiary e dizem que somos uma inovação bem-vinda.

APDSI - Têm planos a médio prazo para a plataforma? Por onde gostavam de a ver crescer?
VB - Temos muitos planos... o que não nos faltam, na verdade, são ideias para a plataforma! Estamos sempre a melhorar a ChildDiary e sabemos que daqui a um ano a plataforma oferecerá ainda mais do que aquilo que oferece hoje. Acima de tudo queremos ouvir os pais e educadores, perceber quais as suas necessidades e atuar de acordo com elas. De momento, estamos concentrados nos mercados Irlandês e Português, não nos fazia sentido desenvolvermos uma plataforma de educação e não a explorarmos no nosso país. Depois, queremos ver a ChildDiary crescer pelo mundo fora. Não há limites!

De recordar que, em julho de 2014, a APDSI já se debruçava sobre os perigos e as oportunidades que as redes sociais oferecem em contexto escolar, nomeadamente no diálogo entre professores e alunos e entre professores e encarregados de educação. Recorde aqui o Pequeno-Almoço "Educação 2.0".