segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Telemóvel ultrapassa o computador para os portugueses usarem Internet


O smartphone tornou-se no meio mais utilizado pelos portugueses para aceder à Internet, destronando o computador pessoal (PC). Este é o resultado do mais recente Bareme Internet, estudo efetuado pela Marktest sobre os hábitos de consumo dos cibernautas.

"Pela primeira vez a utilização da Internet via telemóvel (57,9%) ultrapassou a utilização por PC (55,2%), confirmando a tendência de aumento de quota dos utilizadores destes dispositivos", lê-se nas conclusões do estudo efetuado com base num inquérito a mais de seis mil utilizadores. A evolução dos resultados deste estudo mostra bem como o acesso à Internet através de dispositivos móveis ganhou força ao longo dos últimos anos em Portugal, em linha com a tendência ao nível global.

Os dados do Bareme Internet mostram ainda que 9,3% dos portugueses usam a Internet através da TV e 5,8% pela consola de jogos. "Estes valores evidenciam um maior crescimento em termos absolutos no telemóvel, seguido da TV e da consola, em detrimento do PC e tablet, tendência que se vem configurando nos anos anteriores", refere, também, o estudo.

Em 2010 apenas 10% dos portugueses acediam à Internet através de telemóvel, enquanto no PC a taxa estava próxima dos 60%. A utilização do computador pessoal para aceder à Internet tem vindo a descer de forma ligeira desde 2012, enquanto através de telemóvel tem vindo a crescer de forma acentuada. Quanto aos tablets, a taxa de utilização para aceder à Internet cresceu até próximo dos 30% em 2016, tendo vindo a recuar nos últimos anos até aos actuais 19,1%.

A utilização da Internet pelos portugueses tem também vindo a aumentar, atingindo o seu pico mais alto este ano (70,9%) ou cerca de seis milhões de utilizadores.


Lançamento do livro My Europe



Realiza-se amanhã, pelas 18h00, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o lançamento do livro "My Europe", da autoria de Jaime Quesado, com apresentação de Carlos Costa e Francisco Seixas da Costa.

A publicação celebra uma década de colaboração do presidente do Conselho Diretivo da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública - eSPap - no Jornal de Bruxelas.

O livro será apresentado por Carlos Costa (Governador do Banco de Portugal) e pelo Embaixador Francisco Seixas da Costa, sendo a sessão presidida e moderada por Rui Leão Martinho (Bastonário da Ordem dos Economistas).


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Portugal está no top 10 dos países com melhores políticas de desenvolvimento


Portugal está no top 10 dos países com melhores políticas de desenvolvimento. Os dados são do Commitment to Development que mede o compromisso de 27 dos países mais ricos do mundo com as políticas de desenvolvimento que beneficiam as populações nos países mais pobres.

Portugal aparece em 9.º lugar na lista dos países que mais ajudam ao desenvolvimento. A tabela é liderada pela Suécia.

Em 2.º lugar ficou a Dinamarca, seguida pela Finlândia, a Alemanha, o Luxemburgo, a Holanda, a França e o Reino Unido. Depois de Portugal, a lista dos dez melhores é completada pela Bélgica.

No ranking elaborado por esta organização com sede em Washington, o Commitment to Development destaca, no caso de Portugal, a performance especialmente forte quanto à tecnologia (Portugal é o terceiro país em termos de ajuda), migrações e ambiente.

Portugal está na média dos 27 países quanto a políticas de finanças e de segurança, nas pode melhorar no comércio com os países em desenvolvimento (está em 20.º lugar) - fator que levou agora à queda face ao ranking de 2017.

Os avaliadores têm reconhecido ao país méritos, por exemplo, na transparência internacional, mas diz a organização dirigida por Lawrence Summers (que dirigiu o Conselho Nacional Económico na Administração Obama entre 2009 e 2011), que ainda há caminho a fazer na forma como Portugal ajuda os países em desenvolvimento.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Fórum da Governação da Internet 2018 realiza-se em Aveiro


"Internet: Um jogo de sombras?" é o mote da 7.ª edição da Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet, que terá lugar na Universidade de Aveiro, no dia 17 de outubro, onde a APDSI vai estar enquanto uma das entidades organizadoras. A Internet das coisas, os metadados (Big Data), a Inteligência Artificial, a tecnologia Blockchain, a Segurança no Ciberespaço e a Desinformação serão alguns dos temas em debate. O programa está disponível aqui.

A Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet (IPFGI) é uma plataforma que pretende promover a informação, reflexão e debate da forma como a Internet deve ser governada, reunindo todas as partes interessadas (stakeholders), públicos e privados, a academia, a comunidade técnica da Internet e a sociedade em geral para informar, refletir e debater de que forma é que a Internet deve ser governada.

O evento é organizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em parceria com a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações), APDSI (Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação), API (Associação Portuguesa de Imprensa), Associação DNS.PT, Ciência Viva (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica), CNCS (Centro Nacional de Cibersegurança), IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação), ISOC-PT (Capítulo Português da ISOC), Pólo TICE.PT, Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros e Sociedade Civil.

O lançamento da iniciativa decorreu na sequência de um movimento espontâneo ao nível global que levou várias instituições a organizarem, de forma voluntária, Iniciativas Nacionais e Regionais em várias partes do mundo do Fórum de Governação da Internet. Todas as Iniciativas Nacionais e Regionais aderem aos princípios do IGF espelhados nos artigos 72.º e 73.º da Agenda de Tunes adotada em 2005, na 2.ª fase da Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação (WSIS - World Summit on Information Society) realizada no âmbito da Organização das Nações Unidas.

A reflexão nacional resultante da discussão culmina num documento intitulado "Mensagens", o qual contribui para o debate mundial, no IGF anual.

Entre 2010 e 2016, a iniciativa foi organizada, em Portugal, como Fórum para a Sociedade da Informação - Governação da Internet, tendo em 2017 assumido a denominação de "Iniciativa Portuguesa sobre a Governação da Internet" e em 2018 "Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet".

Pode inscrever-se aqui.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Dia do SNS 2018


Assinalou-se no passado sábado, 15 de setembro, o 39.º aniversário do SNS - Serviço Nacional de Saúde.

A data evoca a Lei n.º 56/79, de 15 de setembro, que criou, no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais, o Serviço Nacional de Saúde (SNS), pelo qual o Estado assegura o direito à proteção da saúde, nos termos da Constituição.

Concretizou-se, através deste importante diploma, o direito à proteção da saúde, a prestação de cuidados globais de saúde e o acesso a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social. E, sobretudo, a conquista maior de todos os portugueses, que garantiu ao país uma impressiva evolução social e económica e o surgimento de um país mais inclusivo, justo e equitativo e, por isso mesmo, de braços abertos ao progresso, à ciência e à inovação, gerador de riqueza e bem-estar.

Pela primeira vez, a efeméride não contou com a presença de António Arnaut, falecido em maio deste ano, que teve um papel decisivo na criação do SNS, enquanto Ministro dos Assuntos Sociais, Saúde e Segurança Social.

Para assinalar a data, o SNS destacou 39 factos e curiosidades, número que remete para cada ano de resistência e dedicação, em prol da prestação de mais e melhores cuidados e do acesso universal ao SNS.


1. Os concursos para médicos nas áreas da medicina geral e familiar, hospitalar e de saúde pública atingiram, em 2018, o recorde de vagas para novos médicos especialistas (1.234) e o maior número de candidatos (1.117).

2. Estão a ser criados centros académicos clínicos e hospitais universitários, em todo o país, associando prestadores de cuidados de saúde, estabelecimentos do ensino superior e instituições de investigação. A finalidade consiste no avanço e na aplicação do conhecimento e da evidência científica para a melhoria da saúde.

3. Mais de 50 centros de saúde já têm médicos dentistas, graças a um projeto-piloto que arrancou em 2016. Em menos de dois anos, foram realizadas 83.077 consultas de medicina dentária. Até ao final da legislatura, deverá existir cerca de 90 gabinetes de saúde oral.

4. Nos dez anos do Programa Nacional de Saúde Oral, foram emitidos 5,2 milhões de cheques-dentista, um investimento de 132,6 milhões de euros que chegou a 3,3 milhões de Portugueses. O Programa de Intervenção Precoce do Cancro Oral abrangeu 20.638 vales, tendo sido aplicados 331 mil euros. Deverá ser criado, também, um cheque-dentista para a população reclusa.

5. O acesso a tratamentos oncológicos nos hospitais do SNS está a aumentar, havendo mais tratamentos e mais medicamentos inovadores aprovados (cinco em 2015, 13 em 2016 e 18 em 2017). Os tratamentos para o cancro representam, atualmente, um quinto do total da despesa dos hospitais. Em 2017, esta ascendeu a 284 milhões de euros, mais 13,7% do que no período homólogo.

6. Para melhorar a capacidade de resposta às emergências médicas, está em curso o plano de renovação da frota de ambulâncias. Serão substituídas 75 destas viaturas, em cada ano, entre 2018 e 2021.

7. Portugal já atingiu duas das três metas 90-90-90 do combate à infeção por VIH: mais de 90% das pessoas com VIH estão diagnosticadas e mais de 90% das que estão em tratamento já não transmitem a infeção. A OMS reconheceu o bom exemplo a nível internacional.

8. Em agosto, já existiam 119 doentes a levantar a medicação para a infeção VIH/sida na farmácia, num projeto piloto que visa aumentar a comodidade dos doentes, facilitar o acesso e incrementar a adesão à terapêutica em ambulatório. Deverá ser alargado a todo o país até ao final do ano.

9. Mais de 10.600 doentes com hepatite C ficaram curados, nos últimos três anos, em Portugal, com os medicamentos inovadores para a doença, continuando a percentagem de cura acima dos 96%. Foram realizados mais de 20 mil tratamentos, desde que foi aprovado o primeiro medicamento de nova geração, no SNS.

10. Portugal está na vanguarda internacional do acesso à saúde nas prisões, por via da introdução de um novo modelo de cuidados, no qual os profissionais dos hospitais se deslocam às prisões, a fim de prestar cuidados aos reclusos, no que concerne ao VIH e às hepatites virais.

11. Dentro em breve, os Portugueses poderão adquirir dispositivos de autodiagnóstico das infeções por vírus da sida e hepatites B e C diretamente na farmácia.

12. A consistente implementação do Programa Nacional de Vacinação e a resposta célere dos serviços de saúde permitiram o reconhecimento da eliminação do sarampo e da rubéola, em Portugal, pela OMS Europa. Proteja-se e proteja a sua família: vacine-se.

13. O último caso de poliomielite em Portugal remonta a 1986. O caminho para a eliminação iniciou-se com uma maciça campanha de vacinação em 1965. Desde então, têm sido mantidos elevados níveis de cobertura vacinal graças ao Programa Nacional de Vacinação.

14. O Ministério da Saúde está a trabalhar com os demais parceiros do sector alimentar para eliminar a presença de ácidos gordos trans em Portugal, cujo consumo está associado ao risco acrescido de doença cardiovascular. Uma adenda ao protocolo de 2017 reforça a meta para menos de um grama por cem gramas de gordura até 2020.

15. A partir de 2020 vai ser mais difícil encontrar doses individuais de açúcar que excedam os quatro gramas, graças ao protocolo que foi assinado com as empresas de distribuição. Os hábitos alimentares inadequados são o fator de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa (19%).

16. O Ministério da Saúde tem vindo a colaborar na promoção da alimentação saudável no âmbito da comunidade escolar. Hoje, as escolas oferecem refeições vegetarianas e refeições que têm por base o padrão alimentar mediterrânico, incutindo hábitos e estilos de vida mais saudáveis nas comunidades mais jovens.

17. Portugal já tem um Plano de Ação Nacional para a Atividade Física, que pretende assumir papel decisivo na saúde e no bem-estar das populações, diretamente ligado à prevenção de um conjunto importante de doenças crónicas não transmissíveis.

18. O blogue Nutrimento, do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, está atento às particularidades de cada estação.

19. Estão em implementação novas regras para tratamento cirúrgico da obesidade, a fim de aumentar a atividade cirúrgica nos hospitais do SNS e reforçar o acesso dos utentes a técnicas mais modernas. Em 2017, foram operados 2086 doentes, um crescimento de 1,8% em relação a 2016.

20. Os hospitais do SNS estão a usar menos antibióticos (antibacterianos), mostrando que as campanhas e as medidas para uma prescrição e utilização mais racional têm produzido resultados. Em 2017, houve uma redução de 3,7% no número de unidades utilizadas nos hospitais (cerca de dez milhões).

21. No primeiro semestre de 2018, foi aprovado o financiamento de 15 novos medicamentos inovadores, no total de 16 processos avaliados. É o máximo dos últimos três anos e representa um esforço para reforçar o acesso.

22. Os hospitais do SNS estão a reforçar os dispositivos de segurança dos medicamentos, em cumprimento de uma nova diretiva europeia. A partir de fevereiro de 2019, passa a ser obrigatória a verificação e a desativação dos dispositivos de segurança nas embalagens.

23. Desde 19 de julho último, data de arranque do projeto «Exames Sem Papel», já foram disponibilizados, digitalmente, mais de meio milhão de exames na Área do Cidadão do Portal SNS. São mais seguros e contribuem para a desburocratização e redução de desperdício, aproximando médicos e utentes.

24. Em 2019, circularão no SNS, maioritariamente, faturas eletrónicas, cumprindo uma norma europeia. A desmaterialização dos serviços financeiros concorre para uma melhor despesa pública.

25. A partir de janeiro de 2019, será dado acesso gratuito a informação clínica cientificamente validada, através de plataformas digitais internacionais, graças a um protocolo entre o Ministério da Saúde e Ordem dos Médicos. O objetivo consiste em aumentar a literacia dos cidadãos e combater a desinformação na internet.

26. Está em curso um projeto-piloto para rastreio da saúde da visão infantil, no SNS, com o objetivo de detetar e tratar precocemente estas doenças.

27. O SNS conta, atualmente, com 596 psicólogos clínicos, sendo que 232 trabalham em estabelecimentos hospitalares e 364 nos cuidados de saúde primários. Está em curso o processo de recrutamento de mais 40, refletindo a importância da saúde mental.

28. Quando os Portugueses vão a banhos, no verão, o SNS vai com eles. As praias mais concorridas do Alentejo e do Algarve contam, todos os anos, com postos de saúde durante os meses estivais.

29. No verão, diminuem as reservas e aumentam as necessidades de sangue. Por isso, aproveite as horas de mais calor, nas quais deve evitar a exposição ao sol, e faça a sua dádiva. É um ato solidário que pode salvar vidas.

30. O SNS 24 disponibiliza, desde 9 de agosto, informação relativa à dádiva de sangue e doação de órgãos. Para triagem, aconselhamento, encaminhamento clínico, serviços administrativos e informativos, ligue para este «balcão único» do SNS, telefone 808 24 24 24, ou envie um e-mail para atendimento@sns24.gov.pt.

31. O SNS ficará livre de fumo de tabaco até 2020. As medidas, que incluem áreas exteriores, consiste em refletir espaços saudáveis de cuidados de saúde e de trabalho, contribuindo para o tratamento, para a prevenção e a promoção da saúde e para a capacitação do utente.

32. Está em implementação o Registo Nacional de Paragem Cardiorrespiratória, uma ferramenta que vai permitir conhecer melhor a realidade nacional e planear ações futuras, nomeadamente no que diz respeito à disponibilização do acesso à desfibrilhação precoce, um dos elos da cadeia de sobrevivência.

33. Portugal é um parceiro importante em missões internacionais de resposta a problemas de saúde pública, sobretudo em África. Como exemplo, temos a participação em missões de prevenção e resposta rápida ao Ébola, em diversos países, entre os quais a República Democrática do Congo.

34. Está a ser implementada, no SNS, uma plataforma única de gestão do transporte não urgente de doentes. A medida tem em vista melhorar a articulação, harmonizar as regras a nível nacional e evitar desperdícios. O SNS assegura o transporte não urgente a 1.500 pessoas por dia, em média, representando uma despesa anual de 116 milhões de euros.

35. A partir de 1 de julho de 2019, será reforçada a proteção dos consumidores contra alegações enganosas nos produtos cosméticos. Vão ser vetadas alegações não provadas, pouco compreensíveis e pouco fiáveis, graças a um regulamento da Comissão Europeia.

36. O SNS está a reforçar a oferta de camas para reclusos que cometeram crime por força de doença mental (inimputáveis). A estratégia visa garantir o tratamento, a segurança e a reabilitação destes reclusos. De acordo com o Ministério da Justiça, 333 reclusos inimputáveis estão atualmente internados em estruturas forenses.

37. As doenças oncológicas têm tido um aumento muito significativo entre a população portuguesa, sendo já a segunda causa de morte. Promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças oncológicas, garantindo a equidade e a acessibilidade dos cidadãos, tem sido a grande apostas. Exemplo disso é o alargamento dos rastreios do cancro da mama, colo do útero e do colon e reto, prevendo-se que, em 2020, se atinja os 100%.

38. Portugal situa-se acima da média dos 53 países da região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto à esperança de vida à nascença, com 81,3 anos em 2014, quando a média da região se situava nos 77,83.

39. Em Portugal, o rácio de mortes prematuras por 100 mil habitantes situava-se nos 32,5, em 2014, enquanto a média dos 53 países da região europeia da OMS era de 49,93.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Accenture e Google Cloud parceiras na criação de soluções inteligentes


Accenture Google Cloud Business Group (AGBG) é o nome do novo grupo de trabalho, criado em parceria pela Accenture e Google Cloud, para apoiar as empresas na implementação de tecnologia cloud, melhorando a experiência que oferecem aos clientes.

Aliando o vasto conhecimento setorial da Accenture ao poder da tecnologia da Google Cloud, o AGBG permitirá à Accenture e à Google Cloud desenvolverem soluções inteligentes, potenciado em conhecimento baseado em dados. Inicialmente, o AGBG irá focar-se no desenvolvimento de soluções multissectoriais para clientes na América do Norte, Europa e Japão e para as indústrias do retalho, bens de consumo embalados e saúde.

O Centro de Excelência Google Cloud da Accenture será integrado na AGBG, centrando-se no desenvolvimento de soluções em áreas de alto crescimento para acelerar a adoção da Google Cloud pelos clientes.

A Accenture foi distinguida, em 2017, como Parceira do Ano da Plataforma Google Cloud em reconhecimento da excelência demonstrada a nível das vendas, marketing, técnica e apoio aos clientes no aproveitamento das vantagens dos produtos da Google Cloud na transformação dos seus negócios. O AGBG vem reforçar uma aliança de longa data entre as duas empresas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Workshop da itSMF Portugal sobre a nova norma ISO 20000-1:2018 - Gestão de serviços TI


A itSMF Portugal vai promover um workshop para apresentação da nova norma ISO 20000-1:2018 - Gestão de serviços TI no próximo dia 27, pelas 14h15, no Lionesa Resort Empresarial, em Leça do Balio, no Porto.

A nova norma ISO 20000-1:2018 - Gestão de serviços TI, que vai entrar em vigor no próximo dia 15, traz oportunidades e desafios para as empresas já certificadas na norma ISO 20000-1 ou que se pretendem certificar.

A itSMF Portugal, organismo de normalização setorial, desempenhou um papel ativo na elaboração, discussão e aprovação desta norma que se caracteriza por requisitos e processos orientados à melhoria da eficiência dos serviços TI.

As inscrições são gratuitas mediante registo prévio que pode fazer aqui.

Confira a agenda para dia 27:

14h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
14h45: Abertura, Rogério Costa, Presidente itSMF Portugal
15h00: A certificação ISO 20000-1 em Portugal, Hermano Correia, APCER
15h30: A nova Norma ISO/IEC 20000-1:2018, Mário Rui Costa, TRANSPONDER CONSULTORES, Presidente CT191

16h00: Coffee break 

16h20: Caso prático de uma implementação ISO/IEC 20000-1, Clara Pereira, PAMAFE
16h40: A experiência de uma certificação ISO/IEC 20000-1, dificuldades e benefícios, Manuel Silva, DECSIS
17h00: Mesa de debate: Gestão de serviços TI, certificação oportunidades e desafios.
- Moderada por Luís Azevedo, Direção Normalização itSMF
- Mário Rui Costa, Presidente CT191, TRANSPONDER CONSULTORES
- Manuel Silva, DECSIS
- Hermano Correia, APCER

17h30: Encerramento, Luís Azevedo, Direção itSMF Portugal

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Tertúlia "Aprendizagem ao longo da vida: O Papel das Soft Skills"



A APDSI vai realizar uma tertúlia sobre a importância das Soft Skills na qualificação das competências no mundo digital para maior e melhor empregabilidade. O encontro, organizado pelo Grupo de Competências Digitais, Qualificação e Empregabilidade da APDSI, realiza-se na terça-feira, 2 de outubro, no Edifício Goa, em Sacavém.

Como keynote speaker teremos Mário Ceitil, Presidente da APG - Associação Portuguesa para a Gestão do Conhecimento.

Nesta tertúlia, primeira de várias, a APDSI vai iniciar um debate acerca da importância de encontrar um mix correto de competências para nos mantermos competitivos no mercado e sermos cidadãos comprometidos. Focando sobre o papel das Soft Skills num contexto de competências digitais, estaremos a colocar o dedo na ferida da aparente separação de águas entre as ciências humanas e as tecnológicas.

Escutando tanto o meio académico como o empresarial e o social, vamos procurar encontrar diversas pistas para uma melhor formação e preparação de todos (jovens e adultos) não só para o mercado de trabalho como para uma vida de qualidade e inclusão.

O programa está disponível no sítio na web da APDSI.

A inscrição é gratuita mas obrigatória e pode fazê-la aqui.

IT'S TIME TO TALK ABOUT ... | Blockchain: Desafios e Oportunidades para Portugal


A itSMF Portugal vai realizar mais um encontro "IT'S TIME TO TALK ABOUT", desta vez dedicado ao tema "Blockchain: Desafios e Oportunidades para Portugal". O encontro vai realizar-se no próximo dia 25, pelas 17h15, no auditório J. J. Laginha (edifício I), ISCTE-IUL, em Lisboa.

De toda a permanente evolução tecnológica que vivemos no nosso dia-a-dia, existe uma que irá por certo alterar os modelos de negócio, de comunicação e transação e acima de tudo as relações entre pessoas, empresas e estados: o Blockchain.

Disruptiva e inovadora, não há dúvida que as principais características da tecnologia Blockchain - descentralização e segurança - prometem transformar o mundo dos negócios e introduzir vantagens muito relevantes e trazer grandes mudanças para a sociedade num futuro não muito distante.

Especialmente associada à criptomoeda mais conhecida: a Bitcoin, esta tecnologia tem no entanto aplicações noutras áreas e setores de atividade, que irão de facto agitar a economia.

Em poucas palavras o Blockchain define-se como uma grande base de dados em que a informação registada é verificada por todos os participantes na rede, o que impede que esta seja alterada ou eliminada. É uma tecnologia orientada para a gestão da confiança. O Blockchain elimina intermediários para validar essa confiança através de um consenso da maioria dos participantes nessa rede, obtida com fórmulas matemáticas explicitas.

O Blockchain é um tema do momento. Uma tecnologia que suscita a atenção de todo o mundo digital e que ainda tem muito caminho a percorrer, apresentando ainda muitas incógnitas por esclarecer.

As empresas e organizações, fazendo uso da tecnologia Blockchain, podem otimizar o custo e a eficiência através da gestão interna do relacionamento com os distribuidores e clientes ou criar novos serviços que geram receitas e conhecimento. A tecnologia por detrás do Blockchain está sujeita a converter-se no novo ecossistema por excelência para a troca de informação e validação de transações.

Assim, a it SMF entende que o Blockchain será o tema em destaque no "IT'S TIME TO TALK ABOUT" deste mês, enquanto tecnologia que irá liderar os processos de comunicação e transação mas, acima de tudo, irá transformar a sociedade e as relações no mundo digital.

Confira o programa:

17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal
17h35: Debate: Blockchain: Desafios e Oportunidades para Portugal
Moderador:
·        José Carlos Martins (Co-coordenador do IT'S TIME TO TALK ABOUT)
Painel  constituído por:
·        Francisco Távora Seruya (Leader Technology, Everis Portugal SA)
·        Fred Antunes (Presidente, Associação Portuguesa de Blockchain e Criptomoeda)
·        João Mota Lopes (Lead Account Manager, Oracle Portugal)
·        Nuno Miguel Mendonça (Consultor, EY Portugal)
19h00 Encerramento

A inscrição é gratuita mediante registo aqui.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

ESSLei ganha estatuto de Academia do Conhecimento da Gulbenkian


A Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria viu aprovado pela Fundação Calouste Gulbenkian o projeto de promoção de competências em crianças e jovens da região, o que a torna uma Academia do Conhecimento e lhe permite contar com apoio técnico e financeiro da fundação.

O projeto envolve crianças, jovens e pais das comunidades municipais de Leiria e de Porto de Mós e procura desenvolver soft skills como o pensamento crítico, a comunicação, a resiliência, o trabalho em equipa, a superação da frustração, a capacidade de resolver problemas complexos e a adaptação à mudança.

O projeto de softskills procura desenvolver o pensamento crítico, a comunicação, a resiliência, o trabalho em equipa, a superação da frustração, a capacidade de resolver problemas complexos e a adaptação à mudança.

Liderado por Vanda Varela, docente da licenciatura em Terapia Ocupacional da ESSLei, o projeto envolve como parceiros as câmaras municipais de Leiria e de Porto de Mós, e cerca de uma dezena de docentes da ESSLei.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Plataforma 9 fez 5 anos de intercâmbio entre países, regiões e culturas de língua portuguesa



Assinalou-se no passado dia 6 de setembro o 5.º aniversário do intercâmbio informativo e cultural da Gulbenkian entre os países, regiões e culturas de língua portuguesa.

Há cinco anos que o portal cultural Plataforma 9 divulga, a um ritmo diário e pelos cinco continentes, notícias sobre ações de formação, investigação, realização de congressos, publicações, financiamento de projetos e oportunidades de emprego relacionados com as culturas lusófonas.

O portal foi idealizado em 2013 e lançado no Mindelo, Cabo Verde, em 2014 pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Associação Internacional de Lusitanistas, para possibilitar a articulação em rede de instituições e programas nacionais e internacionais dedicados à Língua Portuguesa e à diversidade das culturas em português.

Durante estes cinco anos, a Plataforma 9 (nome dado a uma plataforma criada para servir os nove países e regiões da Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe) apostou no conhecimento, na mobilidade e emprego, encurtou distâncias, aproximou as regiões de língua portuguesa e promoveu o diálogo entre as culturas. Atualmente, o portal conta com mais de milhão e meio de visualizações anuais.

O português é a quinta língua materna mais falada no planeta, sendo utilizada por mais de 260 milhões de cidadãos.

Mais informações aqui

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Aluno português distinguido com medalha de prata pela 1.ª vez nas Olimpíadas Internacionais de Informática



De 1 a 8 de setembro, a cidade de Tsukuba, no Japão, recebeu a 30.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), onde 335 alunos de escolas secundárias provenientes de 87 diferentes países ou regiões demonstraram o seu talento na programação. 

As provas decorreram em dois dias, com competições de cinco horas e três problemas diários que colocaram à prova os conhecimentos informáticos e algorítmicos de todos os participantes, em representação do seu país.

Portugal participa neste evento desde 1992, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Este ano a delegação portuguesa foi constituída pelos alunos Kevin Pucci (aluno do 11.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, de Chaves), David Nassauer (aluno do 11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa), André Guimarães (11.º ano do Externato Marista de Lisboa) e Diogo Rodrigues (11.º ano do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia), sendo liderada professor Pedro Ribeiro (Team Leader - Universidade do Porto), co-adjuvado por Pedro Paredes (Deputy Leader - aluno de doutoramento em CMU, Pittsburgh).

Os resultados alcançados foram os melhores de sempre, com a delegação portuguesa a ver o seu árduo trabalho de preparação colher frutos com o aluno Kevin Pucci a obter uma medalha de prata, a primeira de sempre para Portugal.





O nosso país acumula assim no seu histórico uma medalha de prata (2018) e oito medalhas de bronze (duas em 2017, uma em 2016, duas em 2012, uma em 2011, uma em 2009 e uma em 2002). Durante as IOI foram também entregues os prémios correspondentes ao Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação (CIIC), uma prova internacional destinada a preparar os melhores alunos de vários países da América Latina e da Península Ibérica para as IOI.

Os melhores alunos portugueses foram convidados para representar Portugal no CIIC e o resultado global foi igualmente positivo, com a obtenção de uma medalha de ouro (Kevin Pucci), três medalhas de prata (José Pedro, Maria Madrugo e Diogo Rodrigues) e duas medalhas de bronze (David Nassauer e Leonardo Tavares).




Em 2019, teremos mais uma edição das Olimpíadas Nacionais de Informática, que decorre em várias fases de seleção, e culminando na seleção dos alunos que representam Portugal na 31.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática, que se irão realizar em agosto, em Baku, no Azerbaijão.

Veja, mais abaixo, a entrevista de Kevin Pucci ao "Diário da Manhã", da TVI.

 

10.ª Edição do Q-Day Conference



O Q-Day Conference 2018 vai realizar-se no dia 20 de setembro, entre as 9h00 e as 18h00, na Culturgest, em Lisboa. É uma conferência anual sobre estratégia, inovação, empreendedorismo, modelos de decisão e internacionalização promovida pela Quidgest. É também um evento de interesse público e conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, diversas associações, universidades e meios de comunicação social.

A conferência tem conseguido reunir, ao longo dos anos, conceituados oradores e uma plateia de nível e muito interessada.

O Q-Day 2018 terá como tema "Hyper Agile, Lean & Machine Learning" que engloba a agilidade, a qualidade e a automação inteligente, as grandes tendências para o futuro próximo das tecnologias de informação (TI) e da gestão mais competitiva, num mundo em mudança exponencial.

A disrupção digital está a afetar, globalmente, todas as indústrias e serviços. Assim, torna-se imperativo agir de forma a poder dar resposta a um mundo em constante mudança. A solução passa pelo aumento da agilidade, tanto nas tecnologias e sistemas de informação, como nos processos de gestão.

O Hyper Agile é uma metodologia de desenvolvimento projetada para maximizar o potencial da organização, a partir de uma perspetiva de retorno sobre investimento (ROI). Tal como o atualmente famoso machine learning, também a hiper agilidade se baseia na criação sucessiva e incremental de novos programas, no sentido de melhorar, continuamente, o resultado alcançado.

A aplicação destes novos conceitos, de evolução contínua, e automação, tanto nas tecnologias como na gestão, traz não só importantes ganhos de produtividade e qualidade, como maior resiliência e longevidade às organizações. Por isso, as empresas e instituições mais dinâmicas, de todo o mundo, procuram incessantemente soluções de desenvolvimento rápido, com recurso a modelação e geração automática e, simultaneamente, metodologias, tipo Lean, que garantam a qualidade e a eliminação de ineficiências.

As inscrições são gratuitas, sujeitas a confirmação, até à capacidade máxima da sala. Inscreva-se aqui.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Vencedores das Olimpíadas Nacionais de Informática a caminho do Japão


É já nesta sexta-feira, dia 31, que partem para Tsukuba, no Japão, os quatro alunos que vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2018.

Confiantes nos bons resultados que obtiveram nas Olimpíadas Nacionais, Kevin Pucci, David Nassauer, André Guimarães e Diogo Rodrigues pretendem inspirar o interesse de outros jovens estudantes do ensino secundário pela informática e pelas tecnologias da informação.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos, selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

A 30.ª edição das IOI decorre de 1 a 8 de setembro. Portugal estará presente ao lado dos participantes de cerca de 80 outros países. Daqui saem sempre os melhores jovens cientistas mundiais no domínio da Informática.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

eiD Conference debate a identidade digital no futuro


Este ano, na comemoração da sua 10.ªedição, a eiD Conference realiza-se nos dias 27 e 28 de setembro no Auditório da Fundação Champalimaud, em Lisboa. O evento é organizado pela Multicert, associada da APDSI, que anualmente organiza esta conferência de dimensão internacional.

Na conferência vão estar presentes empresas de renome bem como Instituições Nacionais de referência, como o Gabinete Nacional de Segurança, o Banco de Portugal, a Casa Nacional da Moeda e vários representantes do Governo português, que se propõem, em conjunto, a discutir o impacto que a identidade digital terá no futuro e que garantias poderá dar em termos de segurança e preservação da nossa unicidade.

A participação na conferência é gratuita, mas a inscrição obrigatória. Pode inscrever-se aqui

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

7.º Congresso Internacional dos Hospitais



A APDH está a organizar o 7.º Congresso Internacional dos Hospitais, sob o mote "Envolvimento e responsabilidade do Cidadão", que conta com o patrocínio institucional da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), da Federação Europeia dos Hospitais (HOPE) e da Federação Internacional dos Hospitais (FIH).

O evento decorre ao mesmo tempo da 12.ª edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde®, nos dias 21 a 23 de novembro de 2018, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa - ESTeSL.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Millennials vão ser ultrapassados pela Geração Z já em 2019



Em 2019, a Geração Z deverá ultrapassar a Geração Y (millennials) em percentagem da população mundial. A estimativa foi feita pela Bloomberg.

A Geração Z é composta por indivíduos que nasceram a partir de 2001 e nunca conheceram o mundo sem internet. Estes indivíduos atingem a maioridade no ano que vem e, com ela, o direito ao voto a par de liberdade no consumo.

Segundo a análise da agência, em 2019, cerca de 32% da população mundial será composta por pessoas da Geração Z, percentagem que compara com a quota de 31,5% dos millennials.

A Bloomberg cita um estudo da EY que indica que, enquanto a Geração Y (millennials) é tendencialmente mais egocêntrica, as pessoas da Geração Z são mais autoconscientes e capazes de indicar com grande rapidez o lhes é relevante ou não.

A notícia está a ser encarada com particular otimismo pelas empresas de tecnologia e da nova economia da partilha, assim como para os fabricantes de gadgets, empresas de entregas de encomendas e outros players do mercado do comércio eletrónico.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Roupas de nanotubos de carbono podem ser usadas como bateria



Engenheiros da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, em parceria com a Base Aérea de Wright-Patterson, estão a desenvolver uma roupa que pode ser usada como bateria, sendo assim capaz de carregar outros dispositivos elétricos.  

Segundo o Interesting Engineering, o tecido das roupas é feito a partir de nanotubos de carbono, que são materiais com excelentes propriedades de condução térmica e resistência ao calor. Graças às tecnologias de ponta da Força Aérea americana, os cientistas são capazes de criar materiais inteligentes para aprimorar as aplicações de tecnologia militar.

No centro destas aplicações estão os nanotubos de carbono. De acordo com os cientistas, no futuro, será possível substituir o cobre dos carros e dos aviões, de forma a diminui o peso dos veículos e melhorar a eficiência do combustível.

Os nanotubos de carbono poderão também ser utilizados para filtrar as nossas águas e para nos dar mais informação sobre as nossas vidas e corpos, através de sensores biométricos. Além disso, estes materiais devem também substituir o poliéster e outras fibras sintéticas.

Os nanotubos de carbono são os objetos mais negros encontrados na Terra, absorvendo cerca de 99,9% de toda a luz visível.

A Internet das Coisas e o seu impacto na vida dos cidadãos a 20 anos, foi um dos temas abordados pela APDSI em 2013 no seu encontro anual no Fórum da Arrábida que pode recordar aqui.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Lei eleitoral mudou para portugueses que vivem no estrangeiro



A Assembleia da República aprovou no passado dia 18 de julho várias alterações às leis eleitorais relativas aos portugueses que vivem no estrangeiro propostas pelo governo, PSD e BE.

Entre as várias mudanças levadas a votação no Parlamento pelo Governo, aprovadas com votos a favor de todas as bancadas com exceção da do CDS-PP, que se absteve, destacam-se o recenseamento automático, o que se traduz num milhão de votantes a mais, voto postal gratuito, voto em alternativa presencial/postal para a Assembleia da República e alargamento das mesas de voto. 

Os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro vão passar a estar inscritos no recenseamento nacional. Na prática, isto significa que os emigrantes portugueses vão passar a estar equiparados aos residentes em Portugal. 

O voto por via postal vai ainda passar a ser gratuito.

Estas medidas, que se traduzem num histórico avanço para os portugueses que vivem no estrangeiro, já vinham a ser incentivadas pela APDSI há alguns anos. Recorde-se a conferência / debate "Voto Eletrónico para todos os Portugueses", que a Associação realizou em maio do ano passado no Auditório António de Almeida Santos da Assembleia da República, no qual foi feita uma demonstração-piloto de voto eletrónico.

Em ano de eleições autárquicas, a APDSI considerava oportuno debater os desafios tecnológicos, sociais e políticos que decorrem da democracia eletrónica e, em particular, do voto eletrónico universal e em mobilidade. Questões como a desterritorialização, a anonimização e a segurança do voto, foram abordadas neste evento que pode recordar aqui.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

24.ª ISfTeH International Conference realiza-se em conjunto com a Portugal eHealth Summit 2019




A conhecida ISFTeH - International Society for Telemedicine and eHealth realiza conferencias internacionais todos os anos.

A 24.ª ISfTeH International Conference vai realizar-se em Portugal em conjunto com a Portugal eHealth Summit 2019, de 19 a 22 de março.

A Portugal eHealth Summit é uma iniciativa do Ministério da Saúde, promovida pela SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde - e CNTS - Centro Nacional de TeleSaúde.

A SPMS criou em Portugal um evento anual representativo da transformação e inovação digital no setor da saúde. Este evento já é reconhecido como um dos maiores da Europa com mais de 13.000 pessoas presentes, e ainda mais (22.000) que acompanharam o evento de 2018 em livestream

A "Portugal eHealth Summit" foi este ano, distinguida com o Alto Patrocínio da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa participou na sessão oficial de encerramento da edição de 2018, sublinhando que "Portugal está na liderança do digital".

Para mais informações envie um e-mail para info@isfteh.org.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Livro de Reclamações Eletrónico entrou em nova fase



Depois de um primeiro ano com balanço positivo aplicado aos serviços públicos essenciais, o Livro de Reclamações Eletrónico foi alargado a mais setores económicos no passado dia 1 de julho.

A plataforma digital, que começou a 1 de julho de 2017 para os serviços essenciais como energia, resíduos, comunicações eletrónicas e serviços postais, foi agora alargada às áreas da grande distribuição, comércio, hotelaria, materiais de construção e agências de viagens.

Inicialmente, o LRE foi adotado com o objetivo de promover o tratamento mais célere e eficaz das solicitações e uma maior satisfação dos consumidores. Neste primeiro ano, os dados oficiais apontam para cerca de 50 mil reclamações processadas através da nova plataforma com as telecomunicações e o setor da energia a liderarem a lista de queixas.

Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Economia, a implementação será faseada, entre 1 de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, "considerando o elevado número de setores de atividade económica e, consequentemente, de agentes e de estabelecimentos, envolvidos na segunda fase de implementação do projeto do Livro de Reclamações Eletrónico".

A Direção-Geral do Consumidor divulga informação sobre o livro de Reclamações Eletrónico aqui e disponibiliza um Manual do Utilizador.

Apesar do sucesso do LRE, o Livro de Reclamações em papel continua a ser disponibilizado.

O livro de reclamações em formato eletrónico (um único exemplar por operador, independentemente do número de estabelecimentos fixos ou permanentes de que disponha) pode ser adquirido junto da INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Implante conectado ao iPhone ajuda cidadãos com perda auditiva



A Apple lançou a aplicação Nucleus Smart que pretende vir a ajudar os cidadãos que sofrem de perda auditiva.

A Cochlear é uma empresa australiana especializada em implantes auditivos e há mais de oito anos a marca uniu-se à Apple para desenvolver um equipamento auditivo que funcionasse de forma integrada ao iPhone. O primeiro resultado da parceria veio a público em 2015 com o lançamento do processador de som Baha 5, capaz de descodificar som para pessoas que tinham perdido tal capacidade.

Em 2017 a união das marcas apresentou ao mercado o processador Nucleus 7 sound processor, que dispensa a necessidade de um dispositivo adicional. Até então, todos os modelos de implantes tinham de se conectar aos aparelhos portáteis via Bluetooth, o que agora deixa de ser necessário.

O aparelho é responsável por garantir acesso ao mundo digital a pessoas com perda auditiva em níveis avançados. Para quem apresenta problemas menores de audição, o funcionamento do dispositivo não é tão significante.

Graças ao Nucleus 7, atividades relativamente comuns, que até então eram impossíveis, como fazer uma chamada telefónica, ouvir música ou orientar-se com um GPS, são agora possíveis para quem sofre de perda de audição. Além de viabilizar as atividades, o processador permite controlar os níveis do som que chegam ao ouvido através do smartphone.

A aliança entre a saúde e as novas tecnologias já tem alguns anos. Na APDSI, o último evento neste âmbito decorreu em fevereiro de 2015 e pode recordá-lo aqui.

United Nations E-Government Survey 2018: Portugal é mencionado com nota positiva




Foi publicado o "United Nations E-Government Survey 2018" e Portugal é mencionado no relatório, com nota positiva, em relação ao Simplex, Lojas do Cidadão e Espaços do Cidadão.

A Dinamarca encontra-se em primeiro lugar no ranking mundial de "e-Government Development" e Portugal ocupa o 29.º posto, no que se traduz numa subida em relação ao ranking de 2016 (o país estava em 38.º lugar).

O relatório considera que as políticas e estratégias adotadas nos últimos anos em Portugal no âmbito da transformação digital dos serviços públicos, assentam nos "princípios de implantação de serviços centrados no cidadão, simplificação administrativa e interoperabilidade, custos e recursos da administração central". Na United Nations E-Government Survey 2018 lemos, ainda, que as chamadas "lojas do cidadão" são uma das "mais emblemáticas faces desta nova política com um conceito inovador de prestação de serviços públicos que reúne, no mesmo espaço, várias entidades públicas e privadas, o que resulta de uma colaboração entre a administração central, parceiros locais e cidadãos".

Existem agora mais de 150 centros físicos multi-serviços como parte de uma rede que utiliza as TIC para criar espaços de cidadão para a prestação de serviços distribuídos digitalmente ou com assistência pessoal, se necessário. Isto "reflete uma preocupação pelo facto de os níveis alfabetização digital não serem os mesmos em todo o país". Outro importante pilar da política é o programa "Simplex", que visa simplificar a burocracia, modernizar a administração pública e facilitar a interação entre cidadãos e empresas com administração pública, tanto ao nível central como municipal.

A United Nations E-Government Survey 2018 é publicada à medida que a implementação da Agenda 2030 para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) avança para o seu terceiro ano. "Os governos têm a responsabilidade crítica de encontrar e implementar políticas e medidas para mitigar o impacto dos choques tecnológicos na sociedade; uma nova dimensão de vulnerabilidades que as TIC vieram expor", lê-se na survey, que pode consultar aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Atividades dos grupos de trabalho da APDSI em junho



Aqui ficam as notícias sobre as mais reuniões dos grupos de trabalho da APDSI em junho:

Grupo Desmaterialização e Gestão de Processos

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados - RGPD veio substituir a Diretiva 95/46/EC, conhecida como Diretiva Europeia de Proteção de Dados Pessoais, e teve plena aplicação no passado dia 25 de maio. Este regulamento tem um efeito global, aplicando-se a entidades que processam dados pessoais, mesmo quando o tratamento ocorra fora da limitação geográfica da União Europeia, desde que sejam oferecidos bens ou serviços a titulares de dados que se encontram em algum país da União Europeia. O grupo está a trabalhar num documento que avalia os seus impactos na gestão da informação. Visite a página do grupo.

Grupo Competências Digitais, Qualificação e Empregabilidade

O Grupo está a avançar na concretização do seu plano de atividades, tendo dois agendamentos confirmados para as suas "tertúlias"; uma a 12 de setembro, em colaboração com a empresa Rebis Consulting, agendada para Sacavém, e outra para outubro no ISCAPorto (em colaboração com a UMinho e a delegação norte da APDSI). Relativamente à Tomada de Posição sobre o INCoDE.2030, o Grupo mantém a intenção de apresentar os seus resultados numa conferência a realizar no primeiro trimestre de 2019. Junte-se a nós.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Participação da APDSI na PASC


No dia 5 de julho a APDSI participou na reunião do Conselho de Representantes da PASC – Plataforma de Associações da Sociedade Civil – Casa da Cidadania. A PASC é uma plataforma de associações que visa contribuir para a mobilização dos cidadãos portugueses para o exercício de uma cidadania ativa e responsável.

Nesta reunião foi apresentada a nova Direção da PASC que passa a ser presidida pelo Dr. Luís Vidigal, ex-Presidente da APDSI, que sucede nestas funções ao Prof. Dias Coelho. Entre os principais pontos da reunião sobressai a discussão sobre a estratégia para reforçar a voz da sociedade civil e a apresentação do plano de atividades. Este integra a realização de diversos estudos, a criação de um prémio anual da cidadania e a 3.ª Conferência da Casa da Cidadania.

A PASC foi convidada a integrar o Open Government Partnership tendo lançado um levantamento sobre as iniciativas a desenvolver no seu âmbito, que está disponível aqui.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Estado pode poupar milhões de euros se apostar numa maior digitalização dos serviços públicos



O Estado português pode vir a poupar entre 100 e 400 milhões de euros se adotar uma estratégia "Digital by Default". A conclusão é do estudo "Digital by Default: Impacto Económico e Fatores de Sucesso", apresentado pela Porto Business School e pelo MUDA - Movimento pela Utilização Digital Ativa.

O trabalho desenvolvido pelo Center for Business Innovation da Porto Business School, concluiu que um avanço na transformação digital apenas do lado do Governo pode trazer poupanças na ordem dos 400 milhões de euros por ano.

Apresentada no evento "Chave Móvel Digital", a pesquisa teve como base os exemplos do Reino Unido, Estónia e Dinamarca, bem como estudos internacionais de benchmarking e dados portugueses, e mostra que o impacto será ainda mais significativo se os cidadãos e as empresas forem incluídos nessa digitalização.

Partindo de uma base de transparência, confiança, inclusão, envolvimento e participação, uma estratégia de Digital by Default deverá permitir que os serviços públicos estejam disponíveis online, prontos para dispositivos móveis, fáceis de usar e acessíveis, bem como uma interligação com os cidadãos e as empresas.

Desta forma, e ainda no âmbito do mesmo trabalho, uma aceleração da transformação digital pode gerar um impacto líquido total entre os 6,5 e 10 mil milhões de euros por ano na União Europeia. Como casos de sucesso neste âmbito são referidas iniciativas como "Empresa na Hora", "Marca na Hora" e "Registo Comercial Online".

Em 2016, a APDSI acompanhou em pormenor as novidades introduzidas pelo Simplex + na simplificação administrativa e legislativa. Recorde aqui.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Conheça a nova Direção da APDSI para 2018-2021: Helena Monteiro tomou posse como Presidente a 21 de junho

"Ousar, desafiar e inovar" é o mote da nova equipa para o próximo triénio


Já tomou posse a nova direção da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, com Helena Monteiro a suceder a Luís Vidigal, um dos fundadores da associação, que exercia o cargo desde março de 2017 e que pertenceu à Direção durante 17 anos.

Helena Monteiro, que será a primeira mulher a presidir a APDSI, já tinha integrado a direção da APDSI entre 2012 e 2017. Doutorada em Ciências Sociais, na especialidade de Administração Pública, pela Universidade Técnica de Lisboa, é docente da Universidade de Lisboa, tendo como áreas de investigação a Transformação Digital no Setor Público, o eGov e eHealth e os  Processos de Formulação e Implementação de Políticas Públicas. Para além do vasto currículo académico, tem uma longa experiência enquanto dirigente da Administração Pública e Partner na Consultoria de Gestão de uma das Big5.

Sob o mote "Ousar, desafiar e inovar", a nova direção pretende reforçar a dinâmica que a Associação tem tido ao longo dos anos, fortalecer a ligação com todos os que fizeram dela um fórum de debate útil sobre a Sociedade da Informação em Portugal, e ainda articular com novos atores da Sociedade Civil debates sobre caminhos que encarem a ambiguidade e as certezas da transformação digital.

A nova direção quer continuar a desenvolver o conhecimento, nomeadamente através do incentivo aos estudos realizados pelos Grupos de Trabalho, conferências, seminários e workshops, o Fórum da Arrábida, as Olimpíadas de Informática Nacionais e Internacionais, além de pretender reativar Grupos de Alto Nível.

Helena Monteiro vai ser acompanhada nesta missão por Filipa Fixe, João Catarino Tavares, Luís Nunes, Miguel Brito Campos, Nuno Guerra Santos e Sofia Aureliano. Mantêm-se a Delegação Norte e o Conselho Fiscal. Daniela Azevedo substitui Ana Evans enquanto Secretária da Mesa da Assembleia Geral.

Todos os elementos da direção, para além de experiências de associativismo, têm prática de Estratégia, Planeamento, Desenvolvimento e Implementação de Sistemas de Informação. 

Filipa Fixe tem um PHD em Bio-nanotecnologia e experiência nos setores das Telecomunicações e da Saúde; João Catarino Tavares tem larga experiência em Gestão e Administração Pública e nos seus Sistemas de Informação; Luís Nunes tem um vasto currículo em Consultoria de Gestão nas áreas da Administração Pública e Saúde; Miguel Brito Campos tem por área de ação as transformações digitais na Administração Pública; Nuno Guerra Santos especializou-se e atua na área da Consultoria de Gestão focada no setor público e no setor privado; e Sofia Aureliano é especialista em Comunicação e Ciência Política.

Luís Vidigal deixa, por vontade própria, a presidência da Direção, embora mantendo a sua ligação aos Grupos de Trabalho e a outros projetos inovadores no seio da APDSI e da sua missão.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Já são conhecidos os 4 alunos que vão às IOI



Já são conhecidos os quatro alunos que vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática'2018, que se vão realizar em Tsukuba, no Japão, de 1 a 8 de setembro.

São eles: 

Kevin Pucci - 11.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins (Chaves)
David Nassauer - 11.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
André Guimarães - 11.º ano do Externato Marista de Lisboa (Lisboa)
Diogo Rodrigues - 12.º ano do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia (C. Maia)

De recordar que as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI'2018), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI.

Entretanto, os nove primeiros classificados das Olimpíadas Nacionais de Informática foram convidados a representar Portugal no Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação (CIIC). Este concurso, que serve também como preparação para as Olimpíadas Internacionais, tem caráter internacional e, na edição de 2018, participaram os melhores alunos de 11 países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, El Salvador, Espanha, México, Perú, Portugal , República Dominicana e Venezuela.

Portugal conquistou seis medalhas - 1 de Ouro, 3 de Prata e 2 de Bronze:

Ouro - Kevin Pucci
Prata - José Pedro
Prata - Maria Madrugo
Prata - Diogo Rodrigues
Bronze - David Nassauer
Bronze - Leonardo Tavares

As medalhas e os certificados serão entregues durante as IOI'2018, no Japão.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Assembleia-Geral Eleitoral Extraordinária da APDSI nesta quinta-feira



Nesta quinta-feira, dia 21, a APDSI reúne-se em Assembleia-Geral Eleitoral Extraordinária e convida os sócios a estarem presentes na eleição dos novos corpos sociais.

A APDSI continua a ser um dos poucos fóruns de reflexão e de intervenção, verdadeiramente independente e multistakeholder, não podendo perder a sua dinâmica em torno da transformação digital do nosso país.

Contamos com todos os sócios na Assembleia-Geral Eleitoral Extraordinária da APDSI, pelas 18h00, na Sede da Associação.

Lembramos que, de acordo com o n.º 1 do Artigo 5.º - Direitos dos Associados, do Regulamento Interno de Associados da APDSI, só poderão votar, eleger, e ser eleitos os sócios que tenham sido admitidos como sócios pelo menos 180 dias antes da data de realização da Assembleia-Geral. Os sócios institucionais só podem exercer o seu direito de voto através de um seu representante devidamente mandatado para o efeito.

Os sócios devem confirmar a sua presença para secretariado@apdsi.pt.

terça-feira, 12 de junho de 2018

15.ª Conferência Anual itSMF Portugal | “A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial”



Realizou-se no dia 7 de junho a 15.ª Conferência Anual da itSMF subordinada ao tema “A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial”. O encontro teve lugar no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, contou com a presença de ilustres figuras do meio e abordou temas como o contributo da Gestão de Serviços na atual Estratégia de Transformação Digital.

Luís Portugal Deveza, Consultor de Empresas TI, falou sobre Indústria 4.0 ou transformação digital, destacando que, hoje em dia, há uma pressão significativa por parte dos clientes (procura) que têm a capacidade de ser cada vez mais exigentes.

Na Indústria 4.0, a dispersão geográfica já não é um problema e as tecnologias oferecem uma capacidade de produção mais automatizada, bem como o acesso a dados importantes para a sua atividade. A produção em real time é outra vantagem apontada por Luís Portugal Deveza: «A grande novidade na Indústria 4.0 é o fator inteligência porque, na maior parte do tempo, os equipamentos não a tinham. A introdução do machine learning e da inteligência artificial faz com que cada "coisa" capte dados que podem ser usados».

Em Portugal, mais de 50% das empresas está a resistir a esta revolução ou, na melhor das hipóteses, está apenas curiosa sobre ela, não se sentindo suficientemente esclarecida para a adotar sem hesitação, demonstra Luís Portugal Deveza. Portugal é, contudo, um país que se "desenrasca" bem quando o caminho é incerto, sendo esta uma característica que, segundo Luís Portugal Deveza, nos pode trazer benefícios nesta área. A segurança é a grande preocupação do consultor, a par do emprego para a geração atual de crianças: «Não estou otimista quanto à questão da criação ser equivalente à destruição».

João Machado, IoT Connectivity Solution Architect Manager da Vodafone Portugal, enumerou as oportunidades e desafios que a IoT coloca ao mundo industrial ressalvando que há impactos técnicos e as tecnologias ainda são caras: «A segurança é o melhor ativo que as empresas vão ter; a confiança tem de ser criada e será uma grande oportunidade porque a empresa que a conseguir está melhor preparada para os desafios do futuro». Uma melhor gestão da informação vai trazer grandes desafios regulatórios mas João Machado mostra-se otimista: «Acho que os benefícios superam as dificuldades. Confio na aprendizagem anterior e, por isso, acredito que a sociedade vai saber minimizar os impactos».

Rui Ribeiro Pereira, Manager of Information Systems Operations da Galp, também esteve presente na conferência e mostrou os bons exemplos da empresa que aposta na integração, reutilização e simplificação dos sistemas de informação - geridos em outsourcing. «A imaginação e a capacidade de sonhar são mais importantes que o conhecimento», concluiu. Com uma empresa gerida em multisourcing, os maiores desafios prendem-se com a integração de serviços: «Todos os envolvidos estão comprometidos em operar sobre uma plataforma comum de processos, de forma a haver uma gestão de trabalho por parte de todos, automatizada e integrada».

Indústria 4.0 e RGPD



Ainda da parte da manhã, Rui Soares, da itSMF Portugal, fez uma apresentação intitulada "Serviço Alerta, Privacidade Certa", onde destacou os cuidados que as empresas devem ter com o RGPD e as alternativas que existem ao consentimento. Na sua apresentação foi dada particular importância ao service desk onde cada colaborador tem de saber que dados são controlados, como são tratados e como vão resolver se os clientes quiserem exercer os seus direitos: «A formação de quem está no service desk tem de ser acautelada porque mesmo que não tenham a resposta adequada, têm de saber para onde encaminhar as questões».

Graça Carvalho, Strategic Alliances Director - Department of Computer and Science from UCL, falou-nos sobre os impactos que a IoT está a ter na gestão das empresas e interação com os clientes, contudo, é preciso fazê-lo «degrau a degrau». É preciso experimentar e com parceiros, defende.

Nesta nova Era da Indústria 4.0, é preciso ter em atenção o que têm em comum as novas tecnologias. Os dados são a "cola" do sistema e a velocidade de transformação das organizações vai mudar muito mais nos próximos dois anos, do que aconteceu nestes dois últimos anos. A investigadora também partilhou o resultado de um estudo feito no Reino Unido em 2015 e que procurava perceber porque é que a IoT não estava a ter o sucesso que deveria. Questões de privacidade e segurança surgiram na resposta. «Já não se pode dizer que não estamos conscientes do impacto de determinada tecnologia; o diferenciador é a importância comercial dos dados», rematou.

ISO 20000-1

Da parte da tarde, coube a Lynda Cooper, perita de renome mundial na normalização Gestão e Governação de Serviços TIC, abrir a sessão com uma apresentação sobre a norma ISO 20000-1 que, até 2016, apresentou um crescimento significativo que se espera que continue a verificar-se. A especialista sublinhou que se está a assistir a uma alteração de tendências no service management com um maior ênfase a ser dado ao consumidor.

Paulo Sousa, CEO da Maxdata, apresentou o software de controlo de análises clínicas - é o software que diz o que os equipamentos têm de fazer e determina se um exame é válido ou tem de ser repetido. Mais de 80% do serviço diário é assegurado por máquinas. A Maxdata adotou o ISO 20000-1 porque percebeu que seria uma mais-valia competitiva para a empresa que passou na auditoria com 0% de inconformidades.

No final, José Carlos Martins moderou o Grande Debate sobre o tema da conferência com um painel constituído por António Câmara (YGroup e UNL), Luís Vidigal (APDSI) e Miguel Moreira (DSPA).

António Câmara antecipou que até 2021 a Internet vai mudar radicalmente na medida em que qualquer pessoa pode inventar, criar e vender um produto globalmente porque as «novas gerações criam mais conteúdos do que consomem, ao contrário das gerações anteriores».

Luís Vidigal perfila o fim da economia como a conhecemos e prevê que nesta revolução da Indústria 4.0 vai haver desequilíbrio entre empregos criados e empregos gerados pelo que o “rendimento mínimo” se vai impor. 

Por fim, Miguel Moreira também acredita que a transição para uma nova estrutura de trabalho não vai ser pacífica porque envolve toda a massa de trabalho que já está no ativo, sendo este um dos grandes desafios que a sociedade enfrenta.


terça-feira, 5 de junho de 2018

15.ª Conferência Anual itSMF Portugal | "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial"


A itSMF Portugal realiza na próxima quinta-feira, dia 7 de junho, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa, a sua 15.ª Conferência Anual subordinada ao tema "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial". 

O primeiro painel conta com a intervenção do Presidente da itSMF Portugal, Rogério Costa, João Machado (Vodafone Portugal), Rui Ribeiro Pereira (Galp), Rui Soares (itSMF) e Graça Carvalho da University College London.

Lynda Cooper perita de renome mundial na normalização Gestão e Governação de Serviços TIC, abrirá as sessões da tarde, seguida de Paulo Sousa (Maxdata Software). No final, José Carlos Martins modera o Grande Debate sobre o tema da Conferência com um Painel constituído por António Câmara (YGroup e UNL), Luís Vidigal (APDSI) e Miguel Moreira (DSPA).

Porquê o tema "A Gestão de Serviços no Limiar da 4.ª Revolução Industrial"?

A 4.ª Revolução Industrial traduz-se numa significativa alteração na forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos. Constitui um novo patamar no desenvolvimento humano potenciado por um surpreendente conjunto de novas tecnologias que fazem esbater as fronteiras entre os mundos digital, físico e biológico.

Esta nova preponderância do equipamento, associado com a respetiva capacidade de aprender e tomar decisões ("Artifical Intelligence" ou "Machine Learning") coloca novos desafios para processos de gestão.

Como poderão ser redesenhados os processos e relações com os clientes de modo a beneficiarem desta nova realidade sem colocar em causa as responsabilidades e direitos na relação cliente-fornecedor?

São muitas as questões que se colocam no contexto da Gestão da Serviços e pretende-se com esta Conferência Anual contribuir para a promoção da necessária e premente discussão e partilha de experiências em torno desta nova realidade: a Indústria 4.0 e a 4.ª Revolução Industrial.

Encontra aqui mais informações.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Portugal É Um Só! Gestão Integrada da Informação do Território Português - um roteiro para a ação



Este mês entrou em atualização o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território. Apesar de ainda não ter sido criado o Observatório do Ordenamento do Território, está previsto que seja feito um relatório anual, e que os cidadãos possam, online, acompanhar a evolução das medidas propostas nesta segunda versão do PNPOT. O primeiro relatório deverá ser divulgado no final de 2019.   

Neste quadro de promoção da informação geográfica sobre o território português, a APDSI elaborou um plano de ação que visa a definição de um conjunto de instrumentos para a padronização de procedimentos. Deste modo, pretende-se agilizar e simplificar o acesso, por parte do cidadão e entidades públicas e privadas a esta informação geográfica.

Esta iniciativa tem como base a valorização do território através da disponibilização de um acesso livre à informação geográfica, em formato de dados abertos (open data), com benefícios claros para a economia ao nível da partilha de informação e criação de valor acrescentado. O objetivo é permitir que todos os intervenientes beneficiem mais facilmente de informação produzida por outras entidades públicas ou privadas.

Além do livre acesso à informação geográfica, o plano de ação pretende criar condições propícias à disponibilização junto dos utilizadores de serviços integrados de partilha de informação georreferenciada sobre o território português, atualmente gerida pelas diferentes entidades produtoras dessa mesma informação. Assente numa governação inteligente da informação existente, estes serviços deverão permitir a qualquer utilizador identificar e visualizar diferentes níveis de informação, sobrepor informação proveniente de diferentes fontes, e realizar análises espaço-temporais dessa informação.

O plano de ação visa ainda incentivar a inovação, o espírito empresarial e o crescimento da economia baseada no conhecimento, promovendo as capacidades de investigação e inovação, através das TIC. A execução destes objetivos passa por três eixos de intervenção que pode consultar aqui.

A APDSI, através do seu Grupo de Trabalho Território e Urbanismo Inteligente, acredita que um sistema desta índole é fundamental para a desburocratização de processos e para o aumento da transparência nos processos públicos de decisão e comunicação, bem como numa mais eficaz política de proteção da floresta contra incêndios.